Letícia Colin interpreta a jovem Elisa em "Sete Vidas"
Letícia Colin interpreta a jovem Elisa em “Sete Vidas”

Uma veterana. Letícia Colin, 25, começou bem pequena, mas já trilha uma carreira de sucesso no teatro, na televisão e no cinema. Considerada por muitos uma promessa de sua geração, a atriz se prepara para novos desafios com um currículo sólido e ao mesmo tempo precoce.

Tudo teve início com uma participação em “Sandy & Junior”, da Globo, onde também fez “Malhação” e apresentou a “TV Globinho”, até aceitar um convite da Band para integrar o elenco de “Floribella”. Em 2005, assinou com a Record e emendou “Luz do Sol”, “Chamas da Vida”, “A História de Ester” e “Vidas em Jogo”. De volta ao canal carioca, surgiu em “Além do Horizonte” e atualmente se destaca em “Sete Vidas”, mas já está reservada para um novo folhetim.

Na telonas, marcou presença em “Um Show de Verão”, “Bonitinha, mas Ordinária”, “Ponte Aérea” e “Amor em Sampa”, que estreia em breve. No teatro ganhou destaque em “Hair”, “Floribella, O Musical”, “O Grande Circo Místico” e se prepara para “Mas por quê??! – A História de Elvis”, na qual viverá uma garota que tem que lidar com a morte de seu passarinho.

“Eu quero fazer mais filmes, fazer personagens interessantes, um livro… Eu gosto de escrever”, disse Colin. A atriz falou sobre isso e muito mais em entrevista exclusiva ao RD1.

Confira o bate-papo na íntegra:

RD1: Você estreou em “Sandy & Junior”, como a Glorinha. Logo depois deu vida a Kailaine de “Malhação”. Tem acompanhado as reprises pelo canal Viva? Recebe do público algum retorno por esses personagens?

Letícia Colin: É engraçado as pessoas me falam ‘você fez Sandy & Junior ou Malhação e não mudou nada’. Pra mim eu mudei tanto… Minha família assisti muito. São trabalhos que foram ao ar há mais de dez anos.

RD1: Em 2003, você ficou à frente da extinta “TV Globinho”. Pretende retomar a carreira?

Letícia Colin: Eu cursei jornalismo por quatro períodos por influência da “TV Globinho”. Eu vejo vídeos da época e me sinto bem desenvolta. Mas eu vi que estudar jornalismo e conciliar com o teatro não seria possível. Eu tenho vontade de fazer um programa de viagens.

RD1: Ter integrado o elenco de “Floribella” aproximou mais uma vez você do público infantil. Faltam programas ou novelas de qualidade na televisão voltados para esse público?

Letícia Colin: Com a entrada do Gloob supriu muito bem [a demanda]. Tem programas maravilhosos. Eu fiquei em cartaz com uma peça que vai ser produzida lá, e conta com o Eduardo Moscovis – “O Menino Que Vendia Palavras”. A gente está melhorando muito. Eu adoro trabalhar para esse público.

RD1: Logo em seguida você migrou para a Record e conquistou papéis de destaque, entres eles a vilã Helô de “Luz do Sol” e a Vivi de “Chamas da Vida” – que fez um aborto. Como foi o processo de transição entre personagens tão distintos e polêmicos?

Letícia Colin: A gente adora tramas intensas. Meu número esses personagens. Isso te dá uma bagagem. Cenas fortes, intensas. As pessoas me reconhecem nas ruas com essa intensidade e é porque eu fiz essas personagens. Me sinto mais tranquila para acompanhar os dramas alheios. Me tornei muito mais humana, sensível.

Letícia Colin voltou à Globo em 2013, após passagens pela Band e Record
Letícia Colin voltou à Globo em 2013, após passagens pela Band e Record

RD1: Pode nos contar alguma experiência vivida ou algum retorno do público?

Letícia Colin: Muitas pessoas me abordavam nas ruas, se abriam comigo. É muito especial uma pessoa querer se abrir com você por causa de uma personagem. Essa troca é incrível.

RD1: Em 2013, você integrou o elenco de “Além do Horizonte”, da Globo. Ganhou destaque na trama e passou a ter mais espaço no canal. Como surgiu o convite para retornar à emissora?

Letícia Colin: Eu cheguei a fazer um teste para “Além do Horizonte”. É ótimo trabalhar. Independente da emissora. Amei fazer parte de um trabalho diferente. Encaro como um trabalho. Todos os personagens merecem respeito e a minha entrega.

RD1: Os canais têm adotado um novo modelo de contrato com os atores, agora o vínculo é por obra. O quanto essa modalidade facilita a transição entre diferentes veículos?

Letícia Colin: Agora a gente faz muitas coisas ao mesmo tempo. A gente vai trabalhando. Isso não tem a ver com contrato ou não.  Estou no cinema, no GNT, no teatro e na Globo. Estou feliz com meu momento. Teatro, TV a cabo, Globo e cinema. Transitar por todas essas áreas e linguagens me deixa muito feliz.

RD1: No canal GNT você integra o elenco da série “Amor Veríssimo”, baseada nas crônicas do escritor Luis Fernando Veríssimo. Gosta do gênero? Como conheceu as obras do autor?

Letícia Colin: Me lembro de ter lido “Comédias Para Se Ler na Escola”. Me sinto honrada por trabalhar com uma obra dele. Adoro os textos. É leve, é brasileiro, é lúdico. Amo a nossa série.

RD1: Em “Sete Vidas”, novela das 18h, você interpreta Elisa. A trama aborda as relações familiares com profundidade. Com problemas ligados à sua autoestima, a personagem adquiriu sérios distúrbios alimentares, além de sofrer com problemas de relacionamento com a família. Acredita no potencial de um folhetim como meio de informação?

Letícia Colin: É super válido. Já sinto isso nas ruas as pessoas comentam comigo. Desconstrói preconceitos. No caso da anorexia ainda é muito comum.

RD1: Precisa mudar algo no seu corpo?

Letícia Colin: Estou muito feliz com meu corpo. Estou emagrecendo para essa personagem. Mas eu gosto de mim assim. Se for para compor uma personagem…

RD1: Qual o seu maior sonho?

Letícia Colin: Eu quero fazer mais filmes, fazer personagens interessantes, um livro… Eu gosto de escrever.

RD1: Quais são os seus novos projetos?

Letícia Colin: Venho em uma próxima novela da Globo. Abro a novela. Não posso falar qual será, por enquanto. Começo a gravar assim que terminar “Sete Vidas”. Venho com uma banda, a “UBA!”, composta pelos atores Rodrigo Pandolfo, Luciana Pandoldo e Gabriel Falcão com folk, paródias sertanejas e shows. Venho também com uma nova peça que se chama “Solidão dos Vulcões”, que conta a história de uma cantora que se interna em uma clínica de reabilitação. E tem o infantil “Mas por quê??!”, aprendi a tocar guitarra para esse espetáculo. Em junho, iremos para o teatro Porto Seguro em São Paulo. E “Amor em Sampa”, longa da Bruna Lombardi, Alberto Riccieli e do Kim, filho da Bruna.

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