A eliminação do Brasil na Copa do Mundo de 2026 não esfriou o interesse das marcas pela competição, muito pelo contrário.
Criadas originalmente para dar descanso aos atletas durante os jogos, as paradas de hidratação se transformaram em um dos espaços publicitários mais disputados da reta final do Mundial, e Globo, SBT e Cazé TV estão faturando alto com essa novidade.
Por que as paradas viraram alvo das marcas
O interesse das empresas cresceu justamente porque essas pausas acontecem no meio da partida, em momentos que reúnem mais gente na frente da TV do que os intervalos comerciais tradicionais.
A interrupção curta também aumenta a chance de o torcedor permanecer atento à tela, o que tornou as inserções de 10 a 15 segundos durante esses intervalos ainda mais valiosas para os anunciantes.
Com isso, a procura por esse tipo de publicidade só aumentou nas transmissões de Globo, SBT, SporTV, N Sports e Cazé TV, mesmo depois da queda do Brasil diante da Noruega.
Como cada emissora está lucrando com a novidade
Cada canal adotou uma estratégia própria para aproveitar o novo formato.
A Globo e o SporTV usam os espaços das paradas como bônus extra para parceiros que já haviam fechado cotas de patrocínio, reforçando ainda mais o resultado comercial da emissora, que já arrecadou cerca de R$ 2 bilhões com o Mundial.
Para se ter ideia da dimensão desses valores, um único anúncio da Globo durante a Copa pode custar até R$ 265 milhões, segundo dados do Meio&Mensagem.
Já o SBT inicialmente usava as pausas para divulgar sua própria programação, mas mudou de estratégia na fase de mata-mata e passou a incluir anúncios de patrocinadores oficiais do torneio nesses intervalos.
A N Sports seguiu a mesma linha, já que retransmite o conteúdo da emissora.
A Cazé TV se destacou por ser a única entre as detentoras de direitos a negociar diretamente com novos parceiros para ocupar esses espaços.
Mesmo com pouco tempo de preparação, já que a Fifa anunciou a novidade apenas uma semana antes do início da Copa, o canal esportivo conseguiu comercializar o inventário com agilidade.
Fifa já planeja manter a novidade em outros torneios
Considerada bem-sucedida pela entidade, a estratégia das paradas de hidratação como espaço publicitário deve ser mantida em competições futuras, como o Mundial de Clubes de 2029 e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será disputada no Brasil.
O mercado publicitário já enxerga essas pausas como um fator de valorização ainda maior para os direitos de transmissão da próxima Copa do Mundo, marcada para 2030 e sediada por Argentina, Uruguai e Paraguai.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Instagram: @manueldiasoficial
