Usar linguagem popular é comum em novelas, mas ninguem pensou antes de 1968
Usar linguagem popular é comum em novelas, mas ninguem pensou antes de 1968

As novelas brasileiras retratam o cotidiano, com gírias e expressões ditas pelo povo, mas nem sempre foi assim. A linguagem coloquial na telinha só foi adotada em “Beto Rockfeller”, exibida pela TV Tupi em 1968.

A trama mostrava, por exemplo, pessoas lendo jornais e comentando notícias na época. A atitude, muito comum hoje em dia, foi adotada nas demais produções, em todas as emissoras. A história também foi popular porque retratou a classe média-baixa.

A trama também a primeira em inserir merchandising dentro de cada capítulo. Luiz Gustavo, que interpretou o protagonista, ganhava um cachê extra a cada vez que engolia o comprimido Engov. O ator afirmou recentemente que a trama foi um divisor de água na dramaturgia, porque parecia ao vivo. Débora Duarte, Bete Mendes, Ana Rosa, Irene Ravache, entre outros, também fizeram parte do elenco.

Estúdio de "A volta de Beto Rockfeller" (1973), continuação que não fez sucesso
Estúdio de “A volta de Beto Rockfeller” (1973), continuação que não fez sucesso

A famosa trilha sonora também foi inovadora. Antes de “Beto Rockfeller”, apenas músicas sinfônicas eram usadas em novelas. O folhetim utilizou músicas populares. O sucesso, claro, foi imediato, e a emissora resolveu espichar a trama, atitude que fez o autor Bráulio Pedroso pedir para sair porque estava estafado. Eloy Araújo assumiu o comando desde então.

Bráulio escreveu uma continuação da trama, em 1973, com o elenco original, mas a repercussão não atendeu às expectativas. Infelizmente, existem poucas cenas da novela nos arquivos da TV Tupi, já que o canal aproveitava as fitas para gravar novos capítulos.

 

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