Claudia e elenco de Raia 30, o musical
Claudia Raia, que completou 50 anos nesta sexta-feira (23), com o elenco do musical “Raia 30”

Ela atua, dança, canta e encanta! Claudia Raia chegou nesta sexta-feira (23) aos 50 anos ocupando um dos postos de maior prestígio da cena artística do país. Para celebrar esta data, o RD1 resolveu passear pela galeria de tipos marcantes da atriz na TV, elegendo cinco personagens fundamentais em sua trajetória.

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Como Ninon em “Roque Santeiro”, sua estreia em novelas

Claudia estreou na TV em “Viva o Gordo”, humorístico de todas segundas, capitaneado por Jô Soares (que criou um quadro para ela, o “Vamos Malhar?”, e com quem chegou a namorar). Mas foi o início em novelas, como a prostituta Ninon de “Roque Santeiro”, que a tornou nacionalmente conhecida. Aos 18 anos, foi ladeada com o troféu APCA e o Troféu Imprensa de “revelação” e “pessoa do ano”, respectivamente. Aliás, foi neste trabalho de Dias Gomes e Aguinaldo Silva que conheceu Alexandre Frota, colega de elenco que viria se tornar marido no ano seguinte.

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Na capa da trilha internacional de “Sassaricando”, que lhe rendeu a escalação para o “TV Pirata”

Sua longeva parceria com Silvio de Abreu teria começado em “Cambalacho” não fosse o esticamento de “Roque Santeiro”. Em 1987, se uniu ao autor em “Sassaricando, colocando sua Tancinha – e o bordão “me tô divididinha” – na boca do povo. Sucesso em todas as esferas, Tancinha credenciou Claudia para o inovador “TV Pirata”, onde interpretou tipos como a presidiária Tonhão e a vilã de novela mexicana Penélope. Voltou para os folhetins com “Rainha da Sucata” e ganhou a primeira protagonista em “Deus Nos Acuda”, ambas de Silvio de Abreu. Nesta última, conheceu Edson Celulari, pai de seus dois filhos, Enzo e Sophia.

Com “Engraçadinha”, a consagração de Claudia Raia como atriz dramática

Consagrada na comédia, Raia foi vista com descrédito por uma determinada parcela do público e da imprensa quando foi escolhida para viver a dramática Engraçadinha. Na minissérie baseada na obra de Nelson Rodrigues, “Engraçadinha – Seus Amores e Seus Pecados”, a atriz arrasou como a mulher infeliz no casamento, reprimida sexualmente (reflexo de um passado de luxúria, quando se envolveu, sem saber, com seu meio-irmão). “Engraçadinha” foi dirigida por Denise Saraceni, hoje à frente de “A Lei do Amor”, onde Claudia responde por Salete.

Vilã de “Torre de Babel”, Ângela Vidal colocou Claudia Raia nas capas de todas as revistas em 98

Em 1996, todas as habilidades de Claudia Raia, especialmente as de cantora e bailarina, ganharam espaço na Globo, com o mensal “Não Fuja da Raia”, interrompido em razão de sua primeira gravidez. Seu retorno após o parto se deu em “Torre de Babel”, outra vez com Silvio de Abreu. Inicialmente rejeitada pela audiência, a novela subiu consideravelmente com a aposta na vilania de Ângela Vidal. Criticada por uma interpretação robótica nos primeiros meses de folhetim, Claudia arrebatou a imprensa, com a guinada visceral da personagem. Tanto “Não Fuja da Raia” quanto “Torre de Babel” estão atualmente em exibição no Viva.

Em “Tititi”, destaque como Jaqueline Maldonado, praticamente protagonista da trama

Nos anos 2000, Claudia viveu a transexual Ramona em “As Filhas da Mãe”, a vampira Mina em “O Beijo do Vampiro” e a cantora sertaneja convertida em madame Donatela, de “A Favorita”; sem sombra de dúvida, um de seus melhores papeis. Também enfrentou personagens aquém de seu talento, como Agatha de “Sete Pecados” e Lívia de “Salve Jorge”. Mas o destaque da década vai para Jaqueline Maldonado, de “Tititi”. Uma personagem valiosa, que explorou todas as facetas da atriz, quase que tomando a trama para si.

 

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