Jornal Nacional esquece Lula, não exibe críticas do STF a Moro e vira alvo de ataques

Paulo Carvalho - 05/08/2020
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William Bonner durante a edição do JN da última terça-feira (4) (Imagem: Reprodução / Globo)

A Globo abriu um novo capítulo na guerra particular com o ex-presidente Lula (PT), durante o Jornal Nacional da última terça-feira (4). O telejornal repercutiu a vitória do líder da esquerda contra o ex-ministro Sergio Moro após a 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal ter reconhecido a quebra de imparcialidade do então juiz da Lava Jato.

William Bonner foi quem anunciou a reportagem, que causou polêmica por não ter procurado o político ou sua defesa. “A segunda turma do Supremo Tribunal Federal atendeu a um pedido da defesa do ex-presidente Lula e retirou a delação do ex-ministro Antonio Palocci de uma ação contra ele na Lava Jato”, começou o âncora.

Marcos Losekann comandou a matéria, que deu importância à posição do relator Edson Fachin e aos principais pontos de acusação contra o ex-presidente. As considerações de Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes, que acataram o Habeas Corpus da defesa e não pouparam críticas duras a Moro, no entanto, não foram exibidas.

O principal telejornal destacou os trechos em que os magistrados falaram em “inequívoca quebra de imparcialidade” e que o ex-ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) criou “fato político”.

Na sessão, Lewandoski surpreendeu e afirmou que Moro influenciou o resultado das eleições de 2018, vencida por Bolsonaro, e “violou o sistema acusatório”. No final, a atração comandada por Bonner e Renata Vasconcellos leu uma carta de Sergio Moro. A defesa de Lula ou mesmo o político não tiveram espaço na matéria.

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Paulo Carvalho acompanha o mundo da TV desde 2009. Radialista formado e jornalista por profissão, há cinco anos escreve para sites. Está no RD1 como repórter e escreve semanalmente para a coluna Você Sabia?. Pode ser encontrado nas redes sociais no @pcsilvaTV ou pelo email paullocarvalho19@gmail.com.

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