17:04 :: 23/09/2017

4 motivos que contribuem para a “fofura” de “Carinha de Anjo”

Duh Secco 15:00 :: 02/01/2017

SBT divulga nova chamada com freiras de Carinha de Anjo
Fofura define: os detalhes da produção de “Carinha de Anjo”

O SBT nunca foi tão feliz em sua teledramaturgia como agora – nem mesmo nos áureos tempos de Nilton Travesso, diretor do núcleo responsável por “Éramos Seis” e “As Pupilas do Senhor Reitor”. Com as novelas infantis, a emissora de Silvio Santos encontrou audiência fiel, repercussão certeira e faturamento alto.

“Carinha de Anjo”, mais nova aposta do segmento, é talvez a mais bem produzida desta safra. Parte deste encanto está no roteiro; Leonor Corrêa e equipe capricham na estruturação do capítulo, com um ritmo incrível, e nos diálogos. Outra parte está na produção. O RD1 listou cinco motivos que fazem de “Carinha de Anjo” uma novela “fofa”, das melhores exibidas em toda a história do SBT.

As “modernidades” inseridas no roteiro e na direção: Íris Abravanel e Reynaldo Boury firmaram as novelas do SBT no posto que ocupam hoje, com consideráveis dois dígitos frente ao imbatível “Jornal Nacional” e as também exitosas tramas bíblicas da Record. Mas um respiro se fazia necessário. Leonor Corrêa atualizou o texto original inserindo elementos comuns à realidade das crianças e adolescentes de hoje – antes mesmo da estreia, “Carinha de Anjo” repercutia na internet, com mais de um milhão de visualizações, no canal de Juju (Maisa Silva, celebridade nas redes sociais) no YouTube. A tecnologia se fez presente também na direção de Ricardo Mantoanelli, pupilo de Boury, que usou imagens de um drone com captação 4K nos primeiros capítulos do folhetim.

Saiba quem é quem em Carinha de Anjo, nova novela do SBT
Gustavo (Carlo Porto), Dulce (Lorena Queiróz) e Tereza (Lucero) em “Carinha de Anjo”

A ambientação, interiorana sem deixar de ser moderna, marcada pelo lúdico: “Carinha de Anjo” é ambientada em Doce Horizonte, um município fictício, de aproximadamente 500 mil habitantes, no interior de São Paulo. O lugarejo une o charme das cidades interioranas aos atrativos de grandes centros, como um shopping center e um aeroporto de pequeno porte. Na cidade cenográfica, desenvolvida pela equipe da diretora de arte e cenografia Paula Utimura, encontra-se a praça, a delegacia e o comércio. Todos os ambientes foram desenvolvidos a partir da visão doce que Dulce Maria (Lorena Queiróz) tem do mundo: “as cores (candy color) são mais suaves em sua maioria, a cidade cenográfica dá vontade de comer. Porém, procuramos manter certo realismo”, resume Paula.

No figurino, referências do universo infantil: 5 mil itens compõem o guarda-roupa da novela, confeccionados pela equipe das diretoras de figurino Cristiane Cândido e Jeane Figueiredo. Na produção, referências de ontem e de hoje. O uniforme das meninas do internato, três ao todo, foram inspirados em pesquisas sobre o tempo em que o uso de determinada vestimenta era obrigatório dentro da instituição de ensino. Já a família Almeida – formada por Juju, Rosana (Ângela Dippe) e Emílio (Gabriel Miller – traz referências de séries de TV, filmes, jogos e youtubers. E a concepção do figurino de Tia Perucas (Priscila Sol) foi feita em cima de uma pesquisa com as cores que mais agradam as crianças; 25 modelos de perucas compõem os looks da personagem.

Uma trilha sonora com canções para todos os públicos: Cinco núcleos musicais compõem a trama de “Carinha de Anjo” – o que deve nos livrar da repetição de temas e videoclipes vista em “Cúmplices de um Resgate”, cuja trilha era bastante limitada. Espera-se que o SBT saiba aproveitar todas as canções e lance diferentes álbuns no mercado; o da novela anterior, além de escasso em termos de repertório, demorou a sair. Com produção de Arnaldo Saccomani e Laércio Ferreira, “Carinha de Anjo” traz quatro temas gravados por Lucero (incluindo o de abertura, em português e espanhol), a talentosíssima Karin Hills (Irmã Fabiana) e o coral de freiras com ‘Oh Happy Day’, tema do filme “Mudança de Hábito”, e temas sertanejos, cantados por Jean Paulo Campos (Zeca). Duas canções de Roberto e Erasmo Carlos, ‘A Montanha’ e ‘Jesus Cristo’, também integram o repertório, que terá ainda temas gravados pelas crianças e por Maisa Silva.




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