Divulgação / TV Record
Coluna “PRIMEIRA PÁGINA” estreia falando sobre o “Tudo é Possível”, de Ana Hickmann

A frase acima pode ser interpretada de diferentes formas, mas ela tem como objetivo chamar a atenção para o atual momento vivido pelo “Tudo é Possível”, da Record.

Assim que Eliana deixou a emissora, há três anos, a Record teve que apostar em uma figura até então conhecida das donas de casa, por sua exposição no “Hoje em Dia”, e, principalmente, do mundo da moda. Ana Hickmann surgiu como apresentadora de programa de auditório na mesma velocidade que o “Cidade Alerta” saiu do ar.

Sem qualquer experiência no gênero, a loira entrou na briga dominical disputando audiência com nomes que estão no mercado há muito mais tempo que ela. Não fosse a consolidação da marca “Tudo é Possível”, ainda na fase Eliana, a Record teria dificuldades para emplacar a apresentadora aos domingos – há controvérsias quanto a isso.

Passados três anos, o que se pode observar é uma pequena evolução no estilo de apresentação de Ana, que foi moldada para se encaixar ao formato. Apesar de não prejudicar o programa, mesmo que em alguns momentos não passe qualquer naturalidade ao telespectador, a figura da apresentadora não é fator essencial para a existência do mesmo. A direção, antes sob a responsabilidade de Carlos César Filho e agora sob os cuidados de Vildomar Batista, faz do “Tudo é Possível” um caso raro de programa: aquele que tem apresentador, mas não precisa dele para sobreviver.

E o pior, Vildomar não faz questão de esconder isso de ninguém. O “Tudo é Possível” deixa cada vez mais nítido que Ana, assim como qualquer outro integrante do programa, é apenas uma peça no tabuleiro. A atração assumiu um ar de independência graças à direção, que mesmo com um ou outro deslize, consegue levá-la adiante.

O “TEP”, que traz em seu cardápio quadros já saturados, fica no ar por uma enfadonha marca de 4 horas. Desse tempo, com base em um levantamento feito pelo RD1, Ana aparece por cerca de 50 minutos, passando o restante do programa escondida. Com isso, Vildomar faz a crítica ver na relação Ana-direção um problema ainda sem solução. No formato do “Tudo é Possível” o que se faz mais importante é a participação do seu comandante, visto os casos de Silvio Santos, Fausto Silva, Gugu Liberato e Regina Casé, que são a personificação de seus programas. Mas talvez seja demais tentar comparar Ana a essas figuras.

Está mais do que na hora da direção do programa apostar na figura da apresentadora em tempo integral. O público precisa chegar à conclusão de que está assistindo ao programa da Ana Hickmann e não apenas ao “Tudo é Possível”. Por medo, o “TEP” vive numa oscilação sem fim. Ora vence o “Domingo Legal”, ora perde. Ora ganha da Eliana, ora empata. Aliás, a apresentadora do SBT faz jus ao tema em questão. Eliana carrega seu programa nas costas do começo ao fim. A atração não poderia ter recebido título melhor. Mas isso é assunto pra outro dia.

Desta forma, podemos chegar à conclusão de que o “Tudo é Possível” ainda não assimilou a saída de Eliana, vive às custas de vídeos da internet e humoristas de stand up comedy, atravessa uma grave crise de criatividade, visto os repetitivos quadros, e o mais importante: prova a cada domingo que não precisa de sua apresentadora para continuar no ar. Triste constatação.

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