Bella Campos fala da estreia e das cenas de nudez em Pantanal

Bella Campos é a Muda em Pantanal; atriz abre o jogo sobre personagem (Imagem: Divulgação / Globo)

Estreia com pé direito. Em seu primeiro papel na televisão, Bella Campos chega à Pantanal para dar vida à icônica Muda – personagem que na primeira versão foi interpretada por Andrea Richa, de quem assistiu algumas cenas. O maior desafio com o novo trabalho, Bella garante ser o de não falar em cena, algo que, aos poucos vai se acostumando.

À vontade para gravar as cenas de nudez nos banhos de rio do bioma Pantanal, ela garante que essa pergunta tem sido algo recorrente, porém, ela deixa claro que as cenas de nudez não têm cunho sexual. “Portanto, não vão para o campo da sensualidade”, explica ela em entrevista exclusiva ao RD1.

Natural de Cuiabá, capital do Mato Grosso e filha de pai biólogo, a atriz já conhecia a região do Pantanal mato-grossense. No entanto, por conta da novela, visitou a região da Nhecolândia, no Pantanal do Mato Grosso do Sul – e se encantou com tudo o que viu.

Da culinária local, Bella Campos entrega que numa visita à região vale (e muito!) provar um prato típico do Mato Grosso. “O meu prato preferido cuiabano é o pintado frito, arroz, vinagrete e mandioca cozida. E adoro bolo de arroz doce”, conta.

Confira a entrevista na íntegra:

RD1 – Na trama, a personagem finge ser muda. Ficar sem falar em cena, usando apenas o gestual é difícil, não?

Bella Campos – Eu experimentei ficar sem falar por um tempo. É difícil sair na rua, passar por pessoas, vizinhos, familiares e não falar ou falar o mínimo possível. É estranho e que não estou habituada. Por isso, acredito que essa experiência, esse exercício tenha sido um dos mais importantes de todo esse processo de construção da personagem.

Foi difícil a preparação para interpretar Muda, uma das personagens mais icônicas da primeira versão de Pantanal?

Fiz prosódia para resgatar o sotaque e procurei por exercícios que me ajudassem a falar sem usar as palavras, o que me parecia mais desafiador. Além disso, nos preparamos com a Andrea Cavalcanti e participamos de alguns workshops antes das gravações.

Assim como aconteceu na primeira versão da novela, você também teve que gravar cenas de nudez. Sentiu-se à vontade para gravar essas cenas?

É uma pergunta bastante recorrente. E, por isso, é importante esclarecer que as minhas cenas de nudez não têm cunho sexual. Portanto, não vão para o campo da sensualidade.

Bella Campos fala sobre as cenas de nudez (Imagem: Divulgação / Globo)

Você assistiu algumas cenas interpretadas por Andrea Richa?

Assisti algumas, mas preferi criar à minha própria versão da personagem para não me influenciar com o que já tinha sido construído por ela.

Na novela Muda se aproxima de Juma e Maria Marruá para vingar a morte do pai, mas a história dela toma outro rumo no decorrer do folhetim. Ela é vilã?

Não. A Rute/Muda teve à sua vida acabada por causa do assassinato do seu pai. Sua mãe não só sofreu a vida inteira com a dor da perda, como passou essa dor para Muda, que além de ter assistido à morte do seu pai, cresceu sem ele e logo perdeu a mãe. Para ela, não se trata de vingança, mas de justiça. Logo que ela chega ao Pantanal e a Maria Marruá morre, ela se compadece da dor de Juma, a quem já está apegada. Muda está longe de ser vilã.

Você é da cidade de Cuiabá, no Mato Grosso. Chegou a visitar a parte do Pantanal no Mato Grosso do Sul?

Eu conhecia apenas a região do Pantanal no Mato Grosso. Meu pai me levava bastante para lá, é um bioma com o qual estou acostumada a conviver. Fiquei muito feliz em ter tido a chance de conhecer o Pantanal da Nhecolândia, no Mato Grosso do Sul, para as gravações da novela.

Seu pai é biólogo e a trama irá trazer temas importantes como a prevenção do bioma Pantanal…

Temos um roteiro que vai destacar a importância de preservar e respeitar a natureza vai ser abordado de diferentes formas e momentos.

Não pensou em seguir os passos do seu pai?

Não. Eu queria estudar psicologia, mas no meu ano de vestibular comecei a fotografar, a filmar campanhas publicitárias e assim conheci um set pela primeira vez e fui me encantando com esse mundo. Nessa época, eu morava em Florianópolis, mas depois de um tempo eu me mudei para São Paulo, onde comecei a investir em cursos na minha profissão.

Você tem um corpo bonito. Segue rotinas de exercícios para se manter em forma?

Acredito que um corpo bonito é um corpo feliz, temos que nos exercitar por saúde, principalmente mental.

Você é fã de algumas delícias do Pantanal como o pintado ao urucum, saltenha, ou sopa paraguaia?

O meu prato preferido cuiabano é o pintado frito, arroz, vinagrete e mandioca cozida. E adoro bolo de arroz doce.

Márcio Gomes
O carioca Márcio Gomes é apaixonado pelo jornalismo, tanto que o escolheu como profissão. Passou por diversas redações, já foi correspondente estrangeiro dos títulos da Editora Impala de Portugal como Nova Gente, Focus, Boa Forma, e editor na revista de BORDO. Escreveu para várias publicações como Elle, Capricho, Manchete, Desfile, Todateen, Shape, Seleções, Agência Estado/Estadão, O Fuxico, UOL, entre outros.
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