Fora dos gramados, o Ceará vive um momento tão delicado quanto o vivido dentro de campo.
O clube acumula pendências financeiras que já se arrastam por cerca de sessenta dias, envolvendo três frentes distintas: salários, direitos de imagem e recolhimento do FGTS.
O problema não fica restrito aos jogadores, atingindo também parte do quadro de funcionários que trabalha no dia a dia da instituição.
Confirmação vinda de dentro do Ceará
A notícia veio à tona depois que um grupo de torcedores organizados foi até o centro de treinamento alvinegro conversar diretamente com os atletas.
Foi nessa conversa que os próprios jogadores acabaram admitindo, na prática, o que já se especulava sobre as dificuldades financeiras do clube.
Pessoas com acesso ao dia a dia do departamento de futebol também deram sustentação a essa versão, relatando a jornalistas locais que os problemas de caixa realmente existem e não se limitam a uma única área da gestão financeira do clube.
Dentro de campo, o momento também preocupa

A crise financeira chega em um momento particularmente ruim para o desempenho esportivo.
O Ceará amarga uma sequência de sete jogos sem vencer e ocupa hoje posição dentro da zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro, cenário que aumenta a pressão sobre a diretoria e a comissão técnica.
Para tentar mudar essa realidade dentro de campo, o time entra em ação no fim de semana, quando recebe o São Bernardo, em confronto direto pela permanência na competição, com transmissão ao vivo garantida pela TV Verdes Mares.
O que está em jogo para os atletas?
Atrasos como esses não afetam apenas o bolso imediato dos jogadores.
A demora recorrente em pagamentos de salário e direitos de imagem pode, em situações mais extremas, abrir caminho para que o atleta busque a rescisão do contrato por culpa do clube, processo conhecido juridicamente como rescisão indireta.
Há inclusive precedentes na Justiça do Trabalho envolvendo esse tipo de situação no futebol brasileiro, com decisões que já reconheceram o direito de jogadores a encerrar vínculos justamente por atrasos contínuos em pagamentos e depósitos de FGTS.
Um problema que não é exclusividade do Ceará
Situações parecidas já aconteceram em outros clubes do país.
O Atlético-MG, por exemplo, já passou por episódios de atraso em salários e direitos de imagem em temporadas anteriores, mesmo sendo um clube de investimento consideravelmente maior.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias
