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Matthew McConaughey adora a novela “Viver a Vida” – mas Manoel Carlos já fez coisa muito melhor!

Duh Secco 19:00 :: 02/01/2017

Matthew McConaughey é fã de “Viver a Vida” – certamente não sabe o que Maneco tem de bom

Em entrevista à revista “Veja” – por ocasião do lançamento de “Sing – Quem Canta Seus Males Espanta”, animação em que dubla o protagonista Buster Moon, um coala – Matthew McConaughey declarou ser apaixonado pelo Brasil. Casado com a modelo brasileira Camila Alves, McConaughey disse ainda adorar as novelas brasileira, especialmente “Viver a Vida”, folhetim de Manoel Carlos, dramática e excelente; “sinto falta, não tem melhor”, palavras dele. Pô, Matthew! Logo “Viver a Vida”, uma das novelas mais apáticas do Maneco?

Tá certo que o enredo era perfeito – Luciana (Alinne Moraes), no auge da carreira de modelo, sofre um acidente que a deixa tetraplégica, tendo de reconstruir sua vida ao lado de Miguel (Mateus Solano), irmão gêmeo de seu ex-noivo, Jorge (também Solano, óbvio). Mas o desenvolvimento deixou a desejar; principalmente, no que diz respeito a Helena (Taís Araújo), a mais apática das personagens com este nome que compõem a galeria do autor. Quer drama dos bons mesmo, McConaughey? Eis cinco folhetins de Manoel Carlos que são, sim, muito melhores que “Viver a Vida”. Dá uma olhada…

“Felicidade”, de 1991, tinha uma Helena (Maitê Proença) bem mentirosa – chegou a forjar uma gravidez para convencer o marido a levá-la para o Rio de Janeiro, onde residia o boy dos seus sonhos, Álvaro (Tony Ramos). Este era casado com a psicótica Débora (Vivianne Pasmanter), que, para manter Helena afastada de seu marido, não hesitou em fazer mal à filha dela, Bia (Tatyane Fontinhas Goulart), também herdeira de Álvaro. A vilã planejou atirar a menina de tudo que é lugar, do Pão de Açúcar ao alto de uma igreja (vídeo abaixo). Se segura, Matthew, que a cena é forte!

Outro dramalhão de Manoel Carlos: “História de Amor”. Aqui, as tintas não eram tão fortes – ninguém tentou atirar ninguém de lugar algum; só Sheila (Lilia Cabral) que teve seus momentos de insanidade e sufocou Paula (Carolina Ferraz) com o travesseiro. Agora, bate-boca, sacolejo e tapa na cara… Somando todas estas modalidades, uma média de 10 bafões por capítulo! Dentre eles, este aqui com a já citada Paula e a Helena (Regina Duarte) da vez. Bastante barraqueira, a protagonista não levava desaforo para a casa; Paulinha que o diga!

E o que dizer de “Por Amor”, que, de tão dramática, chegou a ser tachada de “mexicana” – numa época em que os folhetins cucarachos bombaram forte por aqui. Outra vez Helena, Regina Duarte contracenava com a filha, Gabriela, a Eduarda. As duas atravessam juntas os longos nove meses de uma gestação; o bebê de Helena nasce sadio e o de Eduarda, morto, após um parto difícil que a impede ser mãe outra vez. Aí Helena, egoísta da raiz do cabelo ao dedão do pé, passa por cima do desejo do marido Atílio (Antonio Fagundes) de ser pai e troca os bebês… Doida define.

Outro sacrifício materno – sim, Matthew, as melhores Helenas tinham problemas com os filhos – foi o da protagonista (Vera Fischer) de “Laços de Família”, que abriu mão do namorado, Edu (Reynaldo Gianecchini), a favor da filha, reconstruiu a vida com Miguel (Tony Ramos) e depois abandonou este outra vez em prol de Camila (Carolina Dieckmann), que, acometida pela leucemia, necessitava de um transplante de medula; o que levou Helena a engravidar do pai da moça, Pedro (José Mayer). Nessa confusão toda, destaque para Íris (Deborah Secco), a meia-irmã de Helena que queria punir a sobrinha “Judas” – e acabou tomando uns sopapos da mana…

Em 2003, a insossa Helena de Christiane Torloni – em menor escala do que a de “Viver a Vida”, convém salientar – se revelou a personagem mais sem conflito de “Mulheres Apaixonadas”. Eram tantas tramas boas numa única novela que, sério, difícil saber a que enfrentou a maior crise, o maior drama… Raquel (Helena Ranaldi) sofria violência doméstica, Lorena (Susana Vieira) se apaixonava por um rapaz mais jovem, Heloísa (Giulia Gam) se corroía de ciúmes do marido e Santana (Vera Holtz) era alcoólatra – o que gerou aquela piadinha da “Santana movida a álcool”.




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