Finalista do “Dancing Brasil”, Maytê Piragibe fala sobre carreira e vida pessoal ao RD1.
Finalista do “Dancing Brasil”, Maytê Piragibe fala sobre carreira e vida pessoal ao RD1

Ela nasceu no Rio de Janeiro, dezembro de 1983. Quatro anos depois, fez sua estreia à frente das câmeras. Com dezoito, a primeira personagem em novelas – a romântica Lucinha, de “O Beijo do Vampiro” (2002). Mais alguns trabalhos na Globo e, em 2006, o primeiro voo na Record: a engajada Eleni, de “Cidadão Brasileiro”, abriu caminho para a Joana de “Vidas Opostas” (2006), a Azenate de “José do Egito” (2013), a Renata de “Vitória” (2014).

Maytê Piragibe, rosto, corpo e alma de todas essas personagens, é uma mulher consciente de seu talento, conectada com a espiritualidade e disposta a todo e qualquer desafio – como o “Dancing Brasil”, do qual é finalista. O RD1 bateu um papo com a moça, que celebra 30 anos de carreira e divide seu tempo com investimentos digitais e os cuidados com a filha, Violeta.

Confira:

RD1 – Você está na Record há 12 anos, figurando entre as principais estrelas da casa. Qual é o balanço que você faz deste período?

Maytê Piragibe – São doze anos de Record e trinta de carreira. É um ano muito importante pra mim… O balanço que eu faço é de muita gratidão. Ao mesmo tempo, aquela sensação de que eu trabalhei muito na minha vida, com muita felicidade, muitas realizações, muitas conquistas e, graças a Deus, consegui uma estabilidade profissional. Foi um crescimento diário… Independente de audiência, se fui protagonista ou fiz um participação… Eu tenho um carinho muito especial por todos os projetos que fiz, de teatro, cinema, TV e publicidade. Agora também tem meu trabalho, nessa parte digital, com a minha revista virtual que existe há três anos (maytepiragibe.com). É uma extensão do meu trabalho como atriz, que envolve produção, edição, geração de conteúdo. Tem o canal do YouTube, que tô administrando há oito anos. São muitas conquistas e muito suor! Então, o balanço geral me dá uma felicidade muito grande, de que nada foi em vão. E ainda tenho muitos sonhos para realizar, muitos projetos que quero participar, muitos profissionais que quero conhecer (dentro e fora da televisão). E a Record, sem dúvida, foi a grande empresa que apostou no meu talento, numa estabilidade a longo prazo, com muitas personagens protagonistas e muito reconhecimento do meu trabalho. Só tenho a agradecer – um ano de muita ralação né, com o “Dancing Brasil”, numa nova área que é dança. E de celebração também!

RD1 – Você se notabilizou por defender a Record em suas redes sociais e “vestir a camisa” da emissora. Muitos atores, porém, ao saírem da Record lamentam o que chamam de “pouca repercussão”, dentre outros dilemas. Existe um “lado negativo” em fazer novelas na Record? Como você classifica os comentários deste tipo?

Maytê Piragibe – Não existe lado negativo. Só vejo lado positivo. Graças a Deus, a minha trajetória com a Record é de muito respeito e de boas oportunidades. Eu tenho um orgulho enorme em dizer que hoje, do banco de elenco da Record, eu nunca desisti da empresa. Eu nunca fui “passear” em outros lugares. São doze anos de contrato corridos, ininterruptos. Eu renovei de quatro em quatro anos, três em três… Hoje eu sou a atriz da casa que mais teve personagens protagonistas… Eu tenho essa felicidade em saber que a Record, ao longo desses doze anos em que eu presto serviço – sou pessoa jurídica lá – eu fui uma das atrizes que mais “produziu” protagonistas. É uma relação de muito sucesso com a empresa. Muitas das minhas personagens são lembradas até hoje pelo público, eu sou reconhecida pelo meu trabalho, me sinto muito bem-sucedida e muito grata pelo contratos que fecho. Não tenho do que me queixar, só agradecer. Esses doze anos de conquistas materiais, pessoais e profissionais que eu tenho, devo à emissora. Só tenho lado bom para celebrar com a Record, tenho muito orgulho de trabalhar nessa empresa.

Maytê Piragibe como Jéssica, em “A Terra Prometida” (2016).
Maytê Piragibe como Jéssica, em “A Terra Prometida” (2016)

RD1 – Na Record você já participou de sucessos como “Vidas Opostas” e “A Terra Prometida”, mas também já esteve em novelas que não tiveram grandes índices de audiência, como “Vitória”. Quando os números do IBOPE não correspondem à expectativa da Casa, os atores são afetados por algum tipo de desânimo ou preocupação?

Maytê Piragibe – A questão do ibope é referente à empresa, né? Eu sou atriz. Então, eu vou fazer um espetáculo de teatro para 60 pessoas, como fiz ano passado, com “Nelson Rodrigues e a serpente”. E a minha dedicação como atriz, do meu ofício nas artes dramáticas, como intérprete é de “1 milhão por cento” pra uma pessoa ou pra milhões de pessoas. Isso nunca pode afetar o ator… O ibope é de interesse da imprensa, que tá relacionado a lucros, à repercussão financeira, da qual não faço parte. Relacionado à minha vocação de atriz, público pequeno ou grande, o meu empenho será sempre o mesmo. “Vitória” foi uma novela deliciosa de fazer, fui muito feliz lá. Fiz grandes amigos e foi muito prazerosa. Tenho ótimas lembranças! Amei fazer “Vitória”; com certeza, a audiência não interferiu em nada, graças a Deus.

RD1 – Outro paralelo interessante é aquele que existe entre as tramas bíblicas e as convencionais. Como foi integrar o elenco de uma novela bíblica? Pessoalmente, a Bíblia é encarada por você como um relato verídico? Ter um texto tão fundamentado na fé causou mudanças em sua própria fé?

Maytê Piragibe – Eu sou uma mulher muito espiritualizada! Sou muito conectada a Deus. Leio diariamente a Bíblia, principalmente os salmos, cânticos que eu gosto de ler para me sentir protegida… Eu sou ecumênica. Então absorvo várias religiões; faço uma “mistura” do que acredito ser interessante para a minha fé, minha filosofia de vida, a minha conexão com Deus e o Universo. Esse meu ecumenismo me traz muitas informações positivas e a Bíblia é uma dessas fontes, o livro mais sagrado da humanidade. Então, as novelas só fortaleceram a fé. Você representar uma história e uma época é reviver energias, que são muito importantes para a nossa vida, que diz muito pra gente; de onde a gente veio. São histórias sagradas que simbolizam a evolução e o que ser humano passou, e ainda passa, pra chegar até aqui. Foi bom poder estudar ainda mais e mergulhar na espiritualidade, independente da religião… Isso é de uma grandeza e de uma elevação espiritual muito especial, muito sagrada. Sou muito grata de ter tido a oportunidade de trabalhar em dois projetos bíblicos, “José do Egito” (2013) e “A Terra Prometida” (2016).

RD1 – Quando o público poderá vê-la novamente nas novelas? Você já está escalada para alguma produção?

Maytê Piragibe – Não tive convite oficial. Mas como eu emendo uma novela na outra na Record (risos), provavelmente, em breve, teremos novidades. Mas eu não posso divulgar enquanto eu não tiver o convite oficial.

Maytê Piragibe e Paulo Victor nos bastidores do “Dancing Brasil”.
Maytê Piragibe e Paulo Victor nos bastidores do “Dancing Brasil”

RD1 – Atualmente, você está no “Dancing Brasil”. Como tem sido encarar este novo desafio? Você e a dança já tinham alguma afinidade?

Maytê Piragibe – Sem dúvida, foi o projeto mais desafiador e transformador da minha vida inteira. Sempre amei dançar; um gênero que realmente me encanta nos filmes, desde a minha infância, é o musical e os com temática de dança. Tenho um fascínio enorme pelo corpo, pela expressão corporal, performance, tudo o que é relacionado ao corpo do ator e da atriz. Mas, apesar de ser uma das artes que sempre teve um encantamento especial na minha vida, a dança sempre foi um hobby. Eu larguei minhas sapatilhas aos 12 anos; não me profissionalizei, não fiz cursos. Aí, mais de 20 anos depois, ter a possibilidade de resgatar um sonho e ver que eu não devia nunca ter abandonado minhas sapatilhas… É um sacrifício; muita dor, muita dedicação e uma entrega absurda. Foi um crescimento da minha consciência corporal. Aprender profissionalmente a técnica e os ritmos e dançar numa competição valendo meio milhão é bem tenso! (risos) Foi visceral, revolucionário. Sou uma Maytê antes de “Dancing” e depois do “Dancing”. Lutei bastante contra minhas fragilidades, minhas dificuldades pra ter a possibilidade, o merecimento de vencer.

RD1 – Fora do trabalho, quais são seus principais hobbies? Como é a Maytê longe das câmeras?

Maytê Piragibe – Fora do trabalho, meu hobbie é a arte. Então eu trabalho 24 horas! Eu brinco que sou workaholic; amo o que eu faço. Até porque eu tenho a minha revista virtual e o meu canal no YouTube, o “Maytê Piragibe”, as redes sociais todas… Eu gosto muito de compartilhar minhas referências e inspirações artísticas, sejam shows, músicas (que eu amo!), artes plásticas –sou completamente apaixonada por designer, arquitetos, exposições, museus. Também a minha arte: filmes, peças de teatro, performances e festivais. Hoje em dia, cada vez mais, a gente tá tendo essa oportunidade de agregar várias artes em uma. Ah, e a moda também! Moda me encanta; a forma de se expressar pela vestimenta – aí vem a parte vaidosa, as dicas de maquiagem e beleza, das coisas que eu consumo, minhas referências. Tô sempre buscando, lendo, estudando, visitando, viajando, brincando com a minha filha e tentando ensinar para ela o que há de belo e precioso no mundo, que é a arte. A política vai embora, a economia muda e o que fica pra humanidade são as transformações artísticas de cada época. Isso é eterno e muito belo.

RD1 – A maternidade já foi apontada por você como “o principal dos meus papéis”. Como é ser mãe da Violeta? Há chances de que, no futuro, ela siga os passos profissionais da mãe?

Maytê Piragibe – Sem dúvida, a maternidade é o que tenho de mais precioso na vida. Eu brinco que a Violeta é realmente o “bebê Johnson”. Com três meses de idade, ela já fez a primeira campanha publicitária dela. Eu comecei com 4 anos, né; minha filha com três meses! Eu deixo ela muito solta; ela vai ser o que quiser ser. Estimulo todas as possibilidades de hobbies, vocações e talentos que eu vejo nela desde que ela nasceu. Eu participo muito das brincadeiras, eu revivo minha infância e ensino pra ela o que eu acho de bonito. Ser mãe é a melhor versão de ser você mesma, como mulher, como filha, como amiga, como mãe, como dona de casa, como educadora. Ser mãe simboliza você dar exemplos. Ela me estimula em querer mostrar por ela o melhor que temos nessa vida… Para ela crescer com esperança, com fé, sabedoria e conhecimento para fazer as escolhas certas, para qual profissão ela tiver vontade e interesse de desenvolver. Então, enquanto ela tá pedindo, eu tô oferecendo o meu melhor pra ela.

Maytê Piragibe, preparada para mais uma apresentação do “Dancing Brasil”.
Maytê Piragibe, preparada para mais uma apresentação do “Dancing Brasil”

PERFIL 

Maytê é… dedicada, generosa, compromissada, focada, disciplinada. Encantada com a arte! Procurando sempre ser humilde e procurando a felicidade nas coisas simples da vida.

Maytê ama… minha família, os animais, a natureza, ama ser mãe, ama amar e ser amada, ama ser atriz, ama a arte em geral.

Maytê odeia… injustiça, preconceito, mentira, corrupção. Roubos e violência, humilhação, falsidade, enganação, muita coisa né?

Maytê lê… poesia, ficção, roteiro, dramaturgia! Física quântica… Lê sobre empresas, gestão de empresas, marketing online. A Maytê lê tudo! (risos)

Maytê ouve… tudo! Com o coração aberto… Gosto principalmente de procurar artistas, músicos e bandas novas. Busco o que é de vanguarda.

Maytê acredita que… estamos em um processo evolutivo. Que o mundo vai ser tornar um lugar melhor a partir dos nossos filhos e dos filhos dos nossos filhos. E na evolução espiritual, de crescimento, de conscientização do que é natural, do que é respeito, do que é amor, do que é terno e condicional. Acredito no amor!

Maytê se recusa a… mentir, dissimular. Recuso injustiças, irregularidades, corrupção, enganação, manipulação. Me recuso à maldade em geral

Maytê sonha em… ir pra Hollywood! Continuar trabalhando até morrer. Ter a possibilidade de crescer cada vez mais como atriz, como mulher e como ser humano. Evoluir, prosperar e emocionar cada vez mais o público; que o meu trabalho possa ser reconhecido no mundo inteiro. E casar de novo, aumentar minha família! Envelhecer, ficar bem velhinha, com todos da minha família vivos… E a gente ser muito protegido por Deus, a nossa saúde. E que tudo seja belo, do início ao fim.

 

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