Regina Duarte (Raquel) e Glória Pires (Fátima) em “Vale Tudo”, que retorna hoje (18), 15h30, no Canal Viva (Imagem: Divulgação / Globo)

Noveleiro inveterado que sou, cá estou nesta segunda-feira (18) à espera de “Vale Tudo” no Viva. O canal celebra os 30 anos do folhetim com uma nova reapresentação, às 15h30 e 00h30 – na íntegra, tal e qual em 2010, conforme anunciado no jornal “O Globo” de ontem (17); uma resposta, enfim, ao público que temia a adoção dos cortes aplicados em “Bebê a Bordo”, também de 1988. Conforme prometido há tempos (peço perdão pelo atraso), revisito os bastidores da trama neste especial. Aproveitem!

Os autores Aguinaldo Silva e Gilberto Braga, naquele 1988 de “Vale Tudo” (Imagem: Reprodução / Regina Rito)

– Talvez por ter nascido de um debate entre familiares de Gilberto Braga – a respeito de um tio, comissário de polícia, de conduta ilibada –, “Vale Tudo” é, quase sempre, atribuída única e exclusivamente ao autor. Foi o que aconteceu, por exemplo, na primeira versão da chamada da reestreia no Viva. A novela, porém, foi escrita a seis mãos: as de Gilberto; as de Leonor Bassères, sua parceira desde “Brilhante” (1981); e as de Aguinaldo Silva, a convite do “pai da ideia”, que desejava passar pela experiência de trabalhar com um profissional já consagrado.

– A obra fora, a princípio, batizada de “Pátria Amada”, título descartado por ter sido utilizado em um longa-metragem de Tizuka Yamasaki – no caso, “Patriamada”, de 1985.

– Gilberto costumava escrever durante a madrugada; já Leonor e Aguinaldo optavam pelas primeiras horas da manhã. 30 anos depois, talvez fique difícil identificar o estilo de cada autor nos diálogos de “Vale Tudo”. Saiba, porém, que Gilberto Braga escreveu – segundo matéria do Jornal do Brasil, de 7 de dezembro de 1988 – a cena em que Raquel (Regina Duarte) admite, pela primeira vez, o mau-caratismo de Maria de Fátima (Gloria Pires); também o pacto desta e de Odete Roitman (Beatriz Segall), que culmina com a separação de Raquel e Ivan (Antonio Fagundes). Já Leonor Bassères assinou o acerto de contas de Odete e Heleninha (Renata Sorrah), anterior à morte da vilã. Por sua vez, Aguinaldo Silva responde pelos desaforos disparados por Aldeíde (Lilia Cabral) ao chefe, Marco Aurélio (Reginaldo Faria); ainda, o encontro de César (Carlos Alberto Riccelli) e Odete em um videoclube.

Reginaldo Faria (Marco Aurélio) e Cássia Kis (Leila) em “Vale Tudo” (1988) (Imagem: Divulgação / Globo)

– No primeiro capítulo, Raquel, guia de turismo, pede cuidado a dona Mildred, uma de suas passageiras. “Dona Mildred” é uma referência à protagonista de “Alma em Suplício” (1945), de Michael Curtiz, que rendeu o Oscar de melhor atriz a Joan Crowford, como a simplória mãe que enriquece, mas continua enfrentando o desprezo da filha (Ann Blyth). Trata-se de uma homenagem ao filme, que inspirou um dos “pontos de virada” da primeira sinopse da trama: Maria de Fátima mataria Marco Aurélio; Raquel se entregaria à polícia, poupando a filha do “castigo”. Espichada – para evitar a estreia da substituta “O Salvador da Pátria” em novembro –, a novela abdicou deste mote; sobrou então para Odete Roitman, vítima de um dos “quem matou?” de maior êxito em todos estes anos de telenovela.

– Também marcada para morrer estava Heleninha, em um desastre de carro “ambíguo”: teria a artista plástica com problemas de alcoolismo sido vítima de um acidente ou se suicidado, após flagrar o marido Ivan na cama com Raquel?

– A sinopse passou por outras alterações, antes da estreia – prevista para 2 de maio, ocorrida no dia 16. Fátima venderia a casa da mãe, Raquel, por volta do capítulo 40; Daniel Filho e Dennis Carvalho convenceram Gilberto a precipitar este “evento”. Raquel chegou a ser motorista de ônibus e vendedora de óleo de bronzear, antes de enveredar pela cozinha; foi Gilberto Braga quem determinou que o trabalho da protagonista fosse ligado a algo essencial à vida. Curiosamente, em “Alma em Suplício”, a heroína também fatura com seus dotes culinários.

– Os Roitman eram proprietários de uma indústria de armamentos, convertida em empresa aérea, a Transcapital Aero Linhas (TCA). Nomes de personagens também foram alterados: Aurélia virou Celina (Nathalia Timberg), Gerson foi rebatizado Rubinho (Daniel Filho), Laís convertida em Maria de Fátima, Olivério transformado em Marco Aurélio e Helena passou a ser chamada Raquel – posteriormente, Regina Duarte viveu três “Helenas” de Manoel Carlos.

Beatriz Segall como Odete Roitman, a grande vilã de “Vale Tudo” (1988) (Imagem: Divulgação / Globo)

– “Vale Tudo” marcou o retorno de Paulo Ubiratan à direção-executiva, após um ano longe do trabalho por conta de problemas de saúde. E de Dennis Carvalho à direção-geral, após retomar a carreira de ator em “Brega & Chique” (1987). No elenco, os novatos Flávia Monteiro (Fernanda), João Camargo (Freitas), Lala Deheinzelin (Cecília), Marcello Novaes (André), Paulo Reis (Olavo), Renata Castro Barbosa (Flávia) e Otávio Muller (Sardinha), indicado para o personagem pelo primo, Cazuza, a Gilberto Braga. Dentre os figurantes, Adriana Esteves, Edson Fieschi, Humberto Martins, Lu Grimaldi e Marcos Oliveira. Foi também a volta de Pedro Paulo Rangel (Poliana) às novelas da Globo, dez anos após o término de “O Pulo do Gato” (1978).

– Beatriz Segall também regressava à emissora, cinco anos após viver a humilde Eunice em “Champagne” (1983). A atriz foi desacreditada pelo supervisor, Daniel Filho; Odete Lara e Tônia Carrero foram as primeiras estrelas cotadas para o papel. Odete Roitman tornou-se sinônimo de maldade – e “obrigou” Beatriz a fugir de personagens similares nos anos seguintes. O referencial de “malvadeza” da vilã, contudo, nem era tão “ruim” assim: Gilberto Braga a considerava uma nova Chica Newman, a grã-fina que interferia na vida do filho homossexual, Inácio (Dennis Carvalho), em “Brilhante” (1981). Curiosamente, Fábio Villa Verde viveu o neto das duas megeras: Tiago, de ‘Vale’, e Silvinho.

– Tão desacreditado quanto Beatriz como Odete foi Reginaldo Faria, na pele de Marco Aurélio. O ator, habituado a tipos simpáticos – como André Spina / Jacques Leclair, de “Tititi” (1985), então em cartaz no “Vale a Pena Ver de Novo” –, surpreendeu público e equipe. Reginaldo vinha de “Corpo Santo” (1987), da Manchete, tal e qual Lídia Brondi – que declinou do convite para “Olho por Olho”, também do canal dos Bloch, ao atender ao chamado de Solange Duprat. Foi a rival de Solange quem deu o start nas gravações de “Vale Tudo”: Fátima, de Gloria Pires, abriu os trabalhos da novela, com a cena em que desembarca no Rio de Janeiro.

Adriano Reys (Renato) e Lídia Brondi (Solange) em “Vale Tudo” (1988) (Imagem: Divulgação / Globo)

– Dentre as inúmeras peculiaridades de produção, destaque para o cabelo de Lídia Brondi, copiado por dez em cada dez jovens oitentistas, ligada num visual “moderninho”. A atriz não pintou o cabelo de ruivo, como muitos acreditaram: os fios sofreram reflexos suaves, acrescidos por aplicação de henna vermelha; a tintura foi descartada para evitar danos aos fios. Já a característica franja foi pensada para ampliar o rostinho miúdo de Lídia. A ideia de repaginar as madeixas de “Solange Duprat” partiu da figurista Helena Gastal – que também colocou Beatriz Segall com saias acima do joelho, fortalecendo o perfil “sedutora” de Odete Roitman.

– Já o whisky, “fiel companheiro” de Heleninha, nada mais era do que mate concentrado diluído em água. A fórmula partiu da produtora de arte Cristina Médicis, que renovava o estoque de garrafas toda semana – já que o envelhecimento afetava o gosto, não muito agradável, da mistura. Álcool, de fato, só em sequências que pediam champagne e vinho, devido às dificuldades de reproduzir as cores das bebidas.

– A trilha sonora, por sua vez, contou com os palpites de Gilberto Braga, sempre interessado na área. Foi ele quem sugeriu ‘Faz Parte do Meu Show’, de Cazuza, como tema de Solange. A música se tornou a mais executada do ano! O poeta também respondia pelo tema de abertura, ‘Brasil’, composto com George Israel e Nilo Romero, gravado por Gal Costa.

Lala Deheinzelin (Cecília) e Cristina Prochaska (Laís) em “Vale Tudo” (1988) (Imagem: Divulgação / Globo)

– A Censura Federal, agonizante, interviu em sequências de “Vale Tudo” – cortando, por exemplo, a primeira noite de César e Fátima, ainda em Foz do Iguaçu. Também “atacadas” foram Cecília e Laís (Cristina Prochaska), que mantinham um relacionamento homoafetivo há 15 anos. A ideia, desde o início, era abordar a batalha de Laís pelo patrimônio construído com a esposa, após a morte desta; Marco Aurélio, irmão de Cecília, tentava tomar os bens na Justiça. A trama baseava-se na história real do fotógrafo Marcos Rodrigues, que reivindicava os direitos à herança do companheiro, o pintor Jorginho Guinle.

– O então diretor da Censura, Raimundo Mesquita, chegou a classificar o relacionamento homossexual como “aberração”. Uma cena em que Cecília e Laís contavam sobre a relação e o preconceito que sofriam a Heleninha foi integralmente vetada. A partir daí, diálogos foram suavizados; o termo “amor” foi substituído por “amizade”, numa fala de Renato (Adriano Reys) sobre as amigas. Em meio à polêmica, Mendonça (Débora Duarte), de “Bebê a Bordo” – então no ar às 19h –, deixou de emular o “perfil homossexual” ao se descobrir apaixonada por Tonhão (José de Abreu).

– “Vale Tudo” causou reações de moradores do Catete, Rio de Janeiro, que queixaram-se da forma pejorativa com a qual Maria de Fátima se referia ao bairro. Os autores atribuíam os comentários ao caráter torpe da personagem – que causou, inclusive, problemas de saúde a Gloria Pires, com alterações da tireoide, provocadas (provavelmente) pela carga emocional e de trabalho.

– O hoje senador Ronaldo Caiado, então presidente da União Democrática Ruralista (UDR), também se queixou de uma fala de Odete Roitman, então envolvida em uma disputa de terras. O texto insinuava a oposição de Caiado à sempre debatida reforma agrária.

– Já a equipe do folhetim se incomodou com as tentativas do candidato a prefeito do Rio de Janeiro, José Colagrossi (PMDB), de relacionar seu perfil ao de Raquel – que ascendeu socialmente, pautada pela honestidade e pela força de vontade –, atribuindo ao adversário Álvaro Valle (PL) a condição de “Maria de Fátima da disputa eleitoral”. Por fim, Marcello Alencar (PDT) sagrou-se vencedor.

– A estreia de “Vale Tudo” se deu em meio ao temor do departamento comercial com “o meu cartão de crédito é uma navalha”, do tema de abertura, ‘Brasil’. O verso poderia afugentar bancos interessados em anunciar na trama – conforme narrado no livro “Teletema – A História da Música Popular Através da Teledramaturgia Brasileira”, de Guilherme Bryan e Vincent Villari. Bobagem! Com o êxito da produção, o Banco Real logo assumiu as transações financeiras das personagens.

– A Gradiente – que ensaia retomar suas atividades no Polo Industrial de Manaus – se serviu da novela para divulgar novíssimos aparelhos de som, o micro Expert MSC e o videogame Atari, preferido de Bruno (Danton Mello), filho de Ivan e Leila (Cássia Kis). Os sutiãs Du Loren ocuparam as páginas da revista Tomorrow, editada por Renato e Solange, também responsáveis por um livro sobre as camisetas Hering. Quase todo mundo bebericava cerveja e guaraná Antarctica, enquanto Raquel aquecia os molhos da Etti num fogão Semmer e os mais abastados cogitavam investir nos empreendimentos da Construtora Encol. O folhetim contou até com merchandisings do aeroporto de Búzios, do investidor Umberto Modiano; e do moderno teste de DNA, então realizado apenas em São Paulo, por um único profissional. E de uma companhia de seguros, após a “partida” de Odete: “Nunca se sabe o dia de amanhã. Faça seguro”.

– Porém, nenhuma ação foi tão certeira quanto a do Caldo Maggi, cuja fabricante Nestlé levou Raquel a vencer uma disputa culinária com seu creme de leite. Na reta final, o Caldo Maggi – que, na época, ainda colocou sua galinha azul para dançar no “Viva a Noite”, de Gugu Liberato – promoveu o concurso “Quem matou Odete Roitman?”, apresentado por César Filho nos intervalos da programação da Globo. A emissora, aliás, foi a público negar uma fantasiosa versão repercutida na imprensa acerca do resultado da promoção: a de que teria vendido à Nestlé o direito de “escolher” o assassino da megera-mor; nas apurações, o mordomo Eugênio (Sérgio Mamberti) liderava, com 24%, seguido de perto por Marco Aurélio, com 23%. A assassina, Leila, despertou a desconfiança de apenas 6% dos participantes.

– Odete Roitman foi alvejada por três tiros na véspera de Natal, 24 de dezembro de 1988, sem ver a cara de seu algoz. Ao encaminharem o roteiro do último capítulo, gravado no dia 30, à produção, os autores pediram desculpas: “Estamos morrendo de vergonha de mandar pra vocês este último capítulo desfalcado das páginas 2 a 9, numa tentativa de manter em segredo o assassino de Odete Roitman…”. As cenas das tais páginas foram gravadas em 6 de janeiro de 1989, horas antes do “fim” – aniversário de 31 anos da “assassina” Cássia Kis.

– Outros quatro finais foram escritos, apenas para despistar a imprensa: César atirava em Odete por vingança, ao descobrir que ela não havia remetido US$ 500 mil dólares, prometidos a ele, para uma conta na Suíça; Olavo atingia a malvada, durante uma malsucedida tentativa de chantagem; Queiroz (Paulo Porto), sócio da Tomorrow, reagiu violentamente ao deboche da madame, após se declarar apaixonado por ela; e Bruno, o filho pré-adolescente de Leila, disparava para defender o padrasto, Marco Aurélio, da tentativa da vilã de manda-lo para a cadeia.

– “Vale Tudo” foi eleita a melhor novela de 1988 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e no Troféu Imprensa, conduzido por Silvio Santos. Gloria Pires levou o APCA de melhor atriz – assim como Sérgio Mamberti (ator coadjuvante) e Paulo Reis (ator revelação); já o “TI” premiou Beatriz Segall – com direito a crítica de Marília Pêra, no palco da atração para receber sua estatueta por “Brega & Chique”, que enalteceu o trabalho de Regina Duarte, por ser “mais difícil” viver a heroína do que suas antagonistas.

– A repercussão do folhetim chegou à prova de direito comercial de um concurso para promotor de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, com questões baseadas na “constituição” da TCA e em uma das atas de reuniões da empresa dos Roitman.

– “Vale Tudo” foi comercializada para mais de 30 países. Dentre estes, destaque para Cuba, onde as exibições às segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras, às 21h30, conquistavam cerca de 85 pontos, segundo o Instituto de Investigações Sociais; até então, apenas “Escrava Isaura” (1976), primeira novela brasileira a “desembarcar” na terra de Fidel Castro, também de Gilberto Braga, havia atingido índices similares. A novela contava com um compacto aos domingos, 17h – já que muitos telespectadores perdiam um capítulo ou outro, por conta do racionamento de energia. O nome da empresa de Raquel, “Paladar”, serviu para batizar uma rede clandestina de restaurantes, geridos em âmbito familiar, após a legalização.

– Em 2000, a Globo e a Telemundo – rede de emissoras abertas voltada para a comunidade latina nos Estados Unidos – firmaram parceria para a produção de uma versão de “Vale Tudo” para o mercado hispânico. Leonor Bassères e Denise Bandeira – parceira de Gilberto em “Intolerância”, seu próximo trabalho – respondiam pela adaptação; Herval Rossano, então diretor, já havia escalado Nívea Maria, sua esposa na época, para reviver Odete Roitman (rebatizada Lucrécia). No ano seguinte, Yves Dumont, egresso da Record, assumiu o texto; Reynaldo Boury, a direção.

– O projeto só saiu do papel em 2002, com Yves e Wolf Maya. Itatí Cantoral, a Soraya Montenegro de “Maria do Bairro” (1995), fora escalada para Raquel; Antonio Fagundes surgiu em participação afetiva, como Salvador (Sebastião Vasconcelos por aqui), pai de Raquel. Dentre as modificações, a retirada das lésbicas Cecília e Laís do roteiro. Uma das sugestões de Dumont, contudo, não foi acatada. E, posteriormente, acabou apontada como um dos motivos da rejeição à trama pelo público-alvo: os latinos não toleram maldades contra a mãe, como as que Fátima cometia com Raquel. Exatamente por isso, o autor pretendia transformá-las em irmãs, medida vetada pela direção. Walther Negrão chegou a ser acionado para colaborar com o enredo, sem êxito. As tentativas de emplacar a novela incluíram até os brazucas Zezé di Camargo & Luciano, com o tema ‘Doy la vida por un beso’. “Vale Todo”, com previsão de 150 capítulos, chegou ao fim no 100º, perdendo constantemente para a concorrente “O Privilégio de Amar” (1998), que o SBT veiculou no Brasil em 1999.

– “Vale Tudo” ostenta o título de maior audiência do “Vale a Pena Ver de Novo” na década de 1990, ao lado de “Tieta” (1989) e “Mulheres de Areia” (1993): 28 pontos. O primeiro capítulo atingiu 25 pontos, com 59% de participação no número de televisores ligados (share). Já o último registrou impressionantes 41 pontos, com 77% de share – chegando a 43 pontos, com 80% de share, nos minutos finais. O repeteco, entre maio e novembro de 1992, contou com 129 capítulos; a novela deixou de ir ao ar em 24 de julho, por conta de uma partida de futebol masculino (EUA x Itália) pelas Olimpíadas de Barcelona.

– Em 2010, a produção rendeu ao Viva a liderança à 00h45, em sete dos oito meses de exibição. A semana de estreia (4 a 8 de outubro) conquistou 10% mais audiência que os outros canais da TV fechada; já o último capítulo (14 de julho) assegurou índices 80% superiores aos concorrentes. Os acessos ao site cresceram 80%; o de seguidores no Twitter – onde “Vale Tudo” gerou memes e perfis –, 300%. Na época, Gilberto Braga estava no ar às 21h, com “Insensato Coração” (2011). E, curiosamente, os acidentes envolvendo Solange, na reprise, e Clarice (Ana Beatriz Nogueira), no texto inédito, ocorreram na mesma semana, pelo mesmo motivo: sabotagem nos freios.

– “Vale Tudo” foi reverenciada em “Anjo Mau” (1997). Quando Clô Jordão (Beatriz Segall) encontra Nice (Gloria Pires), a ambiciosa babá que “batiza” o enredo, diz achar conhece-la de algum outro lugar. Também em “Desejos de Mulher” (2002), que trouxe Gloria e Regina Duarte como as irmãs Júlia Moreno e Andréa Vargas; as mudanças de rumo do folhetim, dirigido por Dennis Carvalho, acabaram por afastar as personagens. E em “Amor e Intrigas” (2007), da Record: a oportunista Valquíria (Renata Dominguez) se desfaz dos bens da família para “tentar a vida” no Rio de Janeiro, causando a morte da mãe, Dilma (Ângela Leal) e a ira da irmã, Alice (Vanessa Gerbelli). Em 2014, a novela foi lançada em DVD, com edição capitaneada pelos diretores Dennis Carvalho e Ricardo Waddington.

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

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