Após ser acusado de explorar a imagem do Vovô Anésio com IA em campanha de votos, neto rebate comentários nas redes sociais
O criador de contéudo Caio Fiori, neto do influenciador Vovô Anésio, virou alvo de críticas nas redes sociais depois de divulgar sua pré-campanha a deputado estadual por São Paulo.
O influenciador usou vídeos do avô, morto em junho, na propaganda.
Internautas o acusaram de usar deepfake do idoso já falecido para pedir voto, com pedidos para que o TSE analisasse o caso.
Segundo Caio, o vídeo-alvo da polêmica foi gravado em maio de 2026, quando Anésio ainda estava vivo — antes, portanto, de qualquer suspeita de manipulação póstuma.
Quem foi Vovô Anésio
Anezio Fiori, o Vovô Anésio, morreu em 13 de junho de 2026, aos 88 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória, estando internado em UTI.
Ex-pedreiro aposentado, ele se tornou fenômeno nas redes ao lado do neto a partir de 2021, somando mais de 6,4 milhões de seguidores em vídeos do cotidiano ao lado da esposa, Elza, e da família.
A popularidade da dupla também impulsionou as ambições políticas de Caio, hoje pré-candidato com o nome de urna “Caio do Vovô Anésio”.
A acusação que circulou nas redes
Um usuário no X classificou a atitude como uso de deepfake do avô morto para pedir voto e cobrou postura do TSE contra a candidatura; outro chamou a atitude de “nojenta”.
O TSE regulamentou o uso de IA nas eleições de 2026 pela Resolução 23.755, que proíbe deepfakes e exige identificação visível em conteúdo gerado ou alterado por inteligência artificial em campanhas — descumprir a norma pode levar à cassação de registro ou mandato.
A defesa de Caio
Caio negou a manipulação e rejeitou a narrativa de que estaria usando o nome do avô por causa da morte dele: segundo ele, carrega essa identidade há anos e pretende mantê-la para sempre.
Não é a primeira vez que ele reage a esse tipo de acusação — em junho, ao anunciar a morte de Anésio, já havia dito que a família enfrenta há anos tentativas de destruir o trabalho dos dois com mentiras.
Para ele, apagar a própria história para agradar quem nunca a viveu não é uma opção.
Por que o caso ainda gera dúvida
Mesmo com a explicação de que o vídeo é anterior à morte do avô, a polêmica expõe um ponto sensível:.
O público tende a desconfiar de qualquer material com idosos falecidos usado em contexto de campanha, ainda que a gravação seja genuína.
É esse tipo de ambiguidade que a nova regulamentação do TSE tenta resolver, exigindo identificação clara sempre que houver edição por IA — mas que não impede acusações quando o material é autêntico, porém mal contextualizado pelo próprio uso político.
Até a publicação, não havia representação formal contra Caio Fiori no TSE relacionada ao caso.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

