O comentarista Rodrigo Constantino virou alvo de uma investigação da Polícia Civil da Bahia.
A ação se deu após Rodrigo publicar declarações ofensivas contra o estado e a população baiana depois do primeiro turno das eleições de 2026.
Em uma transmissão nas redes sociais, o comentarista político chamou a Bahia de “câncer do Brasil” e fez outras afirmações que tiveram forte repercussão.
A polícia informou nesta terça-feira (6) que instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias da divulgação do vídeo e eventuais responsabilidades.
As diligências tramitam com acesso restrito para preservar o andamento da apuração.
Polícia Civil apura possível caráter discriminatório das declarações
Em nota, a Polícia Civil afirmou que investiga manifestações de possível caráter discriminatório contra a população baiana.
O órgão destacou que a apuração seguirá critérios técnicos, imparciais e pautados na legalidade.
Até o momento, a abertura do procedimento não representa condenação nem conclusão sobre a ocorrência de crime.
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A investigação busca reunir elementos para definir se as declarações podem gerar responsabilização e quais providências as autoridades poderão adotar.
Constantino criticou Bahia e outros estados do Nordeste
No vídeo que motivou a repercussão, Constantino comentou o resultado das eleições na Bahia e atacou o estado.
Além de usar a expressão “câncer do Brasil”, ele chamou Salvador de “lixo” e generalizou comportamentos atribuídos a moradores do interior.
O comentarista também publicou críticas a outros estados nordestinos e defendeu que o país teria “mais Paraná e menos Bahia” e “mais Santa Catarina e menos Ceará”.
As publicações surgiram após a votação de domingo (4), marcada por ampla vantagem do presidente Lula entre os eleitores baianos e pela reeleição do governador Jerônimo Rodrigues.
Comentarista reagiu à repercussão nas redes sociais
Depois da reação ao vídeo, Constantino afirmou em nova publicação que “criticar faz parte do jogo”.
A declaração veio após críticas de usuários, políticos e representantes do estado, que classificaram o conteúdo como ofensivo e preconceituoso.
A Polícia Civil não detalhou se chamará o comentarista para prestar depoimento nem quais diligências já realizou.
O caso permanece sob investigação e novas etapas dependerão da análise do material publicado e de outros elementos reunidos pelas autoridades.
Com a abertura formal do procedimento, o episódio deixa de ser apenas uma disputa nas redes sociais e passa a ter uma frente jurídica.
A investigação ainda está em fase inicial e não há decisão judicial sobre o caso.
A apuração deverá determinar se as falas ultrapassaram os limites da crítica política e configuraram alguma infração prevista em lei.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_

