07:57 :: 29/04/2017
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BBB17, o “reality encantado” de Emilly

Da Redação 21:00 :: 08/03/2017
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Roberta ficou inconformada com permanência de Emilly

Mudaram os paredões. Nada mudou! Mas eu sei que alguma coisa aconteceu. Tá tudo assim, tão… tão… tão chato e equivocado.

Eu juro que venho tentando, mas está cada vez mais complicado ter interesse e inspiração para escrever uma análise, algo que seja, sobre o BBB17. Até porque, em si, essa edição do reality vem, dia após dia, deixando de ser interessante, graças a um grupo de participantes nada inspiradores, um apresentador nada empolgante, uma fórmula em quase nada reformulada e um horário pós-novela nada boa nos índices de audiência.

Tiago Leifert comanda o BBB17

Tentativas de mudanças ocorreram. Começaram com a falsa eliminação da Emilly que, após o susto e o surto de autossuficiência, teve a “honra suprema” de escolher seus companheiros de time, dividindo a casa em duas. Essa divisão ficou visível, inclusive espacialmente dentro da saudosa “nave louca”, quando a produção da atração global separou um lado do outro com uma alusão grotesca de um muro entre os Estados Unidos e o México, o que gerou incômodo junto aos telespectadores mais atentos ao BBB e a política internacional na atualidade.

“Muro de Trump” dividiu a casa do BBB17

Tudo isso junto trouxe uma sensação: as rédeas do BBB17 não estão mais nas nossas mãos, nas nossas afinidades, nas nossas intenções de votos, de preferidos. É como se o autor ou autora de uma novela resolvesse, do nada, concentrar seus “protagonistas” em um núcleo e isolar seus “vilões” do resto da trama. Aliás, essa edição do “Big Brother” flerta cada vez mais com a ficção induzida, fugindo descaradamente do jogo de realidade que, tantos anos atrás, era tão bom de se acompanhar.

O BBB17 virou um filme da Disney! O lado mexicano é o lado do castelo, onde a Princesa Encanada Emilly e o Príncipe Embabacado Marcos convivem felizes para alguns minutos, numa DR eterna. O lado norte-americano é o lado do calabouço, onde os seres maus e invejosos do amor predestinado de Emilly e Marcos foram jogados e esquecidos.

Marcos e Emilly vivem entre tapas e beijos no BBB17

Na verdade, Emilly tem a carapuça de princesa, mas o espírito de rainha má, o conhecimento de uma feiticeira, dona de uma fórmula de sucesso para os diretores e editores de um reality show: ela causa, ela joga, ela gera confusão, assunto, material para ser levado ao ar, seja esse material bom ou ruim. O resto da casa virou uma floresta encantada, cheia de plantas meramente ornamentais, por onde Emilly tem passeado, julgado, brigado e protagonizado os principais momentos do BBB17.

Romance de Marcos e Emilly é o grande destaque do BBB17

Criaram um monstro com ares de anjo, alimentaram com polêmicas, com paredões, com vitimização, e ele cresceu e se destacou. Agora só resta aceitar que temos uma preferência da galera do sofá que apenas vê o BBB, e vota cada vez mais; e temos um lamento da galera que analisa o programa, e de afasta dos rumos do reality cada vez mais.


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