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Abertura de “A Força do Querer” é detonada nas redes sociais; relembre outras 10 vinhetas “malsucedidas”

Duh Secco 20:05 :: 08/04/2017

“O que está fazendo com minha emissora?”, diria Roberto Marinho ao ver abertura de “A Força Do Querer”.
“O que está fazendo com minha emissora?”, diria Roberto Marinho ao ver abertura de “A Força Do Querer”.

Embora tenha estreado muito bem, tanto em audiência quanto em repercussão, “A Força do Querer” não agradou, plenamente, aos noveleiros. A abertura da trama, uma emaranhado de takes de paisagens e figuras avulsas com filtros que remetem aos do aplicativo Instagram, foi detonada nas redes sociais, a cada nova exibição ao longo destes cinco primeiros capítulos.

Mas “A Força do Querer” não é caso único de abertura malsucedida. O RD1 lista outras 10 vinhetas produzidas pela Globo que também foram alvos de críticas – com razão, convém salientar.

1 – A começar por “O Astro” (1977), arrasa-quarteirão de Janete Clair que unia poses pouco inspiradas de Francisco Cuoco, o protagonista Herculano Quintanilha, a objetos míticos. A própria autora se irritou com a vinheta e pediu que uma imagem que representava o mal fosse retirada da mesma. Resultado: após a alteração, a novela explodiu na audiência! A versão do remake ficou muito, muito, muito melhor!

2 – No ano seguinte, “Maria, Maria”, estreia de Manoel Carlos como autor de novelas na Globo, trouxe Nívea Maria em um take lamuriante que remete ao icônico (e assustador) Jesus Cristo, das mensagens religiosas veiculadas pelo SBT no fim de sua programação de domingo. Preferimos que você veja e tire suas conclusões…


3 – Ainda na década de 70, “Os Gigantes” trouxe uma Dina Sfat consternada, entre imagens de Francisco Cuoco e Tarcísio Meira e, sabe-se lá porquê, de uma pombinha branca. Dina, Cuoco e Tarcísio viviam o trio protagonista desta novela apontada por muitos como a mais problemática de todos os tempos – em parte pelo enredo um tanto quanto depressivo de Lauro César Muniz, em parte pela ação da Censura. O estado “perturbado” de Dina na vinheta, ninguém poderia imaginar a princípio, acabou representando seu descontentamento com a trama…

4 – “De Corpo e Alma” é um folhetim de triste lembrança, não só pelo melodrama excessivo de seu enredo, como pelo assassinato de Daniela Perez, vítima de seu colega de elenco, Guilherme de Pádua. A abertura divagava sobre o nada, embora o título não fosse vago – uma referência à paixão de Diogo (Tarcísio Meira) por Paloma (Cristiana Oliveira), transplantada que recebeu o coração de sua amante Betina (Bruna Lombardi). Triste lembrança, em todos os sentidos…

Anos depois, a mesma Simone embalou a abertura de “Anjo de Mim”, outra abertura que não dizia nada com coisa nenhuma… Vale como menção honrosa.

5 – Em 1997, o horário das seis apresentou a aprazível “O Amor Está no Ar”, que, apesar da excelência do texto e do bom desempenho de todo o elenco, não aconteceu na audiência. Os responsáveis pelos créditos centraram todas as ideias na palavra “amor”, surgindo daí esse amontoado de escritos em várias fontes ao estilo “WordArt”.

6 – “Agora é Que São Elas” também foi uma novela interessante, que lamentavelmente não conquistou o apreço que merecia por parte do público. Agora, sua abertura, realmente, não merecia ser vista. Me parece muita preguiça jogar fotos do elenco numa animação multicolorida que mais parecia descanso de tela do Windows 97.

7 – E já que o assunto está na seara “informática”, vamos relembrar a clássica vinheta de “Viver a Vida”, que muito se assemelhava às animações do hoje em desuso Windows MediaPlayer. Diante da repercussão negativa, tentaram corrigir inserindo cenas da semana. Alguma dúvida de que a emenda ficou pior que o soneto?

8 – “Aquele Beijo”, delicinha de novela escrita por Miguel Falabella para o horário das 19h, estreou prometendo reeditar a clássica abertura de “Final Feliz”, em que vários casais do cinema trocavam beijos diante de uma plateia formada por astros da sétima arte. Deu ruim! Tudo bem que a vinheta entregou o que prometia, com beijos inesquecíveis dos casais da TV, mas… Não teve a mesma graça do folhetim de 1982, peninha.

9 – Aqui um caso de vinheta belíssima, prejudicada por uma música mal escolhida. Talvez tentando repetir o fenômeno #OiOiOi de “Avenida Brasil”, a Globo escalou Daniel cantando “vida, vida, vida” para “Amor à Vida”. Nem preciso dizer que deu vontade de espiar as atrações da concorrência antes mesmo do início do intervalo…

10 – Nos últimos anos, a emissora vem pecando pela falta de criatividade. As aberturas com imagens sobrepostas, tipo colagem (sei lá como se explica esse conceito) dominaram, de “Totalmente Demais”, onde a proposta até fazia sentido, a “Eta Mundo Bom”. Mas nada se compara ao colorido excessivo e o ritmo vertiginoso de “Haja Coração”. Cansativo…

Eis a prova de que, de vez em quando, é melhor fazer a “Vila Madalena” e tascar um clipe no lugar da abertura. Caetano ficaria divo ou não entoando ‘O Quereres’ todas as noites na nossa TV?
 




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