Daniela Beyruti, a atual CEO do SBT e filha de Silvio Santos, tem mostrado que o Jornalismo é uma aposta cada vez mais forte na emissora.

Prova disso é o novo telejornal Se Liga Brasil, que, com apenas 15 dias no ar, já está dando dor de cabeça para a concorrência e mirando a vice-liderança em São Paulo.
A atração, que estreou no começo do mês, já conseguiu, até a terça-feira, (17), garantir o segundo lugar em três ocasiões nas duas primeiras semanas, um feito impressionante.
E o que explica esse rápido sucesso? Segundo informações do Notícias da TV, a chegada de Thiago Gardinali, vindo diretamente da Record, onde apresentava o Balanço Geral Manhã, parece ter sido o tempero que faltava.
A mudança de ares e a oportunidade de liderar um novo projeto no SBT parecem ter energizado a equipe e o apresentador.
Mas o que torna o Se Liga Brasil tão competitivo?
A faixa das manhãs, entre 6h e 8h30, é estratégica para o SBT. Historicamente, a emissora já se mostrava competitiva neste horário, mas agora, com o Se Liga Brasil, a briga pela audiência ganhou novos contornos. A fragilidade das concorrentes nesta janela é um fator crucial.
Enquanto a Band aposta em programação religiosa, a Record, que também exibe conteúdos religiosos na madrugada, acaba se tornando menos competitiva assim que o sol nasce.
A gestão de Daniela Beyruti tem ampliado o investimento em Jornalismo, o que vai além do novo telejornal. O SBT conta com o canal próprio SBT News e tem dado bastante espaço para noticiários na TV aberta.
A programação jornalística se estende das 6h às 14h45 e retorna no horário nobre com o Aqui Agora e o SBT Brasil, onde nomes como Cesar Filho frequentemente figuram entre as maiores audiências do dia.

A vice-liderança conquistada pelo Se Liga Brasil em tão pouco tempo é um sinal claro de que existe um espaço aberto e que a estratégia do SBT está explorando fragilidades claras nas emissoras rivais.
No entanto, a sustentação desse resultado dependerá da consistência editorial, da capacidade de reter o público e de manter a relevância do telejornal para além do efeito novidade.
Silvio Santos pensava diferente no SBT
Enquanto Daniela tem assumido o risco do alto investimento no jornalismo, Silvio Santos, que faleceu em 2024, não gostava muito da ideia de encher a programação com jornalísticos.
O empresário tentava a todo custo criar formatos jornalísticos diferentes e colocar os telejornais com pouco tempo de tela.
Luiz Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É editor-chefe e colunista do RD1, onde escreve sobre TV, Audiências da TV e Streaming. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser encontrado através do email [email protected]
