Novelas da Globo
Nova safra de novelas da Globo promete e entrega!

Após um primeiro semestre tedioso, a Globo entrou na segunda metade de 2014 com um cardápio para ninguém colocar defeito. Talvez a pouca oferta – em termos de qualidade – nos primeiros seis meses esteja relacionada à temporada atípica que a TV viveu/vive, com Copa do Mundo e Eleições.

No início do ano a emissora ofereceu à sua plateia um menu daqueles. “Amores Roubados”, “Doce de Mãe”, “O Caçador” e “Meu Pedacinho de Chão” empolgaram e fizeram a diferença numa leva que trouxe a madorrenta “Em Família” e a decepcionante “Geração Brasil”. Parecia ser uma temporada daquelas.

Enquanto a trama de Manoel Carlos mostrou-se como um projeto em construção em pleno voo, com inúmeros problemas que foram da falta de agilidade do roteiro à escassez de história, o folhetim das sete frustrou aqueles que esperavam um enredo imperdível após a tenebrosa “Além do Horizonte”. Noves fora, quebramos a cara.

No campo das novelas, apenas o entrecho fabuloso de Benedito Ruy Barbosa é digno de aplausos. Embora esteja tecnicamente empatada com “Lado a Lado” e “Joia Rara” no quesito audiência – 18 pontos na Grande SP -,  a novela das seis mostra-se como o suprassumo do bom gosto em meio a tantos dessabores.

Malhação Sonhos
Elenco jovem da nova temporada de “Malhação”

Porém, a emissora voltou a surpreender neste mês. A nova temporada de “Malhação”, fincada na temática dos sonhos/desejos, ouso dizer, é a melhor dos últimos tempos. Meio Glee, meio “Malhação Múltipla Escolha”, a novelinha teen vem rendendo bons momentos desde a estreia. Com um elenco entrosado e um roteiro high-tech, sob as bençãos de Rosane Svartman e Paulo Halm, a produção vale a pena ser acompanhada.

O Rebu
Sophie Charlotte e Patrícia Pillar em cena de “O Rebu”

Às 23h, o estonteante argumento de “O Rebu”, de Bráulio Pedroso, ganha cores após 40 anos pelas mãos de George Moura e Sérgio Goldenberg, os mesmos de “O Canto da Sereia” e “Amores Roubados”. A trama ágil, com uma superfotografia (Walter Carvalho) e uma cenografia ímpar funde-se com interpretações dignas do Olimpo. Patrícia Pillar, Cássia Kis Magro, Tony Ramos, José de Abreu e Sophie Charlotte desfilam numa densidade dramatúrgica poucas vezes vista. Sublime.

E na faixa das 21h, Aguinaldo Silva se reinventa com uma trama ágil e imperdível. A história de José Alfredo (Chay Suede/Alexandre Nero) e família guia o eixo central de “Império”, novelão como há muito tempo não se via. Dividida em duas fases, a narrativa de Silva marca o apogeu da construção do império do protagonista. Por simples acaso, Zé acaba virando o braço direito de um contrabandista de diamantes, e herda desse sua fortuna. Enquanto isso, a cunhada, outrora sua paixão de juventude, acaba ficando viúva e criando dois filhos, um do falecido marido e outra que leva a crer que seja do neo-magnata.

Império
Marjorie Estiano, Chay Suede e Vanessa Giácomo chamaram a atenção na primeira fase de “Império”

Trinta anos depois, Eliane (Vanessa Giácomo/Malu Galli) está com os dias contados e ainda reluta em reencontrar seu passado. Ideia que não agrada nem um pouco à irmã e vilã da vez, Cora (Marjorie Estiano/Drica Moraes), que já planeja colocar pai e filha frente a frente. Tudo isso alinhado à crise que Zé Alfredo atravessa em seu casamento com Maria Marta (Adriana Birolli/ Lilia Cabral), quatrocentona decadente que bajula o primogênito Zé Pedro (Caio Blat) e ignora os outros dois filhos, Maria Clara (Andreia Horta), a queridinha do papai, e João Lucas (Daniel Rocha), o rebelde.

A história conta ainda com outros núcleos que merecem atenção, como o do blogueiro bicha má Téo Pereira (Paulo Betti), o do cerimonialista Claudio Bolgari (José Mayer), e o de Xana Summer (Aílton Graça). Nesses primeiros seis capítulos, que deixaram um gostinho de quero mais, é necessário destacar a interpretação de Chay, Giácomo, Marjorie, Drica e Betti, muitíssimo bem em seus respectivos papéis. “Império” promete!

Boogie Ooige
Francisco Cuoco e Deborah Secco estão no elenco de “Boogie Oogie”

E não para por aí. A Globo põe no ar nesta segunda (28) o mega-sucesso “Cobras & Lagartos”, de João Emanuel Carneiro, que passa a ocupar o “Vale a Pena Ver de Novo”. E no dia 4 de agosto, “Boogie Oogie”, folhetim de Rui Vilhena que promete trazer a era disco de volta com muito louvor. A julgar pelas chamadas, “Meu Pedacinho de Chão” será muitíssimo bem substituída. A ver.

Que Santa Clara interceda e nos proporcione dias melhores na telinha!

 

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