Trajetória de Edir Macedo virá filme; prefeitura do RJ, nas mãos de Marcelo Crivella, patrocina.

Atualizada às 19h05 de 23/06/17.

Vão mesmo sair do papel os três filmes que prometem contar a trajetória do bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal e proprietário da Record. Curiosamente, o projeto volta a caminhar com o apoio da emissora, claro, da Paris Filmes (também parceira em “Os Dez Mandamentos”) e da RioFilme, empresa vinculada à Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Rio de Janeiro – hoje administrada por Marcelo Crivella, sobrinho de Macedo e também bispo da Universal.

A produção está orçada em R$ 16 milhões; no roteiro, estão previstas gravações em diversos países. O protagonista deve ficar a cargo de Petrônio Gontijo, que já participou de diversas produções da Record. À frente do projeto está o diretor Alexandre Avancini, que deixou o comando da novela “O Apocalipse”, com estreia prevista para dezembro, para se dedicar à empreitada.

Prevê-se que o filme, após sua estreia nos cinemas, ganhe uma versão estendida em formato de minissérie. Tal expediente é praxe na Globo: nos últimos anos, a emissora “converteu” produções como “Aldo – mais forte que o mundo”, “Tim Maia, vale o que vier”, “O Tempo e o Vento”, “Gonzaga, de pai para filho”, “Xingu” e “Chico Xavier”.

A história de vida de Edir Macedo já foi contada em livro; Douglas Tavolaro, hoje vice-presidente de jornalismo da Record, foi o responsável pela narrativa nos três volumes de “Nada a Perder”. Sua igreja, a Universal, está presente nas madrugadas da Record e em horários locados em outros canais; também mantém templos nababescos em São Paulo e Rio de Janeiro, além de unidades em outros países.

ATUALIZAÇÃO: Diferente do divulgado nesta nota, o filme “Nada a Perder” não terá patrocínio da Prefeitura do Rio de Janeiro, administrada por Marcelo Crivella, por meio da RioFilme. A empresa esclarece: “Não há recurso da RioFilme na produção ou distribuição deste filme”. A informação é reiterada pela Paris Entretenimento, produtora do longa-metragem: “Não há patrocínio da Rio Filme, da Prefeitura do Rio ou de qualquer outro órgão público nesse projeto”. O RD1 publicou nota com os comunicados oficiais e eventuais desmentidos.

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