Marjorie Estiano sai de cena ovacionada
Marjorie Estiano sai de cena ovacionada

Marjorie Estiano não é apenas um rostinho bonito na TV. É, acima de tudo e principalmente, um grande talento em cena. Se o veículo acompanhou a evolução de Gloria Menezes, Betty Faria, Sônia Braga, Regina Duarte, Bruna Lombardi, Gloria Pires, Patrícia Pillar, Adriana Esteves e outras tantas, é hora de olhar com atenção para essa moça.

Marjorie não merece reverências e aplausos apenas pela Cora de “Império”. E aqui se pede licença a Drica Moraes para dizer o seguinte: a Cora da Marjorie é a megera que aprendemos a amar odiar. A cora da Drica era uma megera que faltava a sutileza e a delicadeza da primeira.

Estiano surgiu na TV em 2002, durante as audições do “Popstars”, do SBT – acabou eliminada na terceira fase do programa. Depois, fez alguns comerciais e uma ponta em “Malhação”, até retornar à novelinha teen nos idos de 2004, na pele da vilãzinha Natasha. Na sequência vieram “Páginas da Vida” (2006), “Duas Caras” (2007), da qual foi protagonista e não fez feio, “Caminho das Índias” (2009), “A Vida da Gente” (2011) e “Lado a Lado” (2012) – nas duas últimas, em plena forma, começou a se destacar ainda mais. Também acumula algumas séries em seu currículo, como “Amor em Quatro Atos” e “Eu Que Amo Tanto”.

Mas é pelas mãos de Aguinaldo Silva que ela, uma vez mais, mostra a sua cara. Sabe-se lá o porquê, o destino trabalhou para levar a atriz de volta ao corpo de Cora – ou seria o contrário?

Saiba tudo o que acontece em “Império”

Em seu retorno, desacreditada por alguns, ocupou o papel que lhe caiu como uma luva. A tia recalcada, virgem, invejosa, inescrupulosa e mau caráter de Cristina (Leandra Leal) regressou ao entrecho da família Medeiros, revitalizando a insaciável tarefa de se entregar e fazer mulher com a ajuda do Comendador José Alfredo (Alexandre Nero). E quem disse que Marjorie não poderia ser tia de Leandra? Pode sim! Eis um upgrade que “Império” necessitava.

Cora matou, roubou, enganou, provocou, chantageou e brilhou. A certo ponto, a seguinte conclusão tomava conta: o lado perverso da personagem ficou com a Drica. E o lado cômico, com a Marjorie. Aqui não se apedreja a guinada que a bandida tomou na história, como alguns têm feito, pelo contrário, louva-se a decisão necessária adotada por Silva para reorganizar todas as dezenas de personagens da trama, em volta da vilã que, com xixi de jacaré (santo remédio!), voltava a ofuscar e ser ovacionada pelo público e crítica.

Na quarta-feira (18), numa das cenas do capítulo de “Império”, Cora se atirou na frente do amado para salvá-lo de um tiro deflagrado por Maurílio (Carmo Dalla Vecchia). A sequência, em câmera lenta e ritmo suave, expandiu quão marcante é o talento da jovem. Sangrando, a megera pede um último beijo e lamenta o fato de ter que morrer donzela. Comovente.

Mas Cora é torta. A personagem é um dos exemplos que a sociedade tenta expurgar. Cora é a personificação das mazelas e tropeços que acomete cada um de nós, diariamente. Cora não é Marjorie, mas ao mesmo tempo Marjorie é Cora e imprime à essa contornos tão humanos e pueris que nos levam a ignorar tantos pontos negativos e desvios éticos. Tudo isso e muito disso deve-se única e exclusivamente a Marjorie.

Aos 32 anos, a atriz e cantora desponta com uma bagagem e eloquência que cativa e chama atenção. Muitos trabalhos virão. Marjorie merece. O público também. E a esse cabe aplaudi-la.

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