Rafinha Bastos
Rafinha Bastos

A novela continua – evitei tocar neste assunto por entender que os críticos de plantão já o fizeram bastante. Mas, para quem curtia uma temporada em Marte: no último dia 19, em pleno “CQC”, Rafinha Bastos disse que “comeria” a cantora Wanessa (sem Camargo, pessoal) e o bebê que ela espera.

A imprensa, em sua grande parte, tenta através da psicologia explicar o que leva um humorista a praticar uma “selvageria” dessas. Abusivo. Desrespeitador. Incoerente. Imaturo. Várias foram as definições que encontraram para classificar Rafinha.

Antes aclamado por seu jeitinho rebelde e incorreto – ele chegou a ganhar destaque em publicações mundialmente conhecidas, como o “The New York Times” -, Bastos passou de precursor do humor-coragem para o Judas da vez. Há praticamente uma campanha: “Linchem o Rafinha”.

Esse pessoal, hipócrita em sua maioria, que outrora aplaudia as piadas do rapaz, agora simplesmente viram as costas. Marco Luque que o diga. Nem Rafinha, do alto de seu sincericídio merecia tamanha traição. Ai, jura que vão pular do barco agora?

Wanessa (sem Camargo, pessoal) vai processar o humorista. Ronaldo (aquele que odeia piadas sobre gordos e travestis) e Marcus Buaiz, marido da cantora, bateram o pé e exigiram o afastamento do jornalista do “CQC”. A Band, temendo uma debandada em seu departamento comercial deu o braço a torcer. Bobagem. A piada recai apenas sobre a pessoa Rafinha Bastos. Os anunciantes estão em festa, afinal o programa virou a bola da vez na mídia.

Bastos, sabendo dos percalços que terá pela frente, pediu pra sair. Johnny Saad, dono da Band, e a produtora Cuatro Cabezas, dona do formato do humorístico, defendem a permanência do mesmo. Alguns diretores da emissora relutam em aceitar essa ideia.

Famosos também contribuíram com as críticas. Marcio Garcia, que conseguiu o patrocínio do seu filme através de Buaiz (nossa, que surpresa!), e Luque, que virou garoto-propaganda da Claro pelas mãos do mesmo Buaiz (UAU!!!), engrossam a lista.

Antes que os pateticamente corretos de plantão saiam vociferando por aí, é necessário deixar claro o seguinte: não achei graça alguma na piada e muito menos concordo com a postura de Rafinha ao agredir com xingamentos alguns jornalistas. Mas, como disse, foi uma P – I – A – D – A. Virem a página.

O gênero standup comedy é famoso por seu humor cara limpa. Sim, fala de tudo e todos. Sem restrições. Nos Estados Unidos esse modelo é amplamente ovacionado pelas pessoas. Lá, entendem que ali está em jogo uma única coisa: FAZER RIR. Não o fez? OK, faz parte!

Uma piada sem graça não pode macular todo um histórico. Deixem o rapaz trabalhar. Um pedido de desculpas conserta tudo. E quer saber? Eu comeria o Rafinha Bastos!

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