“Erro imperdoável”: Betty Faria quebra o silêncio, assume atitude nos bastidores e revela por que foi banida das novelas de Manoel Carlos

Betty Faria
Betty Faria é uma das maiores atrizes da TV brasileira. (Imagem: Divulgação)

Betty Faria revelou o motivo pelo qual nunca mais foi escalada para uma novela de Manoel Carlos (1933-2026) depois de sua participação em Baila Comigo (1981).

Segundo a atriz, tudo começou por uma insatisfação com a falta de cenas para sua personagem, mesmo diante da dedicação intensa ao trabalho:

  • ela chegava a ensaiar coreografias e se preparar bastante, mas via seu arco reduzido a aparições simples, como pedir um suco no bar da academia.
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A ligação que ela nunca mais repetiu

Incomodada com a situação, Betty tomou uma atitude que, segundo ela mesma reconhece hoje, foi um erro: ligou diretamente para o autor para reclamar da falta de cenas relevantes.

A atriz contou que, no momento da ligação, imaginava o dramaturgo pensando que ela seria “essa chata” prestes a reclamar, o que a fazia desligar rapidamente, tomada pela vergonha.

A lição que ficou para sempre

Betty reconhece que a cobrança nasceu de um lugar genuíno:

  • o excesso de dedicação ao papel, somado ao ego natural de quem entrega tudo em cena, tornou insuportável ver o trabalho pouco valorizado no resultado final.

Apesar de entender a própria frustração, ela afirma categoricamente que aquele episódio virou um tabu em sua carreira.

Segundo Betty, ela nunca mais ligou para um autor para reclamar de personagem, e nunca mais recebeu convite de Manoel Carlos para outro folhetim.

Décadas depois, Betty relembra o episódio com bom humor.

Porém, ela reconhece que a experiência funcionou como um divisor de águas na forma como passou a lidar com frustrações profissionais ao longo da carreira.

Carreira de respeito de Betty Faria

Betty Faria, nome artístico de Elisabeth Maria Silva de Faria, nasceu no Rio de Janeiro em 8 de maio de 1941 e construiu uma das trajetórias mais longevas e respeitadas da teledramaturgia brasileira.

Antes de estrear na TV, formou-se bailarina e passou por musicais de sucesso, como “Skindô” e “Chica da Silva 63”, ao lado de Grande Otelo.

Sua estreia nas novelas aconteceu em 1969, na Record, mas foi na Globo que se consagrou, com papéis marcantes já nos anos 1970, como:

  • “Véu de Noiva” e “Pigmalião 70”, pelo qual recebeu seu primeiro prêmio como atriz coadjuvante.

Ao longo da carreira, Betty acumulou personagens icônicas em produções como “Pecado Capital”, “Água Viva” e “A Indomada”, além de ter vivido a inesquecível protagonista de “Tieta”, em 1989.

Manuel Dias
Escrito por

Manuel Dias

Sou jornalista formado pela UNIFG, tenho 26 anos e combino a vivência da grande redação com a dinâmica da comunicação digital. Minha trajetória inclui uma sólida experiência – com mais de 6 anos - como redator, onde atuei em diversas editorias, como Esportes, Entretenimento e Cidades. Além do jornalismo online, possuo forte atuação em Assessoria de Imprensa e Social Media. Tenho experiência pela criação de estratégias de conteúdo para redes sociais, o que inclui a produção e edição de vídeos em ferramentas como CapCut e Canva. Essa bagagem multimídia me confere versatilidade, agilidade e a capacidade de traduzir pautas complexas em conteúdos dinâmicos para diferentes plataformas e públicos. Linkedin: Manuel Dias