Tiago Sheuer e Glória Vanique Instagram
Glória Vanique e Thiago Scheuer

Como ficará o tempo no fim de semana? Devo levar um casaco e um guarda-chuva? Vai fazer calor? E o frio logo passa? Para responder essas e outras tantas perguntas sobre o clima, contamos com meteorologistas e também jornalistas que traduzem todas essas informações em uma linguagem mais simples e descomplicada. Afinal, o interesse do público por notícias precisas sobre o tempo aumentou depois de tantos desastres naturais e as mudanças climáticas que o planeta vêm sofrendo.

Para conhecer mais dos profissionais que comandam a previsão do tempo, o RD1 conversou com exclusividade com o jornalista Tiago Scheuer, 32, o mais novo editor e apresentador do setor nos telejornais da TV Globo. Scheuer é o único homem na TV brasileira a comandar o quadro. Antes dele, Evaristo Costa, Fabrício Battaglini e Eduardo Brandini — Globo e Band, respectivamente — ficaram à frente da previsão. Nos EUA, é comum ver os homens comandarem o quadro.

Nascido em Santa Catarina, Tiago iniciou a carreira como estagiário dentro da própria faculdade de jornalismo, nos núcleos de TV e rádio. Em 2007, passou a ser repórter de TV, pediu demissão em 2010 e foi morar na Alemanha para ser estagiário da Rede de Televisão Deutsche Welle, na cidade de Bonn.

Voltou ao Brasil em 2011 para atuar como repórter da RBS, afiliada da Globo em SC. Quatro meses depois, veio o convite para trabalhar na Globo News. Em seguida, migrou para a Globo São Paulo, onde fez reportagens para todos os telejornais da emissora. Em maio, passou a comandar, em regime de escala, a previsão do tempo do “Hora 1”, “Bom dia SP”, “Bom dia Brasil” e “SPTV 1ª Edição”: “Fiquei surpreso e feliz com a notícia. Há muito tempo a TV Globo não tinha um homem à frente da previsão”, afirma Tiago Scheuer.

Confira a íntegra da conversa:

RD1: Depois de muitos anos, os telejornais voltaram a contar com um homem à frente da previsão do tempo. Como recebeu o convite para comandar o quadro?

Tiago Scheuer: Fui comunicado, no fim de fevereiro, de que eu começaria a ser treinado para atuar nas folgas das apresentadoras oficiais da Previsão do Tempo. Fiquei surpreso e feliz com a notícia, até porque fazia muitos anos que a TV Globo não tinha um homem à frente da previsão. Além da rotina desafiadora como repórter de rua, vi que ali surgia mais um desafio na carreira – e gosto muito de todos que me são propostos. Me empolguei pelo fato de poder entender mais sobre um assunto que move a nossa rotina e dita os nossos passos, no dia-a-dia. E também me atraiu muito a ideia de viver a experiência de apresentação, em estúdio. Isso acaba contribuindo demais para a nossa rotina de reportagens na rua.

RD1: Passou a fazer cursos voltados para a área?

Tiago Scheuer: Desde o momento em que o convite surgiu, nunca mais olhei para o céu da mesma maneira. A Previsão do Tempo vai muito além do aplicativo que temos no celular, que diz se vai chover ou não. E isso me fez pesquisar e ler bastante sobre o assunto. Além, claro, de toda a força que recebi durante o treinamento antes de estrear, no dia primeiro de maio. Izabella Camargo, Eliana Marques e Maju Coutinho, as apresentadoras oficiais do tempo, me acompanharam durante a fase de “treinos” e me deram todas as dicas e apoio possíveis. Sou muito grato a essas feras, parceria total! E, claro, recebemos ajuda diária de meteorologistas, que tiram todas as dúvidas e esclarecem o assunto.

RD1: Na escola você também era bom em geografia e física?

Tiago Scheuer: Olha, cálculo nunca foi meu forte, mas sempre gostei mais de Física do que de Matemática, por exemplo. Sempre achei Física algo mais “palpável”, aplicável. E minhas notas até eram melhores do que em Matemática. Já Geografia sempre me atraiu. Sempre fui curioso e gostava de saber onde ficam as capitais, os estados, os países, oceanos.

RD1: Nas ruas, os telespectadores passaram a brincar com você depois da estreia?

Tiago Scheuer: Sim, nunca pensei que fosse ouvir tanto a pergunta “vai chover?” como atualmente.

RD1: E quando a previsão não é tão exata, os internautas também brincam com a situação?

Tiago Scheuer: Acontece, mesmo a gente acertando mais do que errando. E o pessoal das redes sociais costuma levar na brincadeira. Quando a previsão é de sol no fim de semana, por exemplo, e uma frente fria ou o vento mudam tudo, já sei que o pessoal vai brincar. Ainda mais quando eu digo “pode colocar a roupa no varal, que não tem problema” e o tempo vira… Juro que a gente tenta ajudar, mas às vezes “São Pedro” é tão imprevisível, que engana até os equipamentos meteorológicos mais modernos.

RD1: A quantidade de desastres e fenômenos que vêm acontecendo no Brasil despertaram no público maior interesse no assunto?

Tiago Scheuer: Eu acredito que sim. O público quer ficar mais preparado e também entender por que isso vem acontecendo no Brasil. Há uns anos, mal se ouvia falar em tornado por aqui. Mas, nos últimos meses, dois foram registrados no Sul do Brasil. Acredito que a curiosidade de compreender tudo isso desperta o interesse.

RD1: Chegou a ver profissionais, do sexo masculino, de outros países que assim como você também comandam a previsão do tempo?

Tiago Scheuer: Assim que surgiu o convite, pesquisei na internet para ver alguns vídeos. Nos EUA, por exemplo, é muito mais comum ver apresentadores homens à frente da previsão. Mas prefiro não ficar vendo muito, até pra não me prender, mesmo que inconscientemente, ao estilo de outra pessoa.

RD1: Como é a sua rotina quando está à frente do quadro?

Tiago Scheuer: Tudo ainda é muito novo para mim. Quando estou à frente da previsão, normalmente atuo no “Hora 1” e no “Bom dia Brasil”. Aí, costumo acordar bem mais cedo do que quando estou nas reportagens. O despertador toca às 2h50 da manhã. O segredo, para fugir do irresistível “ímã” que a cama tem a essa hora da madrugada, é dormir cedo. Durmo por volta das 19h30. A rotina muda mesmo, tem que ter disciplina. Chego na Globo por volta das 3h40. Nesse horário, já vou lendo o e-mail que o meteorologista da manhã me enviou sobre o que iremos abordar na previsão do “Hora 1” e do “Bom dia Brasil”. Tiro algumas dúvidas e, depois, é só formatar as informações e ajustar detalhes para ir ao ar.

RD1: As suas reportagens nos telejornais da manhã possuem uma linguagem diferente, mais informal e conversada. Acredita que esse é o caminho para ser um profissional diferente no meio?

Tiago Scheuer: Sempre gostei mais do jeito informal e ao vivo de se fazer jornalismo, desde quando comecei a carreira depois de me formar, em Santa Catarina. Sempre acreditei que isso deixa o público mais próximo e “fazendo parte da história” que você está contando. Na minha opinião, todo tipo de assunto permite uma certa informalidade, que pode estar no texto de uma reportagem, no jeito de apresentar um assunto. E, se você tiver a sorte de ter profissionais ao seu lado que falem a mesma língua, melhor ainda! Repórteres cinematográficos, auxiliares, técnicos, editores… me considero um sortudo de ter tanta gente competente pra compartilhar o trabalho diário.

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