12:10 :: 19/08/2017
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Após acidente, Lais Souza revela dificuldade financeira: “Termino o mês no vermelho”

Após acidente, Lais Souza revela dificuldade financeira: "Termino o mês no vermelho"
Ex-ginasta olímpica Lais Souza é a entrevistada de Daniela Albuquerque no “Sensacional” deste domingo (6)

A ex-ginasta Lais Souza falou sobre os avanços em sua recuperação após o grave acidente que a deixou tetraplégica, em entrevista ao “Sensacional”, da RedeTV!. Ela revelou detalhes de sua rotina desde então e relembrou as conquistas de carreira como atleta, destacando seu perfil aventureiro. “Gosto de estar um passo a frente. Dentro da ginástica eu não tinha medo, tentava chegar e treinar muito. Muita gente tem medo de fazer as coisas, os duplos, os triplos, eu simplesmente chegava e fazia”, disse.

Atualmente se dedicando à faculdade de Psicologia em sua cidade natal, Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Lais destacou o papel da área na vida de um atleta. “Eu não tive muitos psicólogos, sempre fui meio do meu ‘jeitão’. Acho que é importante, consegue diferenciar um campeão para o quarto lugar. Talvez se tivesse tido um acompanhamento melhor, teria me escutado mais e o psicólogo me traria experiência para focar melhor nas competições, poderia ser que meus resultados tivessem sido melhores”.

Souza afirmou que está passando por dificuldades financeiras: “O mês do cadeirante é muito caro! Hoje moro em um apartamento muito pequeno, consigo ir a dois cômodos dele. Quero sonhar para poder ter uma casa e continuar trabalhando. Já lotei a agenda, tento fazer algumas palestras. Não sou profissional, mas acho que minha história pode ajudar, e aprendo muito com elas. Ainda termino o mês no vermelho, mas estou tentando sair dele”, desabafou.

Durante a entrevista, Lais recordou o acidente durante os treinos de esqui nas Olimpíadas de Inverno de Sochi, em janeiro de 2014, e narrou não ter sentido dores no momento. “Não tenho lembrança nenhuma, quando acordei no hospital não tinha ideia do que tinha acontecido. Pensei que tinha quebrado uma perna, um braço, não imaginei que tinha sido isso”. Ela também contou que a equipe médica não lhe explicou o ocorrido, e que foi descobrindo sozinha que não poderia se mexer.

“Lembro quando minha mãe chegou, eu estava muito emocionada, ela também, chorando muito, e eu falei: ‘mãe, coloca o celular na minha mão, porque não é possível que não está mexendo’. Ela colocou e o celular caiu. Eu disse: ‘põe de novo’. Colocou, caiu. Aí que eu entendi que a coisa era séria mesmo”.




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