Coluna "PRIMEIRA PÁGINA" aborda exposição de Rodrigo Faro na tela da Record

O anúncio do novo programa de Rodrigo Faro, ao vivo e diário, é algo que deve ser analisado com cuidado. Mais que um simples investimento em um profissional que se mostrou talentosíssimo nos últimos tempos, está em jogo a imagem do mesmo, que, como o passado mostra, pode ser comprometida tamanha a exposição.

Rodrigo não precisa provar mais nada a ninguém. Canta, atua, dança e apresenta, o típico artista hollywoodiano repleto de facetas. Ao lançá-lo a mais este desafio, a Record tende, mesmo que sem intenção, ou até mesmo por falta de raciocínio estratégico, saturar uma das poucas coisas que ainda funciona em sua programação.

Mesmo que ele venha a se dedicar apenas ao “Programa do Faro”, que terá 1h30 de duração, e ao “O Melhor do Brasil”, no ar por tediosas 5h – a Record anunciou que Marcos Mion assume o comando da próxima temporada do “Ídolos -, Faro terá uma desnecessária superexposição na tela do canal. É o típico caso de “mexer no time que está ganhando”.

O passado, mesmo que a Record se recuse a consultá-lo, comprova isso. O “Hoje em Dia”, que chegou ter edições aos sábados e domingos e uma versão vespertina, a saga de “Os Mutantes”, “Rei Davi”, reprisado à demasia, e “A Fazenda”, impregnando a programação como um todo, são alguns casos que comprovam que o público não responde bem à exposição desenfreada.

Se é vital para a emissora neste momento que uma alavanca seja criada para salvar o horário nobre, em frangalhos com a concorrência de SBT e Band, nada mais compreensível que seja Faro a opção para colocar em prática este plano. Mas para isso é necessário que o apresentador deixe o comando de “O Melhor do Brasil”, assim como aconteceu no “Ídolos”, e um outro profissional seja escolhido para comandar o semanal. É a mais básica das lições, o excesso de exposição joga contra.

Rodrigo será o mais prejudicado, tendo sua imagem desgastada, assim como aconteceu com Gilberto Barros nos tempos de Bandeirantes, Ratinho no início dos anos 2000, no SBT, e atualmente com Datena, na mesma Band. A repetição causa ânsia ao público, que não pensa duas vezes em trocar de canal.

Faro, pelo incrível que pareça, está mal assessorado. Se há um interesse por parte dele de comandar um programa diário e ao vivo para concorrer com Ratinho na faixa das 21h, que ele deixe o comando de “O Melhor do Brasil”. O passado da TV está aí para adiantar o futuro que o aguarda. E não precisa ser visionário para entender isso. Uma pena.

 

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