“Programa do Jô” chega ao fim; o que rolou na última edição e a reação das redes sociais

Jô Soares com uma das caricaturas de Ziraldo; convidado presenteou apresentador.

Fim de uma era. Ontem (16), a Globo pôs o ponto final na história do “Programa do Jô”, talk-show diário de Jô Soares, após nada mais, nada menos do que 28 anos de entrevistas – somando aí o período em que esteve à frente do “Jô Soares Onze e Meia”, no SBT. Homenagens do público, VTs com cenas inesquecíveis dos 16 anos de Globo, uma plateia formada por profissionais de TV (e algumas celebridades) e um bate-papo descontraído com Ziraldo, recordista de entrevistas no programa com 24 participações, marcaram o último episódio da atração.

Vestido de branco, e usando gravata borboleta, Jô agradeceu a Silvio Santos por ter mudado sua vida, ao acreditar no projeto de talk-show que o levou para o SBT no final da década de 80. Também a Max Nunes, seu parceiro de décadas, até o falecimento, ano passado. Depois, rememorou sua relação com a Globo – ou, mais diretamente, com a alta diretoria da casa. Atribuiu seu retorno à emissora a Marluce Dias da Silva, ex-diretora geral, ao então diretor de jornalismo Evandro Carlos de Andrade e Érico Magalhães, então responsável pelo RH.

Tratou José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, ex-vice presidente de operações da casa, com ironia, por ter tentando impedir seu êxito no SBT, censurando a exibição de seus comerciais na Globo. E relembrou o trato sempre carinhoso com Roberto Marinho, reexibindo, inclusive, trechos da entrevista que fez com o empresário por ocasião de seu regresso ao canal, em 2000.

Na plateia, o hoje diretor-geral da Globo, Carlos Henrique Schroder, assistia a tudo atentamente; Ricardo Waddington o acompanhava, assim como os publicitários Nizan Guanaes e Marcos Quintela. Os demais participantes eram todos convidados de Jô ou da casa, incluindo a equipe técnica do “Altas Horas”, também produzido na Globo São Paulo, guiada por Serginho Groisman, que deixou o SBT rumo à Vênus Platinada junto com Jô.

Ovacionado pelo público e pelos colegas de palco – o garçom chileno Alex e o quarteto (que voltou a ser quinteto com a participação de Tomati) – Jô foi surpreendido com duas homenagens: um blues gravado por um fã do programa sobre a atração e as caricaturas feitas por Ziraldo ao longo de todo esse tempo de amizade com o apresentador. O cartunista se divertiu: “Você é tão bem feitinho que é difícil fazer caricatura”. A cada bloco, trechos de entrevistas marcantes, como a que realizou com Hebe Camargo, Lolita Rodrigues e Nair Bello.

Jô se emocionou ao final do programa; chorou, mas não de forma copiosa como na última semana, quando entrevistou Roberto Carlos. Despediu-se com “daqui a pouco a gente volta” e, claro, “beijo do gordo”. Nas redes sociais, o público recebeu o final com tristeza e agradeceu Jô por ter “ido para a cama” com todos nós durante todos esses anos.

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.