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Protagonizada por Emily VanCamp, “Revenge” virou novela na Turquia e na Colômbia (Imagem: Divulgação / Sony)

As séries americanas andam mais em alta do que nunca. Com o crescimento da TV paga e a popularização de plataformas on demand como o Netflix, seriados como “Game of Thrones”, “Stranger Things” e “The Walking Dead” fazem a cabeça da audiência, sobretudo entre os mais jovens, e até já existe quem diga que devem substituir os folhetins nacionais e estrangeiros na preferência do grande público.

O que talvez muitos não saibam é que seriados americanos de sucesso já renderam adaptações interessantes em formato de telenovela, em diversos países da América Latina. Na semana passada, você conferiu o caso de séries da terra do Tio Sam que foram inspiradas em novelas latinas. Hoje, veremos exemplos da situação inversa.

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“A Corazón Abierto” foi a versão colombiana de “Grey’s Anatomy” (Imagem: Divulgação / RCN)

1- GREY’S ANATOMY

Sucesso absoluto na TV americana – e internacional – desde 2005, “Grey’s Anatomy” já contabiliza mais de 200 episódios no ar, 14 temporadas completas (e mais outras duas já confirmadas para o futuro) e um spin-off, “Private Practice”, também exitoso. O drama centralizado na equipe médica do Hospital Seattle Grace possui milhões de fãs em todo o mundo e por vezes já teve seu enredo comparado ao de uma novela.

Esse potencial melodramático aparentemente acabou chamando a atenção do grupo Vista Producciones, que, em 2010, se uniu ao canal colombiano RCN para produzir “A Corazón Abierto” (De Coração Aberto), a versão (oficialmente) “novelesca” do programa de Shonda Rimes. A protagonista original, Meredith Grey (Ellen Pompeo), foi transformada em María Alejandra Rivas (Verónica Orozco), jovem médica recém-formada que recebe o desafio de fazer residência no Hospital Santa María, um dos mais importantes de Bogotá.

A adaptação foi feita pelo renomado roteirista colombiano Fernando Gaytán, criador de sucessos internacionais como “Café com Aroma de Mulher” e “Betty, a Feia”. Também se destaca no elenco a presença do ator Jorge Enrique Abello. Conhecido como o galã de Betty, ele deu vida ao médico Mauricio Hernández, recriação do Mark Sloan (Eric Dane) de Grey’s Anatomy.

Inicialmente prevista para durar apenas 80 episódios em sua primeira temporada, a novela fez tanto sucesso que acabou chegando aos 120 capítulos, além de ter sido renovada para uma segunda temporada, com 90 capítulos.

Tamanho sucesso acabou impulsionando a TV Azteca, do México, a produzir sua própria versão de “A Corazón Abierto”. Produzido em 2011, o remake seguiu o mesmo texto da versão colombiana, da qual também herdou o título, e foi gravado nos mesmos cenários em Bogotá, porém com atores mexicanos do casting da emissora. O sucesso se repetiu, levando a Azteca a encomendar uma segunda temporada, desta vez filmada no próprio México.

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Beren Saat foi a “Emily Thorne” da Turquia (Imagem: Divulgação / Kanal D)

2- REVENGE

A saga da vingança de Emily Thorne (Emily VanCamp) contra Victoria Grayson (Madeleine Stowe) foi um dramalhão com tudo a que se tem direito. Com isso, não é de se estranhar que a série criada por Mike Kelley acabasse rendendo uma – ou melhor, duas – telenovelas de repercussão considerável.

A primeira foi realizada em 2013 na Turquia, fonte que tem abastecido a dramaturgia da Band nos últimos anos, e teve por protagonista a atriz local Beren Saat, conhecida no Brasil como estrela das novelas “Fatmagul – A Força do Amor” e “Amor Proibido”, ambas da Band. Na trama, intitulada “Intikam” (“vingança” em turco), Beren interpretou Derin Çelik [Amanda Clarke], uma jovem que adota a falsa identidade de Yagmur Ozden [Emily Thorne] para vingar-se dos culpados pela desmoralização e morte de seu pai.

Já em 2016, o canal RCN, da Colômbia, decidiu produzir sua própria versão folhetinesca de “Revenge”. Assim nasceu “Venganza”, adaptação livre da trama estadunidense que foi rodada há dois anos e fez sucesso entre o público local, chegando a ser exportada para outros países, como a Argentina.

Para adequar a trama ao público latino, muitas modificações foram realizadas em “Revancha”. O recurso usado em “Revenge” de fragmentar o tempo da narrativa, através de constantes flashbacks que recapitulavam o passado dos personagens, foi praticamente descartado na versão colombiana, cujo episódio de estreia conta com uma longa “primeira fase” – artifício típico das novelas latinas – que resume todo o passado da protagonista e de seu pai.

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“Os Rey” foi a versão de “Dallas” produzida no país correto (Imagem: Divulgação / Zap Novelas)

3- DALLAS

A trama em questão leva o título de “Los Rey” e foi produzida em 2012 pela TV Azteca, principal concorrente da Televisa. O casal central da história é Lorenza Malvido (Rossana Nájera) e Matías Rey (Michel Brown), que escandalizam suas famílias ao se casarem apesar da rivalidade que há entre os dois clãs – iniciada depois que Everardo Rey (Fernando Luján), pai de Matías, casou-se com Manuela (Ofelia Medina), o grande amor de seu outrora amigo e sócio Pedro Malvido (José Alonso), pai de Lorenza.

Qualquer semelhança com o mote da história de amor entre Bobby Ewing (Patrick Duffy) e Pamela Barnes (Victoria Principal) da série estadunidense, é claro, não se trata de mera coincidência.

Mas o tiro da Azteca de transformar uma série americana em novela saiu pela culatra, e “Los Rey” foi um grande fracasso de audiência no México. Uma curiosidade é que a novela foi dublada no Brasil em 2015, pelo estúdio carioca Sonora. A encomenda partiu do grupo africano Zap, que transmitiu a versão lusófona do folhetim mexicano em Angola e Moçambique – por aqui, a trama segue inédita.

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“Medcezir” trocou Orange County pelos cenários paradisíacos da Turquia (Imagem: Divulgação / Veda)

4- THE O.C.

Quem foi adolescente na década de 2000 certamente se lembrará desta série – um hit entre os jovens de todo mundo na época em que foi ao ar, entre 2003 e 2007. De olho nesse sucesso, o produtor turco Ay Yapim decidiu adquirir os direitos do formato americano para produzir uma versão local – e bastante livre – da série, intitulada “Medcezir” (“Maré” em turco).

Produzido entre 2013 e 2015, o seriado médio-oriental contou com 77 episódios divididos em duas temporadas, os quais, para veiculação na América Latina, foram transformados em uma novela ininterrupta de 163 capítulos. “Medcezir” – assim mesmo, sem tradução no título – já foi exibida com sucesso na Argentina, Uruguai, Estados Unidos e ainda no Chile, onde ficou marcada com uma das produções turcas mais vistas na história do canal Mega.

Medcezir reproduza intacta a premissa de The O.C., sobretudo no que diz respeito ao perfil dos personagens centrais. O protagonista ainda é Yaman (Çagatay Ulusoy), jovem que tem a chance de deixar para trás um passado de carências e crimes após ser “adotado” pelo rico advogado Selim Serez (Baris Falay).

Também estão presentes a patricinha problemática Mira Beylice (Serenay Sarikaya), grande amor de Yaman; Mert Serez (Taner Ölmez), nerd inveterado que sofre rejeição social e se torna o melhor amigo do protegido de seu pai, Selim; e Eylül Buluter (Hazar Ergülçlü), melhor amiga de Mira e amor impossível do introvertido Mert. Tais personagens, como um fã devotado de The O.C. já terá notado, correspondem respectivamente a Ryan (Ben McKenzie), Seth (Peter Gallagher), Marissa (Mischa Barton), Seth (Adam Brody) e Summer (Rachel Bilson) da original.

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Elenco principal da colombiana “Sala de Urgencias” (Imagem: Divulgação / RCN)

5- E.R. (PLANTÃO MÉDICO)

Mais conhecido no Brasil pelo título traduzido de “Plantão Médico”, a série “E.R.” foi pioneira nos Estados Unidos no filão dos dramas ambientados em hospitais e angariou sucesso de público e crítica ao longo de nada menos que 15 temporadas, produzidas entre 1994 e 2009. Além disso, foi responsável por lançar à fama astros do calibre de George Clooney, Maria Bello e Noah Wyle.

Animada com o sucesso da adaptação de “Grey’s Anatomy” (“A Corazón Abierto”), o canal colombiano RCN resolveu continuar investindo no remake de seriados médicos americanos e encomendou, em 2015, a produção de “Sala de Urgencias”, versão “telenovelada” do programa criado por Michael Crichton. O título era praticamente o mesmo da original – “E.R.” é uma sigla para “emergency room” (sala de emergência) –, mas o roteiro sofreu algumas adaptações para se adequar à realidade da medicina moderna na Colômbia, bem como ao formato de folhetim diário.

Destaca-se no elenco a presença do galã Rafael Novoa, um dos mais populares da Colômbia e atualmente no ar no SBT, na novela mexicana “Amanhã é Para Sempre”. Ele aqui deu vida ao médico sedutor Diego Romero, recriação do Doug Ross (George Clooney) em E.R.

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Os protagonistas de “Metástasis”, remake colombiano de “Breaking Bad” (Imagem: Divulgação / Caracol Televisión)

6- BREAKING BAD

A cultuada série de televisão se destacou, em sua versão original, por retratar de forma nua e crua a realidade do tráfico de drogas nos Estados Unidos. Talvez pela familiarização imediata que a Colômbia tem com o mesma tema na América Latina, o canal bogotano Caracol Televisión concluiu que “Breaking Bad” poderia render uma bela produção se adaptada à realidade local.

O resultado pôde ser conhecido em “Metástasis” (Metástase), telenovela diária de apenas 62 capítulos que fez a cabeça do público colombiano e foi levada ao ar também nos próprios EUA, pela emissora hispânica Univisión.

remake – que, com devotado respeito à “paleta de cores” do original, transformou Walther White (Bryan Cranston) em Walter Blanco (Diego Trujillo), enquanto seu parceiro Jesse Pinkman (Aaron Paul) virou José Miguel Rosas (Roberto Urbina) – fez tanto sucesso que acabou exportado também para o Chile, Peru, Costa Rica e México.

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Que tal um “Gossip Girl” a la mexicana? (Imagem: Divulgação / Televisa)

7- GOSSIP GIRL

A Televisa produziu em 2013 sua própria versão da série teen. A ideia era usar o texto norte-americano para criar uma novela de exibição diária, mas dividida em temporadas curtas, o que a aproximaria do formato original de seriado.

Assim nasceu “Gossip Girl Acapulco”, onde vimos vários atores de novelas mexicanas comuns às tramas do SBT interagirem com versões “latinizadas” da atração de Josh Schwartz. Embora os papéis das protagonistas Sofía López-Haro (Serena Van Der Woodsen / Blake Lively) e Bárbara Fuenmayor (Blair Waldorf / Leighton Meester) tenha ficado com atrizes novatas – Sofía Sisniega e Oka Giner, respectivamente -, atores jovens mais gabaritados também foram convocados para encabeçar o elenco do projeto.

Caso, por exemplo, de Macarena Achaga – da novela “Miss XV”, da Nickelodeon -, que reviveu com o mesmo nome o personagem de Jenny (Taylor Momsen) na original. Vadhir Derbez, da versão original de “Cúmplices de um Resgate”, deu vida ao Chuck Bass (Ed Westwick) mexicano, rebatizado de Maximiliano Zaga, enquanto que Polo Morín, do elenco da comédia “Meu Coração é Teu”, faria as vezes de Eric, o irmão homossexual da protagonista Sofía/Serena.

O fato é que, ao contrário do que se esperava, as aventuras da turma de “Gossip Girl” pelo litoral do México renderam bem menos audiência do que o esperado, a ponto de a trama ser cancelada após pouco mais de um mês no ar, com apenas 25 episódios.

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