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10 novelas que todo mundo espera ver no Viva em 2017

Duh Secco 12:20 :: 24/12/2016
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Próximas novelas do Canal Viva já causam burburinho nas redes sociais

A expectativa é grande: quais serão as próximas novelas do Viva? 2017 já está batendo na porta e o canal ainda não divulgou nada a respeito das substitutas de “Torre de Babel”, “A Gata Comeu” e “Pai Herói”. Na internet, boatos de site pouco confiáveis (para não dizer completos desconhecidos atrás de likes) dão conta de inúmeros títulos, sem confirmar nenhum. Decidi então preparar uma lista com 10 novelas que gostaríamos de ver no Viva – que, fique claro, são escolhas quase pessoais, amparadas por depoimentos de amigos, e que nada tem a ver, até onde se sabe, com as próximas reprises do canal (que eu desconheço quais sejam).

Edwin Luisi (Álvaro) e Lucélia Santos (Isaura) em “Escrava Isaura”

Lerê lerê”… Quem nunca ouviu esse refrão não pode ser considerado noveleiro, sinto muito. “Escrava Isaura”, uma das adaptações literárias da faixa das seis de maior êxito no Brasil e no exterior, completa 40 anos de seu último capítulo em fevereiro. Ótima oportunidade para resgatar este folhetim, que lançou Lucélia Santos na TV. A atriz surgiu aqui como Isaura, a escrava branca atormentada pelo senhor apaixonado, Leôncio (Rubens de Falco). A Record apostou numa nova adaptação do romance de Bernardo Guimarães em 2004 e num spin-off, com “Escrava Mãe”, ainda em exibição. Nenhuma das duas, no entanto, chega perto da excelência do texto de Gilberto Braga, numa abordagem ousada do assédio de um senhor contra sua escrava, ainda mais para aquele tempo de censura militar.

Lucélia Santos (Fernanda) em “Locomotivas”

Em março, 40 anos da estreia de “Locomotivas”! Maior audiência do horário das sete na década de 70, esta trama de Cassiano Gabus Mendes arrebatou o público com o conflito de Milena (Aracy Balabanian), apaixonada por Fábio (Walmor Chagas), de quem abriu em favor de Fernanda (Lucélia Santos), sua filha – este parentesco, no entanto, só foi descoberto no último capítulo, já que a mocinha havia sido criada por Kiki Blanche (Eva Todor), mãe de Milena que havia adotado outros três filhos. “Locomotivas” popularizou figurinos (como a bolsa plástica de Fernanda) e cabelos (como o look ventania de Milena), num fenômeno parecido com “Dancin’ Days”, exibida no ano seguinte e reapresentada pelo Viva em 2014.

Betty Faria (Joana Lobato) em “Baila Comigo”

Manoel Carlos é garantia de boa audiência no Viva desde sempre – “Por Amor” foi um sucesso em 2010 e olha que a base de assinantes na estreia do canal era bem menor que a de hoje. “Baila Comigo” foi a estreia do autor no horário das oito. No centro da trama, os desencontros dos gêmeos João Victor e Quinzinho (Tony Ramos), separados pelos próprios pais, Quim (Raul Cortez) e Helena (Lílian Lemmertz). Vivendo na mesma cidade sem nunca terem se cruzado, os irmãos protagonizam inúmeras situações, mobilizando personagens em torno dos mistérios que os cercam; casos das apaixonadas Lúcia (Natália do Vale), Mira (Lídia Brondi) e Joana (Betty Faria) e dos vilões Marta (Tereza Rachel) e Caio (Carlos Zara).

Ary Fontoura (Nonô Corrêa) e Edson Celulari (Tomás) em “Amor com Amor se Paga”

Ivani Ribeiro está no ar no Viva com “A Gata Comeu”, uma das reprises mais festejadas dos últimos anos. No ano anterior à saga de Jô Penteado (Christiane Torloni), a autora escreveu a história de Nonô Corrêa (Ary Fontoura). “Amor com Amor se Paga”, a exemplo de suas outras novelas na Globo (com exceção de “Final Feliz”), era uma reedição de um folhetim da Tupi. Tornou-se inesquecível graças ao trabalho de Ary Fontoura como o sovina que cai em desgraça ao se apiedar do menor abandonado Zezinho (Oberdan Jr), que induz o velho a casar com a divertida empregada Frosina (Berta Loran), esquecendo o compromisso que pretendia assumir com Mariana (Claudia Ohana), grande paixão de Tomás (Edson Celulari), filho de Nonô.

Lauro Corona (Adriano) e Glória Pires (Rosália) em “Direito de Amar”

2017 também marca mais um aniversário “redondo” de “Direito de Amar”, reedição de Walther Negrão para uma radionovela de Janete Clair. A novela, protagonizada por Glória Pires e Lauro Corona, completa 30 anos. “Direito de Amar” seduziu o telespectador com uma impecável reconstituição de época e um folhetim para ninguém botar defeito: a mocinha Rosália (Glória) é entregue ao mau-caráter Senhor de Montserrat (Carlos Vereza), em troca do perdão de uma dívida. Rosália, contudo, está apaixonada por Adriano (Corona), filho de Montserrat. O vilão sofre um revés quando descobrem que sua primeira mulher, Bárbara (Ítala Nandi), está viva. E é mantida por ele, em cárcere privado, no sótão da sombria mansão do banqueiro…

Glória Menezes (Rafaela) em “Brega & Chique”

A nudez do modelo Vinícius Manne abria os capítulos de “Brega & Chique”. A polêmica abertura embalava mais uma obra de Cassiano Gabus Mendes; desta vez, com direção de Jorge Fernando, que viria a ser seu parceiro em “Que Rei Sou Eu?”, clássico dos anos 80. Com a morte de Herbert Alvaray (Jorge Dória) – que na verdade regressa sob outra identidade, mais adiante – a viúva oficial Rafaela (Marília Pera) empobrece, tendo de se mudar para a Vila Custódio, indo viver ao lado de Rosemere (Glória Menezes), amante de Herbert que herda uma bolada após seu sumiço. Enquanto experimentam novas paixões – Montenegro (Marco Nanini) e Baltazar (Dennis Carvalho) – Rafaela e Rosemere juntam as peças do quebra-cabeça que as levará a descobrir que se apaixonaram, e foram enganadas, pelo mesmo homem.

Yara Amaral (Joana) e Malu Mader (Cláudia) em “Fera Radical”

“Fera Radical” foi a primeira novela de Malu Mader como protagonista e a última trama de Yara Amaral, falecida na tragédia do Bateau Mouche, no réveillon de 1988. O embate entre as duas atrizes, na pele da mocinha justiceira Cláudia e da vilã sem escrúpulos Joana, deu a tônica desta obra de Walther Negrão, concebida às pressas para o horário das seis. Chamou atenção a ambientação num campo moderno, embora o mocinho fosse um peão arcaico, Fernando (José Mayer, numa espécie de laboratório para o Pedro, seu personagem em “Laços de Família”, exibida este ano pelo Viva). Ainda no elenco, uma novinha Cláudia Abreu e vários talentos que já nos deixaram, como Paulo Goulart, Elias Gleiser e Thales Pan Chacon.

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Cássio Gabus Mendes (Ricardo) e Betty Faria (Tieta) em “Tieta”

Sem medo de errar, afirmo que “Tieta” é uma das novelas mais aguardadas do Viva, desde a criação do canal. É sabido que a exibição esteve, ou ainda está, emperrada por conta de desacertos com os herdeiros de Jorge Amado, autor da obra que serviu de base para a criação de Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares. Aqui, Betty Faria é Tieta, que volta para Santana do Agreste, enchendo de expectativa a população local que vislumbra o progresso na figura da filha pródiga. O que Tieta quer, no entanto, é vingar-se de quem a humilhou no passado; especialmente do pai Zé Esteves (Sebastião Vasconcelos) e da irmã Perpétua (Joana Fomm). Ainda no elenco, Arlete Salles, Ary Fontoura, José Mayer, Lília Cabral, Yoná Magalhães…

Edson Celulari (Júlio Falcão) e Tereza Seiblitz em “Explode Coração”

Das novelas das oito da década de 90, restam poucos títulos para o Viva exibir. Alguns bastantes problemáticos, como “De Corpo e Alma”, marcado pelo assassinato de Daniela Perez, e “Pátria Minha”, que padeceu com uma então desajustada Vera Fischer. “Explode Coração” foi uma das tramas de maior repercussão do horário, inexplicavelmente nunca reprisada pela Globo. Lá se vão 22 anos da trama que lançou Ricardo Macchi, o cigano Igor. Pouco expressivo, o ator viu seu personagem sucumbir diante da química de seu par romântico, Tereza Seiblitz (Dara), com Edson Celulari (Júlio). A descendente de ciganos e o sedutor empresário se conheceram através da recém-descoberta internet – então tratada como mais uma “viagem” de Glória Perez.

Malu Mader (Maria Clara) e Cláudia Abreu (Laura) em “Celebridade”

“Laços de Família” bombou forte no Viva este ano. O que qualifica as novelas da última década para uma exibição do canal, sim ou com certeza? Embora muitos sugiram “Mulheres Apaixonadas”, pegando carona no sucesso de Manoel Carlos, eu sonho em rever “Celebridade”, uma ode à obra de Gilberto Braga travestida de crítica ao submundo dos famosos. Destaque, óbvio, para os vilões Laura Prudente da Costa (Cláudia Abreu), Marcos (Márcio Garcia) e Renato Mendes (Fábio Assunção), três pedras no salto agulha da mega promoter Maria Clara Diniz (Malu Mader). Também fez sucesso a atrevida Darlene (Deborah Secco), com “D de dar”, e sua love story com o bombeiro Vladimir (Marcelo Faria), que ficou famoso sem querer ao posar nu.


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