Band completa 53 anos e deixa suas digitais na história da TV brasileira

Band
Logomarcas da Band ao longo dos seus 53 anos (Imagem: Reprodução / Montagem – RD1)

Em um 13 de maio, mas em 1967, a TV Bandeirantes, ou a Band, como a conhecemos hoje, era inaugurada pelo saudoso João Jorge Saad (1919-1999). A emissora nasceu com a criação do canal em São Paulo. Além da TV, o Grupo Bandeirantes é formado por redes de rádio, canais por assinatura, como o BandNews, Bandsports e Terra Viva, e jornais como o Metro e o Primeiramão.

João Saad
Jorge João Saad, presidente fundador do Grupo Bandeirantes de Comunicação (Imagem: Reprodução)

Mas a aniversariante da data é a TV, cereja do bolo do bandeirante da comunicação, Seu João, como era carinhosamente chamado pelos amigos. João Saad nasceu em 22 de julho de 1919, em São Paulo. Filho de imigrantes libaneses, ganhou a vida no comércio. Casado com Maria Helena Mendes de Barros, filha do ex-governador de São Paulo, Ademar de Barros. Foi o político quem comprou a Rádio Bandeirantes de Paulo Machado de Carvalho, antigo dono da TV Record. João Saad passou, então, a trabalhar na emissora e assumiu o comando do veículo de comunicação em 1951.

Alguns anos depois, Seu João recebeu a concessão de Getúlio Vargas de um canal de televisão em São Paulo, mas a mesma acabou sendo cancelada durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956-1951). No entanto, a concessão voltou às mãos de João Saad no governo de João Goulart (1961-1964).

Com esse cancela-e-autoriza da concessão, foi no dia 13 de maio de 1967 que a TV Bandeirantes estreou em São Paulo no canal 13. Em 15 de maio do mesmo ano entrou no ar a novela Os Miseráveis, de Walter Negrão e Chico Assis. A trama acabou sendo uma referência para as emissoras, pois cada capítulo do título contava com 45 minutos, ante 15 e 30 minutos das concorrentes. Foi a emissora de TV que criou este hábito e que foi adotado por todos os outros canais.

Trinta anos depois, a Bandeirantes adquiriu novas emissoras e se transformou em uma rede: Distrito Federal (canal 4 de Brasília), Minas Gerais (canal 7 de Belo Horizonte), Rio de Janeiro (canal 7 do Rio de Janeiro), Bahia (canal 7 de Salvador), Paraná (canal 2 de Curitiba), Rio Grande do Sul (canal 10 de Porto Alegre) e São Paulo (canal 6 de Taubaté, canal 3 de Campinas e canal 10 de Presidente Prudente).

No ano de 1969, em julho, a emissora foi vítima de um incêndio, que engoliu cerca de 30% de seu arquivo, como filmes e demais conteúdos que precisaram se regravados. Destaque para a novela O Bolha, que teve regravações de capítulos. Era Preciso Voltar foi outro título que o canal produziu. O fogo ardeu sobre os equipamentos e danificou muito material, porém, a emissora não saiu do ar graças aos caminhões externos que seguiram mantendo o sinal da Bandeirantes vivo naquele período. Quem deu suporte financeiro à TV foi a Rádio Bandeirantes.

Fogo Band
Jornal Folha de S.Paulo de 17 de julho de 1969 noticiando o incêndio na TV Bandeirantes (Imagem: Reprodução)
Caminhão Band
Caminhão de transmissão em corres da Band (Imagem: Reprodução)

Nos anos 70, a TV Bandeirantes exibiu a Copa do Mundo FIFA de 1970, ocorrida no Brasil. O canal participou de um acordo com o Governo Federal, que contou transmissão da Globo e da TV Tupi. Diante da novidade que se aproximava após o aceno do Governo sobre a TV a cores, a TV Bandeirantes decidiu substituir seus equipamentos danificados por máquinas que transmitissem sua programação com a nova tecnologia. Em 1972, portanto, a TV Bandeirantes foi a primeira emissora a produzir e transmitir uma programação inteira colorida.

Um ano após, com a direção artística sob o comando de Cláudio Petraglia, a TV Bandeirantes passou a gravar seus programas em estúdio e levá-los ao ar. Com o estrago dos equipamentos afetando 70% da audiência composta pelo público A, a TV Bandeirantes passou a investir em programas como teleteatro, musicais, telejornalismo e esporte. Ainda sob a batuta de Petraglia, a recuperação da emissora foi ganhando fôlego com os investimentos nas diversas áreas.

Cláudio Petraglia,
Cláudio Petraglia, comandou a TV Bandeirantes nos anos 70 (Imagem: Reprodução)

Com a estreia dos jornalísticos, a Bandeirantes passou a ser a única emissora, em 1973, a ter um programa voltado exclusivamente para temáticas políticas, mesmo em um período militar cuja censura e vigilância pelo regime de 1964 sobre os meios de comunicação era intenso. Um ano após, em 1974, Petraglia convidou Fernando Pacheco Jordão para o cargo de diretor de telejornalismo da emissora, no entanto, Pacheco teve o nome vetado pelos órgãos de censura do governo militar. Para o lugar, entrou Gabriel Romeiro, que trouxe inovações ao jornalismo do canal.

No mesmo ano, o presidente Ernesto Geisel assinou o ato que outorgava a concessão para que o Grupo Bandeirantes tivesse acesso ao canal 7 do Rio de Janeiro pela TV Guanabara. Na época, o governo militar disse que as novas concessões eram uma forma de incentivo a uma concorrência mais equilibrada entre as emissoras. Além disso, pelo fato de levar alternativas para o público.

Em 1975, com a implementação do programa Interesse Público, atração a cores dedicada à política, Gabriel Romeiro trouxe os repórteres Newton Cardoso e Joelmir Beting para comentarem sobre os assuntos internacionais e econômicos, respectivamente.

Joelmir Beting marcou época na Band (Imagem: Reprodução)

Em 1977, Romeiro pediu demissão da TV Bandeirantes. A alegação foi de que João Saad, presidente da Rede Bandeirantes de Televisão, queria proibir os telejornais do canal de exibir matérias com reclamações populares ou que trouxesse temáticas como constituinte, sindicatos ou anistia política. Na história da Band, conforme traz Elizabeth Carvalho, houve um endividamento da emissora ao entrar em território carioca pelo canal 7. Os convênios firmados com outros canais e emissoras em diversos pontos do país fomentaram a crise. Diante disso, Saad teve que recorrer aos favores estatais. A ajuda do Palácio do Planalto teria deixado o canal mais vulnerável às pressões políticas.

No ano de 1978, embora tenha feito investimentos mensais em equipamentos e contratações de funcionários, a TV Bandeirantes ainda se mantinha em terceiro lugar de audiência no ranking nacional, mesmo presente em dez Estados do Brasil com sua rede de 11 emissoras. Entre 1978 e 1980, a TV Bandeirantes aumentou a veiculação de atrações nacionais em 70% ante os 30% de produção.

Em 1979, com a anistia, a Bandeirantes teve a oportunidade de abrir seus horizontes e levar ao ar entrevistas com personalidades da esquerda brasileira que resistiam ao regime militar. Programas como Encontro com a Imprensa,  sob o comando de Roberto D’Ávila e Evaldo Dantas, com a entrevista de Luis Carlos Prestes, que era secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Já em 1981, a Bandeirantes apresentou o programa Variety 90 Minutos com uma entrevista de Fidel Castro. No comando, a repórter Rute Escobar. Ainda houve o programa ETC que teve Ziraldo entrevistando o arcebispo de Olinda, Dom Hélder Câmara.

Entre 1977 e 1980, a Rede Bandeirantes de Televisão dobrou o número de afiladas pelo Brasil saltando de 12 para 24 afiliadas. No ano de 1981, a emissora transmitiu duas atrações produzidas pelo Jornal Gazeta Mercantil. Com editorial jornalístico, O Dinheiro foi uma atração de cinco minutos exibido dentro do Jornal da Noite; e Crítica e Autocrítica, uma atração em que empresários e economistas comentavam sobre temas relacionados à economia. Em 1983, Crítica e Autocrítica possuía uma audiência de 5%, o que representou naquele ano, 1,5 milhão de telespectadores em todo o Brasil.

No final da década de 1970, Chacrinha passou pela TV Bandeirantes, onde ficou até 1982, quando retornou para a TV Globo para fazer o Cassino do Chacrinha no mesmo ano. Vale destacar aqui a passagem do furacão José Abelardo Barbosa de Medeiros pela emissora como um grande nome para o casting da estação. No canal do Morumbi, Chacrinha bateu de frente com os militares, foi censurado, levado ao Departamento da Polícia Federal por desacato à autoridade e fez programas de muito sucesso como Buzina do Chacrinha e Discoteca do Chacrinha, nas terças à noite e nos sábados à tarde, respectivamente. O convite para que o apresentador se mudasse para a Bandeirantes foi feito pelo diretor-geral da emissora, Walter Clark Bueno.

O ano de 1973 teve a marca de Édson Cabariti, o Bolinha, na emissora. O apresentador estreou seu Clube do Bolinha por onde ficou por 20 anos. Líder de audiência, Bolinha se tornou um ícone entre os apresentadores que passaram pela emissora.

Hebe Camargo também abrilhantou a constelação de apresentadores da emissora, onde apresentou um programa entre os anos de 1975 e 1985. A rainha da TV Brasileira saiu da Band rumo ao SBT após um convite de Silvio Santos.

Destaco aqui a forte presença de Flávio Cavalcanti na programação da Bandeirantes durante a década de 1980. Com seu programa Boa Noite Brasil, o apresentador marcou a história da TV brasileira. Com a saída de Flávio das noites da Bandeirantes, rumo ao SBT, o canal entregou sua programação noturna a nomes como J. Silvestre, com o Show Sem Limite e o Essas Mulheres Maravilhosas.

Já em 1982, com o advento das microondas de satélite, a TV Bandeirantes barateou o sistema tornando-se a primeira emissora de TV a empregar tal tecnologia para todo o Brasil. De acordo com a emissora, a ideia foi permitir o crescimento da cobertura nacional. Naquele momento, a Embratel tinha somente dois canais para fornecer aos Estados com menor densidade de população. No entanto, tais canais estavam ocupados com as TVs Globo e Tupi. A TV Bandeirantes tratou de buscar a Intelsat, junto com a Embratel, uma tecnologia para operar via satélite por 24 horas por dia. A Band foi, também, a primeira emissora a levar ao ar produções independentes. Junto à Editora Abril, a emissora produziu Bastidores, atração jornalística apresentada pelo jornalista e diretor Tomás Souto Correira. Houve também o Nova Mulher, com Fátima Ali. Válter Moreira Sales Júnior desenvolveu o Outras Palavras, cuja apresentação ficou a cargo o de Fernando Gabeira e era destinado ao público jovem.

Foi em 1983, embora tenha começado em 1970, que o esporte decolou na Rede Bandeirantes de Televisão. O canal passou a investir no segmento a partir deste ano e estreou o Show do Esporte. A atração permaneceu no ar durante 20 anos e contou com importantes nomes do jornalismo brasileiro como: Luciano do Valle, Silvio Luiz e Álvaro José. Com o investimento no esporte, a TV Bandeirantes marcou época com várias modalidades e exibiu Fórmula Indy, basquete norte-americano da National Basketball Association (NBA), além dos campeonatos de futebol da Itália e Espanha. O canal enviou equipes de repórteres para cobrir os Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1984, em Seul (1988), Barcelona (1992), Atlanta (1996), Sydney (2000), Atenas (2004) e Pequim (2008). Vale destacar que nos jogos de Pequim, somente a Band e a Globo transmitiram o evento na TV aberta.

Foi nos anos 80 que a emissora investiu em produções marcantes como: Cara a Cara, Cavalo Amarelo, Meu Pé de Laranja Lima, Os Imigrantes, Ninho da Serpente, Dona Santa e Casal 80. Foi neste período que o apelido carinhoso Band começou a ter sua origem, mas no rádio. A Rádio Bandeirantes FM passava a adotar o nome Band FM. O apelidou passou a ganhar destaque com José Luiz Datena na TV, que o usou aos poucos até que virou uma marca.

Já em 1988, a Bandeirantes contratou Rubens Furtado para ser superintendente de operações com o objetivo de reformular o Jornal da Bandeirantes. A medida foi para melhorar a posição do telejornal no ranking de audiência. Em 1989, a Bandeirantes exibiu o primeiro debate político entre os candidatos à presidência da República. Em termos de audiência, a Band viu seus números saírem de 1% para 13% no horário. A repercussão do debate gerou o programa Presidente Responde, que permitiu ao ex-presidente José Sarney responder seus críticos da época.

Sob o governo Collor, em 1990, a TV Bandeirantes viu o plano econômico, chamado de Plano Collor, retirar de circulação grande parte do dinheiro e, consequentemente, parte dos profissionais da emissora. A Rede Bandeirantes de Televisão demitiu 108 funcionários dos 180 que trabalhavam na área de shows do canal. Dois anos depois, em 1991, a Bandeirantes vinha como a terceira maior rede de televisão do Brasil no mercado publicitário, somente atrás da Globo e do Sistema Brasileiro de Televisão, o SBT. Enquanto a emissora dos Marinhos detinha 67% do mercado publicitário e o SBT, 14%, a Bandeirantes mordia 9,5% da fatia publicitária, estando à frente da Rede Manchete, que tinha 7% do mercado, e da Rede Record de Televisão, que representava 2,5%.

O começo da década de 90 deixou a Bandeirantes voltada ao público infantil. Em 1989, novidades pintaram na telinha com os palhaços Atchim & Espirro na estreia do Circo da Alegria. Logo após, em 90, os palhaços foram substituídos pelo TV Criança, apresentado por Daniel Azulay e a Turma do Lambe-Lambe. A atração exibia desenhos Hanna-Barbera e seriados japoneses como Goggle V (para disputar com o sucesso Changeman, na Manchete), Sharivan e Machineman.



A Bandeirantes saiu na frente ao realizar um debate entre os presidenciáveis, em 1994, e em 1995, Johnny Saad, vice-presidente da emissora, optou por mudar a programação do canal destinando-a a um público infantil e e feminino, pois, em sua visão, jornalismo, esporte e filmes deixavam a emissora com um perfil masculino e dificultava a disputa de audiência com o SBT de Silvio Santos. Rubens Furtado disse, na época, que a TV Bandeirantes buscava saltar de 8% para 12% do mercado publicitário naquele momento. Foi então que a emissora lançou a novela A Idade da Loba, em 1995, e O Campeão, em 1996. Ao público jovem, Anos Incríveis e Confissões de Adolescente. O Jornal Bandeirantes passou a ser apresentador por Marília Gabriela e, mais tarde, por Chico Pinheiro.

O apresentador Luciano Huck estreou o programa H em 1996 em horário nobre e teve com ele as clássicas Tiazinha e Feiticeira. A TV Fofão estrearia no mesmo ano sob o comando de Orival Pessini. Um ano depois, o Jornal Bandeirantes troca de nome e vira o Jornal da Band estreando com Paulo Henrique Amorim na apresentação. A Band estreou ainda o Brasil Urgente, mas sob a batuta de Wilton Franco em um formato de auditório e bem diferente do apresentador por Datena na atualidade.



Com 68 emissoras afiliadas e 11 próprias, a Rede Bandeirantes de Televisão chegou a 1998 formando 79 emissoras de sinal aberto, em VHF, entre as demais geradoras e retransmissoras espalhadas por todo o Brasil em uma cobertura de mais de 90% do território nacional. Isso garantia à rede a segunda posição física em número de emissoras pelo país.

Neste período, já engatinhava o Canal 21, por UHF, em São Paulo. Neste ano, a Band cobriu os desfiles do Grupo Especial e de Acesso do Carnaval Carioca após a saída da Rede Manchete das transmissões. A emissora de Adolpho Bloch mergulhara em uma crise financeira profunda que culminaria em sua falência neste mesmo ano. Ainda em 1999, a Band trouxe nomes importantes para esporte do canal, terceirizado para a Traffic Sports Marketing, como Milton Neves, a jogadora Hortência, e Fernando Vannucci. O ano de 1999, no entanto, traz uma baixa forte ao canal com a morte de Jorge João Saad, presidente fundador da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão, aos 80 anos.


Entrando no século XXI, os anos 2000 chegaram à Band com mais novidades. Com a transmissão de Vasco e Corinthians, no Maracanã, a Band viu sua audiência bater recorde histórico e chegar aos 53 pontos. Um ano após, criou o Melhor da Tarde e o Hora da Verdade, sob a apresentação de Márcia Goldschmidt. Olga Bongiovanni comandava o Dia a Dia, nas manhãs da emissora. Em 2003, Roberto Cabrini dá o pontapé inicial no comando do Brasil Urgente, mas quem assume a atração é José Luiz Datena, recém-contratado da TV Record onde apresentava o Cidade Alerta.





Marcos Mion deixou a MTV e foi apresentar o Descontrole, na Band, em 2002, que mudou de nome e se tornou Sobcontrole por questões jurídicas. Gilberto Barros saiu da TV Record, onde apresentava o Quarta Total e o Domingo Show rumo à Band. Aos sábados, estreou o Sabadaço, e o Boa Noite Brasil ganhou nova vida durante as noites de segunda à sexta. Ainda apresentou o game show A Grande Chance antes de deixar a TV.





A partir de 2003, o canal vendeu o horário nobre para a Igreja Internacional da Graça de Deus e passou a exibir o Show da Fé. A ação, embora rentável para o canal, deixou as afiliadas em pé de guerra, pois elas alegavam que derrubava a audiência regional bem como o faturamento. Márcia Goldschmidt ainda apresentou o Jogo da Vida, nos domingos à tarde, que estreou em 2003 e que depois passou a ser diário.

Em 2005, Claudete Troiano passou pela Band com o Pra Valer. Ainda teve Raul Gil comandando uma atração que levava seu nome e o Raul Gil Tamanho Família, em 2008. Dois anos depois, com um slogan “Prazer em Ver”, a Band passa a exibir novas vinhetas em sua programação. Mandacaru, produção da extinta Rede Manchete, estreou na tela da Band em 2006, assim como exibição da Liga dos campeonatos Espanhol, Italiano e a Liga dos Campeões da UEFA. É neste ano que ocorre a parceria com a TV Globo para a exibição do Campeonato Paulista, da Copa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Copa Sul-Americana.

Aos 40 anos em 13 de maio de 2007, os executivos da emissora começaram as reformas. No esporte, o canal reformulou o Esporte Total e estreou o Jogo Aberto com a apresentação de Renata Fan. Com isso, criou-se o Band Esporte Clube, Por Dentro da Bola e o Bola no Chão.

Com a virada de ano, chegou à Band um formato que mexeu com o jornalismo e o entretenimento da TV Brasileira. O Custe o Que Custar, ou CQC, sob a tutela de Diego Guebel e da produtora Eyeworks. A atração apresentada por Marcelo Tas foi referência para vários programas e repórteres que precisavam beber na fonte da política e trazer informações de Brasília de maneira mais leve. Rosana Hermann apresentou Atualíssima ao lado de Leão Lobo, que já tinha feito muito sucesso com o De Olho nos Famosos. Patrícia Maldonado, que saiu do Atualíssima, foi remanejada para o reality show É o Amor. No mesmo ano, Daniella Cicarelli assinou contrato com a Band para apresentar o Quem Pode Mais? aos domingos. Boris Casoy entrou para o jornalismo da Band. Milton Neves retornou ao canal, após passagem pela Record, com o Terceiro Tempo.

Adriane Galisteu passou a apresentar o programa Toda Sexta. No ano de 2009, a administração do canal ficou sob a responsabilidade de João Carlos Saad (Presidente), Walter Vieira Ceneviva (Vice-Presidente Executivo), além de quatro Vice-Presidentes: Frederico Nogueira, Gilson Lagoeiro, Marcelo Meira, Paulo Saad Jafet. Mário Baccei assumiu a vice-presidência das rádios. A direção da emissora ficou sob comando de Hélio Vargas (diretor de programação), Raimundo Lima se tornou diretor de produção e Fernando Mitre assumiu a Direção Nacional de Jornalismo.




Em 2012, a turma do Pânico na TV deixa a RedeTV! e estreia o Pânico na Band, dando à Band um grande fôlego em sua audiência dominical. Datena ainda apresentou o programa Quem Fica em Pé? nas noites da emissora.
Em 2014, Danilo Gentili, então repórter do CQC estreia o Agora É Tarde, talk show nas noites da emissora que elevou seus índices de audiência. No mesmo ano, a Band estreia a versão brasileira do MasterChef, sucesso culinário de patrocinadores e nas redes sociais que teve outras versões como a Profissionais, Junior e A Revanche. Três anos depois, Erick Jacquin estreou o Pesadelo na Cozinha. Houve a versão brasileira do X-Factor Brasil em uma única temporada.




O ano de 2017 foi marcado pela contratação de Luís Ernesto Lacombe, que deixou a Rede Globo para comandar o reality show Exathlon Brasil.

Em 2018, Cátia Fonseca estreou no canal com o novo Melhor da Tarde nas tardes da emissora. Ainda no mesmo ano, Roberto Justos trouxe uma versão de O Aprendiz com influenciadores digitais após cinco anos desde sua última exibição na Record. Em 2019, A Band assinou um acordo com a estatal China Media Group para a troca de conteúdo entre os países. Além disso, investiu em atrações como o Bora SP, sob a apresentação de Joel Datena e Laura Ferreira. Além disso, o Aqui na Band passou a ocupar a grade da emissora, com a apresentação de Ernesto Lacombe e Silvia Poppovic, para bater de frente com as atrações da Globo. Em 2020, a Band estreou o 1º Jornal e extinguiu o Café com Jornal. Houve ainda a estreia do Bora Brasil, com sua versão para todo o país.
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Reuber Diirr é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com passagens pela Record News ES e TV Gazeta (Globo/ES), é apaixonado por televisão e acompanha as coletivas de imprensa com matérias exclusivas em vídeos com os artistas para o RD1. Além disso, produz conteúdo multimídia com as principais informações dos famosos para o Instagram, Twitter, Facebook e Youtube do RD1. Acompanhe os eventos com famosos clique aqui!