17:39 :: 25/09/2017

Beneficiadas na Justiça, operadoras de TV por assinatura avançam em negociações com Record, RedeTV! e SBT

Da Redação 09:30 :: 23/06/2017

Simba enfrenta problemas com proposta de canal de reprises e exibições de “Chaves”.
Simba enfrenta problemas com proposta de canal de reprises e exibições de “Chaves”.

Deverá girar em torno de centavos, por assinante, o pagamento que as operadoras de TV por assinatura farão mensalmente à Record, RedeTV! e SBT, emissoras que integram a joint-venture Simba. Os três canais passaram a cobrar, autorizados por lei, pelo carregamento de seus sinais digitais no line-up, após o apagão analógico em São Paulo, dia 29 de março.

A possibilidade de um acerto manteve as emissoras no cardápio oferecido a assinantes de Goiânia e de outras 29 cidades de Goiás, cujo desligamento do sinal analógico ocorreu à meia-noite desta quinta-feira (22). As operadoras já haviam comunicado aos assinantes o corte não efetuado.

Vale lembrar que, a princípio, a Simba pediu cerca de R$ 15,00 por assinante para o pacote com os três canais. Agora, a joint-venture já admite negociações em bases “realistas” – abaixo de R$ 1,00. Considerando o número de assinantes, Record, RedeTV! e SBT terão à disposição uma fortuna, todo mês. Também pesa a favor de negociação as vitórias obtidas pelas operadoras nos últimos dias.

NET e Claro, por exemplo, ganharam quatro ações de danos morais movidas por assinantes de São Bernardo do Campo e São Paulo e julgadas improcedentes – os juízes alegaram que as operadoras jamais tiveram obrigação de oferecer canais abertos após a digitalização do sinal de TV na Grande São Paulo. A ausência de uma proposta formal de novos canais, sugeridos pela Simba, também joga contra as emissoras.

O plano inicial da Record, da RedeTV! e do SBT era de ter um canal com 24 horas de “Chaves” e reprises de suas respectivas programações. O problema é que este tipo de conteúdo esbarra em questões de direitos autorais e de imagem, como as enfrentadas pelo Viva, pertencente à Globosat; os contratos antigos, firmados com apresentadores e outros profissionais, não previam exibição de programas da TV aberta em outras plataformas.

Com informações dos jornalistas Daniel Castro, Lígia Mesquita e Ricardo Feltrin.




WordPress Lightbox