19:22 :: 25/03/2017
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10 jornalistas que passaram pelo SBT e deram sorte de sair enquanto era tempo!

Duh Secco 20:20 :: 04/03/2017
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Marcão do Povo e Dudu Camargo: escolhas pessoais de Silvio Santos para o jornalismo do SBT

Que o jornalismo do SBT tem se tornado alvo de chacota todo mundo já sabe, menos Silvio Santos. Com um âncora de 18 anos sem formação na área, outro advindo da Record no momento mais controverso de sua carreira, um terceiro (ainda atuando como produtor) que até outro dia era animador de auditório e uma âncora afeita a provocações políticas no Twitter, os telejornais da emissora repercutem cada vez mais de forma negativa entre imprensa e público.

Some-se a isso as saídas de Hermano Henning e Joyce Ribeiro, pilares de sustentação da redação quando os noticiários do canal foram reduzidos a praticamente zero – também por interferência do dono.

É bem verdade que o forte do SBT sempre foi o entretenimento, mas houve um tempo em que os valorosos “TJ Brasil”, “Aqui Agora”, “Jornal do SBT” e “SBT Repórter” ocuparam um considerável espaço na tela da emissora, sempre com muito êxito e o reconhecimento da crítica e da audiência.

Desta época, surgiram talentos que, se tivessem permanecido na casa, estariam hoje talvez postos para fora como Hermano e Joyce, diante da insistência de Silvio Santos em fazer do jornalismo algo cada vez mais apelativo e engraçadinho – e, por tabela, desnecessário.

O RD1 lista dez destes jornalistas que alçaram voos antes do princípio do fim. E se deram muito bem!

Antonio Pétrin, hoje na Band, em matéria para o "TJ Brasil".
Antonio Pétrin, hoje na Band, em matéria para o “TJ Brasil”

Antonio Pétrin formou-se em 1987 e chegou à televisão no ano seguinte, via Record. Mas foi no SBT, entre 1993 e 1999, que se firmou em uma de suas especialidades, já conhecidas de uma passagem pela Manchete: os esportes. Num tempo em que o SBT cobria Copas e Olimpíadas, chegando a ter transmissões esportivas em sua grade, Pétrin acompanhou nossos atletas nos Estados Unidos, Barcelona e França. Saiu do SBT para ingressar na Band e lá está até hoje. Ano passado, assumiu como interino a vaga de seu colega de “TJ Brasil”, Boris Casoy, então transferindo-se para a RedeTV! – o posto acabou ficando oficialmente com Fábio Pannunzio.

Arnaldo Duran em matéria internacional para o "TJ Brasil".
Arnaldo Duran em matéria internacional para o “TJ Brasil”

Como contratado do SBT, Arnaldo Duran cobriu a morte dos Mamonas Assassinas, que completou 21 anos no último dia 2. Foi numa matéria especial para o “Domingo Legal”, de Gugu Liberato, na qual visitou o local do acidente. A passagem pelo jornalismo da casa se encerrou no fim dos anos 90, quando migrou para a Globo. De lá, saiu em 2006 rumo à Record, onde tem hoje status de repórter especial, do “Jornal da Record” e do “Domingo Espetacular”. Ano passado, Arnaldo Duran divulgou em suas redes sociais um vídeo no qual revelava ter tido o diagnóstico da Síndrome de Machado-Joseph, uma doença degenerativa, ainda sem cura.

Britto Jr então no "TJ Brasil", em 1996.
Britto Jr então no “TJ Brasil”, em 1996

Atualmente sem contrato, após desentendimentos com a Record (onde estava desde 2005), Britto Jr também passou pelo SBT. Por um período não muito longo, é verdade: de 1996 a 1998. O jornalista era contratado de uma afiliada da Globo desde 1984 e já tinha atingido o posto de repórter nacional quando se transferiu para a equipe de reportagem do “TJ Brasil” e do “Jornal do SBT”. Em um registro raro disponível no YouTube é possível ver Britto dando expediente na redação de jornalismo durante uma entrada ao vivo de Liliane Ventura, então apresentadora do “Aqui Agora”. Na Record, Britto Jr migrou para o entretenimento, com o “Hoje em Dia” e “A Fazenda”.

César Tralli, repórter especial do "Aqui Agora".
César Tralli, repórter especial do “Aqui Agora”

Da rádio Jovem Pan, onde sobrevoava São Paulo avaliando a situação do trânsito, César Tralli seguiu direto para o “Aqui Agora”, telejornal de cunho policialesco e sensacionalista, muito bem produzido – e, certamente por este motivo, uma das maiores audiências do SBT nos anos 90. Tralli cobriu de tudo, principalmente o que se relacionava à polícia (crimes e afins). Saiu do SBT em 1992 para uma breve passagem pela Record; no ano seguinte, estreou na Globo no local “São Paulo Já”. Em dois anos, ganhou o posto de correspondente em Londres, sendo o mais jovem jornalista da emissora a ocupar essa função. Hoje, é apresentador do “SPTV 1[ Edição”.

Giuliana Morrone cobrindo a visita do Papa João Paulo II ao Brasil para o "TJ Brasil".
Giuliana Morrone cobrindo a visita do Papa João Paulo II ao Brasil para o “TJ Brasil”

Menos de um ano de Globo e três meses na Band Brasília. Com quase nada de experiência no jornalismo televisivo, Giuliana Morrone ingressou no “Jornal do SBT”, estreando com Lilian Witte Fibe. Esta logo fez o caminho de volta para a Globo; Morrone acabou transferida para o “TJ Brasil”. Sua primeira grande cobertura: o impeachment de Fernando Collor de Melo, que confiscou as poupanças e fez água nos planos da jornalista de estudar no exterior. Depois de seu casamento, Giuliana transferiu-se para o Rio de Janeiro e lá ficou até o SBT resolver fechar sua sucursal carioca. Hoje é âncora na Globo Brasília, onde está desde o início dos anos 2000.

Heraldo Pereira em matéria para o "SBT Repórter".
Heraldo Pereira em matéria para o “SBT Repórter”

Afiliadas da Globo no interior paulista, um curto período na Manchete, outra vez na Globo via sucursal de São Paulo e, na sequência, o SBT. Por lá, além de reportagens para os telejornais da casa, Heraldo Pereira esteve presente em matérias especiais do “SBT Repórter”, nos tempos em que outro baluarte do jornalismo, Marília Gabriela, o apresentava. De volta ao canal onde estreou, foi efetivado como apresentador do “DFTV” e em 2002 passou a integrar o time de apresentadores eventuais do “Jornal Nacional” – é constantemente acionado para cobrir as férias de William Bonner; além disso, mantém uma coluna sobre política no “Jornal da Globo”.

Izabella Camargo comandou a fase final do "Olha Você".
Izabella Camargo comandou a fase final do “Olha Você”

Izabella Camargo talvez tenha a mais curiosa das trajetórias de jornalistas de renome no SBT. Ela chegou a ser garota do “Fantasia”, antes de concluir seus estudos e ingressar na Band News. Sua passagem pelo jornalismo do canal de Silvio Santos foi meteórica: entrou para o rodízio de apresentadores do “Olha Você” poucos dias antes de sua extinção. Saiu de lá para voltar à Band, onde se tornou apresentadora eventual do “Jornal da Band”. Migrou para a Globo em 2012. Das reportagens, passou a apresentadora da previsão do tempo nos jornais matinais; nas ausências dos titulares Monalisa Perrone e Rodrigo Bocardi, já assumiu o “Hora Um” e o “Bom Dia SP”.

Mônica Waldvogel em matéria sobre economia no "TJ Brasil".
Mônica Waldvogel em matéria sobre economia no “TJ Brasil”

Mônica Waldvogel estreou na TV na estreia da Manchete, em 1983. Com a experiência adquirida no canal, foi convidada para cobrir economia na sucursal da Globo em Brasília. Deixou a emissora em 1992 para falar ao telespectador do “TJ Brasil” sobre casos polêmicos, como os negócios escusos de PC Farias. Ganhou tanto destaque que voltou para a Globo em 1996 na condição de apresentadora e editora chefe do “Jornal da Globo”. Passou por todos os telejornais da casa e, no início de 2000, pela Record e pelo GNT, onde implantou o “Saia Justa”. Voltou ao SBT, por mais dois anos, no programa de debates “Dois a Um”. Hoje está no “Entre Aspas”, da Globo News.

Tonico Ferreira apresentando o "TJ Brasil".
Tonico Ferreira apresentando o “TJ Brasil”

Na Globo desde 1981, Tonico Ferreira já havia passado por importantes coberturas, como a morte de Tancredo Neves, quando aceitou o convite para se transferir para o SBT, no final da década de 80. Acabou retornando ao canal carioca, mas saiu logo em seguida, outra vez rumo ao canal paulista. No SBT, cobria de política a economia, de polícia a variedades. Foi um dos apresentadores eventuais do “TJ Brasil”, cobrindo as folgas do âncora Boris Casoy. Retornou para a Globo no final da década de 90, quando Silvio Santos já ameaçava extinguir o jornalismo; já foi correspondente em Londres e Buenos Aires e acumula matérias no “JN” e no “Globo Repórter”.

Zileide Silva em matéria do "TJ Brasil", no início dos anos 90.
Zileide Silva em matéria do “TJ Brasil”, no início dos anos 90

Zileide Silva era repórter da TV Cultura quando foi convidada para cobrir economia no “TJ Brasil”. Fernando Collor de Melo acabava de ser eleito presidente e os editores do telejornal já anteviam o desastre econômico e político que assolou o país nos primeiros dois anos da década de 90. Acompanhou ainda os governos Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso, ambientando-se com Brasília. Foi através da sucursal da capital federal que entrou na Globo, em 1997. Lá, já foi correspondente em Nova York – cobrindo o fatídico 11 de setembro –; hoje, além de repórter, é apresentadora eventual do “Jornal Hoje”, função que também exerceu no “Jornal da Globo”.