Celso Portiolli: renovar é preciso
Celso Portiolli: renovar é preciso

A estreia do “Domingo Show”, que rendeu exorbitantes 17 pontos de pico à Record, serviu, entre outras coisas, para evidenciar a quantas anda a consistência do conteúdo de um clássico da TV brasileira, o “Domingo Legal”.

Em seu primeiro confronto contra Geraldo Luís, Celso Portiolli obteve média de 5 pontos, nada muito diferente das últimas doze semanas, quando o semanal oscilou entre 5 e 7 pontos e garantiu a segunda posição com certa vantagem.

Em uma análise fria, é possível constatar o seguinte: Celso não perdeu público, e sim teve que conviver com um novo cenário. Geraldo quase que triplicou a média da Record na faixa (11h/15h15). Todavia, entoaria o Capitão Nascimento, o inimigo agora é outro.

Não cabe aqui discutir as cartas na manga que cada profissional dispõe. Mas soa infantil, assim como o público que o “Domingo Legal” parece querer dialogar, imaginar que quadros com objetos boiando, gincanas estudantis e telegramas da década passada – “herança” de Gugu Liberato – façam cócegas num concorrente em que o histórico é marcado pelo sensacionalismo e pela falta de bom senso. É chamar pra briga de mãos vazias.

Evidente que esse “Domingo Legal” que está aí, mesmo faturando horrores, não terá fôlego contra a nova aposta da concorrente. E não por incapacidade dos envolvidos, mas por pura preguiça, comodismo. E nessas condições, não há qualquer chance de vencer a fórmula imposta pela Record.

A chegada de um novo concorrente servirá para provocar movimentos. A zona de conforto da equipe de Roberto Manzoni chegou ao fim. Os anunciantes, o SBT e, principalmente, o público merecem um menu mais sofisticado. É passada a hora de uma reforma, algo que traga de volta a essência do “Domingo Legal”, aquele programa capaz de tirar o sono da Globo – mérito não apenas do seu ex-apresentador, mas de uma equipe inteira.

Celso pode muito mais que isso. Às vezes, o próprio apresentador passa a impressão de sentir-se sufocado com a falta do novo. Limitado a contragosto, cabe a ele seguir um script que ora cheira a naftalina, ora inibe qualquer novidade no horizonte. No fim das contas, o legal fica só no título.

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