Ordens de Brasília: Boni relembra bastidores sombrios da Ditadura e revela qual estrela da Globo teve a cabeça entregue aos generais
Em vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (9), Boni, ex-vice-presidente de operações da Globo, relembrou a demissão mais dolorosa de sua carreira:
- a de Dercy Gonçalves (1907-2008), dispensada em meio à pressão da censura durante a Ditadura Militar (1964-1985).
Um programa sufocado pela censura
Segundo Boni, o programa de Dercy era exibido ao vivo e virou alvo recorrente de intervenções da censura do governo militar, que passou a exigir que a atração fosse gravada.
Mesmo assim, os cortes aumentaram progressivamente: de três horas gravadas, a produção perdia uma hora ou mais editada pelos censores.
Isso aconteceu até o ponto em que praticamente não sobrava conteúdo para ir ao ar.
A punição financeira
De acordo com o executivo, a Globo foi punida economicamente pelos cortes recorrentes, em um momento no qual a emissora já enfrentava dificuldades de caixa.
Sem conseguir sustentar a atração de Dercy sem patrocínio nem tempo de exibição garantido, a saída foi afastá-la da programação.
Boni e a despedida dolorosa
Boni relatou que precisou comunicar pessoalmente a Dercy que não seria possível mantê-la no ar naquele momento, prometendo chamá-la de volta assim que fosse viável.
Ele descreveu o episódio como um dos mais dolorosos de sua vida profissional, dada a admiração e o carinho que sempre nutriu pela atriz.
Durante o período retratado, Dercy comandou na Globo os programas Dercy Espetacular (1966) e Dercy de Verdade (1966-1969).
Começo de Boni na televisão
Foi ao lado de Roberto Marinho que Boni encontrou seu grande palco:
- entrou para a TV Globo e ali permaneceu por décadas, ajudando a moldar o que viria a se tornar a maior emissora do país.
Como diretor de programação, foi responsável por consolidar a grade e a linguagem que se tornariam referência para toda a televisão brasileira.
Além disso, ele idealizou o complexo de estúdios conhecido como Projac, atual Estúdios Globo.
Considerado um verdadeiro “gênio” da TV por colegas e pela imprensa da época, Boni construiu um legado que atravessa gerações, sendo pai também de Boninho.
Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias

