Globo estuda reprise de “A Padroeira” para celebrar jubileu de Nossa Senhora Aparecida

Deborah Secco e Luigi Baricelli em A Padroeira

Há um movimento na Globo trabalhando em prol de uma reprise de “A Padroeira” em 2017, por ocasião do Jubileu de 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul. Segundo informações do jornalista Flávio Ricco, do “UOL”, a trama de Walcyr Carrasco, exibida entre junho de 2001 e fevereiro de 2002, aborda a luta dos pescadores de Guaratinguetá pelo reconhecimento do culto a Nossa Senhora Aparecida.

Estrelada por Deborah Secco e Luigi Baricelli – no rastro do sucesso de seus personagens em “Laços de Família” – “A Padroeira” não foi propriamente um êxito de audiência. Várias modificações foram feitas ao longo da narrativa para elevar os índices; o tom imposto pelo diretor Walter Avancini foi todo modificado após sua saída, por motivos de saúde (tendo falecido em setembro de 2001). A novela ganhou mais cor em cenários e figurinos, novos personagens foram introduzidos, outros tiveram suas personalidades alteradas (como Imaculada, de Elizabeth Savala) e a trama envolvendo Nossa Senhora Aparecida acabou perdendo espaço. “A Padroeira” ainda sofreu um espichamento, devido aos atrasos de sua substituta, “Coração de Estudante”.

Não seria a primeira vez, no entanto, que o “Vale a Pena Ver de Novo” apostaria numa nova exibição de uma novela problemática. Na década de 80, a sessão reprisou “As Três Marias”, adaptação do romance de Rachel de Queiróz descaracterizada em nome da audiência; “Coração de Estudante”, que passou por situação semelhante a de “A Padroeira”, turbinando seus números após modificações, ganhou repeteco em 2007; e “Sete Pecados”, também de Walcyr Carrasco, teve uma quase inexplicável reapresentação três anos após o seu término – a audiência, pífia, culminou com cortes grotescos na trama.

Vale lembrar que Walcyr é recordista em reprises no “Vale a Pena Ver de Novo” na última década. De outubro de 2006 até hoje, seis de suas novelas foram repetidas (contando com “Chocolate com Pimenta”, exibida duas vezes num intervalo de cinco anos). Considerando a supervisão do remake de “O Profeta”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, Walcyr ficou no ar na sessão, ininterruptamente, por quase um ano e meio (de fevereiro de 2013 a julho de 2014).

Caso venha a se confirmar a exibição de “A Padroeira” em “Vale a Pena Ver de Novo”, provavelmente como substituta de “Cheias de Charme”, estaremos diante da reprise mais “velhinha” da faixa: aproximadamente 16 anos após seu último capítulo. O recorde de distância entre original e reprise, até hoje, é de “Deus Nos Acuda” (de março de 1993 a novembro de 2004, 11 anos e 8 meses) – desconsiderando as novelas exibidas mais de uma vez no vespertino e outras reexibidas em faixas diversas antes de aportarem no “Vale a Pena”.

Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

WordPress Lightbox