Apesar da boa proposta, A Garota da Moto é fraca e sem ritmo
Christiana Ubach é a protagonista da série “A Garota da Moto”

Cercada de expectativas, “A Garota da Moto” estreou na noite de quarta-feira (14), no SBT (parceira do grupo Fox e da produtora Mixer), e frustrou os telespectadores que aguardavam uma série eletrizante e que fosse uma boa opção em relação às concorrentes.

A proposta é interessante: a motogirl Joana (Christiana Ubach) foge com o filho, Nico (Enzo Barone), do Rio de Janeiro para São Paulo, por causa da vilã Bernarda (Daniela Escobar) — que precisa eliminá-los por causa de uma herança.

Como pano de fundo, a cidade de São Paulo e todos os seus problemas e desafios. Na divulgação, a emissora prometia uma série com ação, suspense, romance e humor.

Em dois episódios, a vilã praticamente não apareceu em cena. Daniela Escobar, até o momento, funciona como uma coadjuvante na história. Já as cenas de luta são extremamente curtas e sem impacto.

O núcleo cômico é uma tentativa de provocar alguma risada no público. A ideia é divertir usando situações do dia a dia, no entanto, os personagens são cansativos. Não são importantes para a trama. A única exceção é Rei (Murilo Grossi), pai de Joana, que também possui uma função dramática.

Com sonoplastia e edição problemáticas, a série perde mais força com sequências sem sentido, que servem apenas para ‘passar o tempo’. Na verdade, “A Garota da Moto” tem vários elementos de uma novela, inclusive, a característica comum de enrolar o público.

Porém, o mais bizarro é a narração. Entre uma sequência e outra, a protagonista e a vilã olham para a câmera e explicam a história, os sentimentos das personagens e fazem comentários até constrangedores. Daniela Escobar, por exemplo, aparece mais narrando as suas atitudes do que colocando-as em prática. Este recurso quebra o desenvolvimento do episódio e é totalmente dispensável.

A estreia de “A Garota da Moto” marcou 10 de média, o que é ótimo para o horário, mas ficou em terceiro lugar. Cada ponto equivale a 69,4 mil domicílios na Grande São Paulo.

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Leonardo Azzali (@LeoAzzali) é formado em jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo. Já trabalhou no Yahoo! Brasil e no Portal R7, além do RD1.

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