A Copa do Mundo de 2026 já começou fora de campo com uma disputa direta entre Globo e SBT por bilhões em publicidade. As duas emissoras montaram estratégias diferentes para transformar o torneio no maior evento comercial da TV brasileira.

Globo x SBT na Copa ─ Imagem: Reprodução – Edição/RD1
O que está em jogo vai além da audiência. Envolve dinheiro, protagonismo e o controle da narrativa esportiva no país.
O SBT chega mais agressivo e tenta quebrar uma hegemonia histórica da Globo, que dominou esse mercado por décadas.
SBT aposta em Galvão e mira faturamento acima de R$ 3 bilhões
O SBT projeta arrecadar mais de R$ 3 bilhões com a Copa de 2026, podendo chegar a cerca de R$ 3,7 bilhões com a venda completa das cotas.
A emissora estruturou seis pacotes comerciais com valores elevados e aposta em exclusividade parcial para pressionar o mercado.
O principal trunfo está no fator emocional. A narrativa da “última Copa de Galvão Bueno” virou peça central para atrair anunciantes e público.
Outro ponto relevante é o pacote de jogos. O SBT terá cerca de 32 partidas, incluindo jogos da Seleção Brasileira, o que amplia o potencial de audiência e valorização comercial.
Globo mantém força e aposta em volume para garantir até R$ 2 bilhões
A Globo trabalha com uma meta mais conservadora, mas ainda robusta: cerca de R$ 2 bilhões em publicidade.
A estratégia segue outro caminho. Em vez de inflacionar os pacotes, a emissora busca fechar acordos rapidamente com grandes marcas, priorizando escala e previsibilidade.
Esse modelo se apoia na estrutura consolidada da Globo, com presença em TV aberta, canais pagos e plataformas digitais.
Mesmo sem exclusividade total, a emissora mantém forte apelo comercial por histórico e alcance.
Disputa pode mudar a lógica da Copa na TV brasileira
A diferença entre os modelos evidencia uma virada no mercado.
De um lado, o SBT aposta em alto valor e narrativa forte. Do outro, a Globo prioriza volume e estabilidade.
Esse cenário pode gerar fragmentação de audiência em um evento que tradicionalmente concentrava o público em uma única emissora.
Para os anunciantes, surge uma escolha estratégica entre impacto emocional e alcance consolidado.
A Copa de 2026, portanto, já representa uma mudança importante. Pela primeira vez, a maior transmissão do mundo se transforma também em uma disputa comercial aberta no Brasil.
