Rui Vilhena e João Emanuel Carneiro disputam o mesmo apelido na Globo

O autor Rui Vilhena
O autor Rui Vilhena

Na Globo, existe uma unanimidade nos comentários sobre o esforço de Rui Vilhena à frente dos textos de “Boogie Oogie”. A trama das 18h vem surpreendendo os diretores da rede com sua forma de chamar atenção do público e segurar a audiência. O autor recebeu do diretor Ricardo Waddington o apelido de “capitão gancho”.

Muito usado na dramaturgia, ‘gancho’ é um instrumento específico para prender a atenção dos telespectadores, e considerado o fator mais importante para seduzi-los para assistir ao próximo capítulo – ou até mesmo bloco, como é o caso de Vilhena.

O autor é comparado a João Emanuel Carneiro, escritor de  sucessos como “Avenida Brasil” (2012) e “A Favorita” (2008), que tiveram um ritmo mais ágil, próximo do adotado em séries. JEC também ganhou o apelido de “capitão gancho” nos bastidores da emissora, mas certamente não imaginava que teria um concorrente à altura.

Vilã sem destaque

Aguinaldo Silva concorda com as críticas vindas de internautas que pedem mais destaque para Cora (Drica Moraes). Apontada como a grande vilã da história, a personagem vem perdendo funções na trama. Segundo o autor, a megera cometerá um assassinato nos próximos capítulos.

A propósito

Um dos motivos que explicam a falta de destaque de Cora é o crescimento de Maria Marta na história. A interpretação de Lilia Cabral e sua química com Alexandre Nero, o José Alfredo, renderam ainda mais cenas à personagem, que nos próximos capítulos travará uma guerra com o comendador.

Não vale a pena ver de novo

Com o crescimento de audiência do “Programa da Tarde”, a Record adiou a ideia de criar uma faixa para reprises de novelas, considerada por alguns diretores como essencial para o futuro da dramaturgia no canal. “Escrava Isaura” (2004), “Bela, a Feia” (2009) e “Rebelde” (2011) figuram entre as tramas mais pedidas pelo público.

Pitty teve música censurada neste domingo (7)
Pitty teve música censurada neste domingo (07)

Que foda!

A cantora Pitty foi censurada pela edição do “Esquenta!” ao cantar a música “Me Adora”. A palavra ‘foda’ não apareceu na legenda da canção, assim como no áudio. Vale lembrar que, em outras ocasiões, o próprio “Esquenta!” permitiu palavrões em músicas. O cantor Naldo, por exemplo, já cantou na íntegra a música “Exagerado”, em que aparece a palavra ‘gozar’.

Em 2011, o “Caldeirão do Huck” também não censurou a música “Eu Te Amo, Porra”, do cantor Tomate, que participou do programa. Na ocasião, apenas a legenda e o nome da canção não foram mostrados.

De mal à pior

“Geração Brasil” é a prova de que mudanças na sinopse podem prejudicar ainda mais a audiência das novelas. A trama vem fechando com médias entre 17 e 19 pontos nas últimas semanas, abaixo do que vinha sendo registrado até julho, quando o folhetim de Filipe Miguez e Izabel Oliveira estava marcando 20 pontos.

Público limitado

Entrando em sua última semana na Globo, “O Rebu” acumula uma média de 15 pontos, bem abaixo de suas antecessoras na faixa. Na emissora, um dos pontos negativos avaliados pela direção é a estrutura criada para a história: quem não conferiu os primeiros capítulos perdeu o ‘fio da meada’.

Beijo do gordo

O “Programa do Jô” voltará a ter edições inéditas nesta segunda-feira (8). Gravações com Chay Suede e Cláudia Leitte foram realizadas, após algumas semanas de afastamento de Jô por causa de uma pneumonia. Até a última sexta-feira (5), a Globo estava reprisando várias entrevistas marcantes.

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Daniel Ribeiro cobre televisão desde 2010. No RD1, ao longo de três passagens, já foi repórter e colunista. Especializado em fotografia, retorna ao site para assinar uma coluna que virou referência enquanto esteve à frente, a Curto-Circuito. Pode ser encontrado no Twitter através do @danielmiede ou no danielribeiro@rd1.com.br.