História de Ash e seus mostrinhos fez sucesso no Brasil e alavancou audiência de Eliana
História de Ash e seus monstrinhos fez sucesso no Brasil e alavancou audiência de Eliana

No final da década de 1990, estreava no Brasil o desenho animado que virou febre entre as crianças e jovens de todo o mundo: o “Pokémon”. O anime japonês foi o responsável por alavancar a audiência de Eliana, na Record.

Disputando, na época, com o “Angel Mix” (Globo) e com o “Bom dia e Cia” (SBT), a direção da Record decidiu pela compra dos direitos de “Pokémon” para ser transmitido dentro das três horas de exibição do “Eliana & Alegria”. Tal fato fez com que a loira passasse a incomodar a líder e, em alguns momentos, deixou a Globo em terceiro lugar nas manhãs. O programa conquistava média de 8 pontos com picos de 15.

Mesmo sendo exibido em apenas 20 minutos, o desenho se tornou a principal arma do canal de Edir Macedo, obrigando a líder a fazer alterações em sua programação matinal. No ano seguinte à estreia do japonês, a Globo lançou dentro do programa de Angélica uma atração semelhante a trama de Ash e Pikachu: o “Digimon” –  meses depois, o programa passou a ter novo formato e ganhou o título de “Bambuluá”.

Repetindo a mesma guerra entre emissoras dos EUA, a TV no Brasil deixou as crianças divididas, mas a preferência acabou ficando para o programa global. Em sua estreia — julho de 2000 —, o “Digimon” obteve pico de 13 pontos no Ibope, quando era exibido às 10h40. No mesmo horário, Eliana registrava 7 de média. “Pokémon”, passando por volta das 11h15, não batia de frente com a nova atração da Globo e ainda assim alcançava bons resultados, mesmo com audiência mais modesta.

Relembre fatos curiosos sobre o desenho:

Desenho animado deixava Record na liderança até a chegada de Digimon
Desenho animado deixava Record na liderança até a chegada de Digimon

Auge da Pokemania brasileira

No ano de estreia, em 1999, a animação fazia com que a atração de Eliana atingisse os dois dígitos. A média em seu primeiro ano foi de 13 pontos, mas, com a chegada de novos desenhos na Globo, em 2000, o “Pokémon” passou a ter média entre 7 e 8 pontos.

O programa virou sucesso na televisão e também fora dela. Além de duas músicas gravadas por Eliana em um disco infantil, os estranhos bichinhos da história de Ash ganharam filmes, jogos e “Pokémon” tornou-se sucesso também em faturamento comercial. Em apenas um ano, no Brasil, o desenho faturou 40 milhões de dólares.

Cena com Pikachu deixou crianças internadas e deixou animação com grande rejeição
Cena com Pikachu deixou crianças internadas e fez animação sofrer rejeição

Atração polêmica

Na época, após o anúncio da compra dos direitos do desenho pela Record, os principais sites e jornais estampavam títulos como: “Record traz desenho polêmico” ou “Desenho que causou convulsões em crianças”. O motivo é que, no Japão, um episódio de “Pokémon” levou 685 pessoas — a maioria crianças — a serem hospitalizadas.

Em 16 de dezembro de 97, as crianças passaram mal ao assistirem uma cena de cinco segundos que mostrava Pikachu soltando raios de luz coloridos pelos olhos de forma intensa. Analistas concluíram que as convulsões foram causadas pelas luzes fortes piscando rapidamente. A notícia chegou a ser exibida dentro de telejornais e foi o motivo para a rejeição da compra do desenho pela Globo e SBT. A cena polêmica foi cortada pela produtora e não chegou a ser reproduzida no Brasil.

Filmes foram exibidos no SBT, mesmo com direitos do desenho sendo da Record
Filmes foram exibidos no SBT, mesmo com direitos do desenho sendo da Record

Rodou pelos canais brasileiros

Apesar de ter tido sua estreia na Record, a atração japonesa também foi exibida nos canal fechado Cartoon Network, na Rede TV!, Rede Família, Rede Brasil e, inclusive, na Globo. Três dos seus filmes foram exibidos pelo SBT, mesmo com o desenho sendo transmitido na emissora de Edir Macedo, pois o canal de Silvio Santos tinha contrato com a Warner, responsável pelos direitos da história.

Boeing com adesivo do "Pokémon" foi lançado em 2011 em comemoração ao desenho
Boeing com adesivo do “Pokémon” foi lançado em 2011 em comemoração ao desenho

Diversidade de produtos

Após a excelente repercussão na TV e em jogos, empresas de diferentes segmentos enxergaram na marca um grande sucesso comercial. Além de jogos de tabuleiros e bonecos, seus personagens estamparam garrafas e latas de refrigerantes, travesseiros, cadernos, livros, estampas de carros e até mesmo de aviões.

Rivalidade entre desenhos aconteceu em todos os países por onde passaram
Rivalidade entre desenhos aconteceu em todos os países por onde passaram

Diferenças com o seu parente “Digimon”

Também saindo de um jogo para a televisão, o “Digimon” nasceu no Japão com o objetivo de bater de frente com o “Pokémon”. Com história parecida, na qual pessoas passam a conviver com monstros que possuem poderes, no desenho animado, que estreou na Globo em 2000, os bichos falam e não são capturados e sim destinados aos seus donos. Diferente do rival, o “Digimon” tem suas histórias finalizadas com o fim de cada temporada. Cada fase tem protagonistas e monstros específicos, que não morrem e sim renascem em ovos.

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