O maior locutor esportivo da história da televisão brasileira decretou o fim de uma era.
Aos 75 anos e comandando as transmissões de sua 14ª Copa do Mundo, Galvão Bueno confirmou oficialmente que o Mundial de 2026 é o seu último como narrador de futebol.
A voz das grandes conquistas do país reconheceu que o fator biológico impede qualquer plano para o próximo torneio de seleções.
“Na próxima, em 2030, a idade já não vai permitir. Não vai dar, né? Eu vou assistir à Copa do Mundo. Se eu trabalhar, vai ser apresentando um programa, gravando um comentário diário, alguma coisa assim. Fiquei muito feliz, estou me sentindo muito bem no SBT, é uma coisa muito gostosa, mas não dá mais”, desabafou o narrador.
Galvão entra para o Guinness Book
Nesta segunda-feira (29), Galvão Bueno assume os microfones do SBT e da N Sports para narrar o confronto decisivo entre Brasil e Japão.
A partida é válida pelas oitavas de final da Copa do Mundo, às 14h (de Brasília).
O duelo servirá para inflar uma estatística que o colocou no topo do planeta: ele é, oficialmente, o profissional que mais transmitiu jogos de Mundiais na história da TV mundial.
Curiosamente, o narrador passou décadas na Globo sem ter noção exata do próprio tamanho.
O reconhecimento do feito histórico veio através de uma homenagem surpresa de sua patrocinadora na Casa Ronaldo.
Na ocasião Galvão foi pego de surpresa com a placa do Guinness World Records.
Ao todo, o mestre acumula a impressionante marca de 149 jogos de Copa do Mundo no currículo, sendo 57 deles comandando exclusivamente as emoções da Seleção Brasileira.
Para aguentar o tranco vocal nos Estados Unidos, ele revelou ter passado por um tratamento intensivo com fonoaudiologia e injeções modernas para limpar o sistema respiratório.
Sócio da Copa
Embora esteja encantado com o carinho do público e a evolução dos índices do SBT, que vêm registrando crescimento constante a cada rodada da fase de grupos, Galvão não esconde seu DNA altamente competitivo.
Ele admite que monitora os décimos da audiência. “Números eu sempre quis mais. Mesmo quando fazia aqueles números gigantescos na Globo, eu sempre quis mais!”, disparou.
Por outro lado, o experiente comunicador soltou os cachorros e fez duras críticas à estrutura montada pela FIFA para as equipes de transmissão nos estádios norte-americanos.
Sócio dos direitos de exibição por meio da N Sports, Galvão classificou as cabines de imprensa de 2026 como “horrorosas”.
“Em 1994, nossa condição de trabalho nos EUA era muito melhor do que agora. A gente vê o campo de muito longe, os jogadores muito pequenos em alguns estádios, como em New Jersey e na Filadélfia.” desabafou Galão.
O narrador sA gente fica tão espremido que não há possibilidade de interagir com a câmera. É uma desconsideração com a imprensa televisiva mundial. Sabe por quê? Quem paga a conta de tudo são as televisões do mundo inteiro quando compram os direitos caríssimos. Então é uma coisa horrorosa, uma falta de respeito.”
A Despedida do Mestre
Confira o panorama estatístico e os detalhes que transformaram a jornada de Galvão Bueno em um recorde imbatível para o Guinness Book:
| Métrica / Histórico | Marca Alcançada | Emissoras Atuais | Próximo Jogo (Oitavas) | Futuro na TV (Pós-2026) |
|---|---|---|---|---|
| Galvão Bueno (75 anos) Recordista do Guinness Book |
149 jogos totais em Copas (57 jogos da Seleção Brasileira) |
SBT & N Sports (Parceria e Sociedade) |
Brasil x Japão Segunda (29), às 14h |
Aposentadoria da narração. Apenas comentários ou programas especiais. |
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
