Globo vetou final feliz de Beto e Tancinha para “dar exemplo” ao Brasil

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Tancinha (Mariana Ximenes) e Beto (João Baldasserini) em “Haja Coração”

O momento político do país separou Beto (João Baldasserini) e Tancinha (Mariana Ximenes) no último capítulo de “Haja Coração”. A alta cúpula da Globo optou pelo final feliz da feirante ao lado de Apolo (Malvino Salvador) para não premiar o mau-caratismo do publicitário, nestes tempos bicudos em que a desonestidade domina as notícias dos telejornais.

O desfecho esperado pelo público da trama, principalmente nas redes sociais, chegou a ser gravador, mas não foi ao ar porque a direção da emissora, numa reunião a portas fechadas, concluiu que Beto ao lado de Tancinha soaria como exaltação à conduta pouco ética do personagem, que aprontou todas para ficar ao lado da amada. As informações são da jornalista Patrícia Kogut.

Beto, porém, se redimiu, antes do último capítulo, inclusive, o que torna a justificativa da emissora um tanto quanto questionável. Também Apolo, embora mais ético, passou longe de ser um exemplo, principalmente por conta de seu machismo.

Em outros tempos, a teledramaturgia da Globo costumava ser mais complacente com vilões – e condizente com a “vida real”. O Marco Aurélio (Reginaldo Faria), de “Vale Tudo”, envolvido em negócios escusos, terminando fugindo do Brasil ao lado da esposa Leila (Cássia Kis), assassina de Odete Roitman (Beatriz Segall). A ordem agora, porém, parece ser privilegiar apenas os bons, trazendo uma mensagem de esperança, talvez, à desalentada população do país.

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