Apoiado por Edir Macedo, Jair Bolsonaro faz “monólogo” na Record, enquanto rivais políticos debatem na Globo (Imagem: Reprodução / Record)

No último sábado (29), via Facebook, Edir Macedo – proprietário da Igreja Universal do Reino de Deus e da Record – declarou seu apoio a Jair Bolsonaro (PSL), candidato à presidência da República. O alinhamento, claro, não é apenas ideológico: o PRB, partido ligado à igreja, busca manter-se no governo. Diante da quase impossível passagem de Geraldo Alckmin (PSDB) ao segundo turno, o PRB, como bom entendedor, tratou de seguir o mentor. E debandou para o lado de Bolsonaro.

O apoio ao candidato ficou evidente com a entrevista dele ao “Jornal da Record” nesta quinta-feira (04), no mesmíssimo horário do debate com presidenciáveis na Globo – reunindo Álvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Não há registro de espaço semelhante ofertado aos concorrentes de Bolsonaro; não haverá, estando nós às vésperas do pleito.

A entrevista, realizada por Eduardo Ribeiro, foi, talvez, mais eficiente do que o programa eleitoral de Jair Bolsonaro. Não houve contestação às afirmações do candidato, que colocou em xeque a investigação acerca do atentado, afirmou nunca ter achincalhado mulheres ou negros e relacionou os famosos que protestaram contra ele à Lei Rouanet. Os bastidores, com interrupções por “ordens médicas”, foram destacados, como se estivéssemos diante de um convalescente reunindo forças para “lutar pelo Brasil” – tom similar ao dos encontros dele com José Luiz Datena e Boris Casoy, na Band e na RedeTV!.

A postura da Record, nesta quinta-feira, remeteu a Globo editando o debate de 1989, privilegiando os bons momentos de Fernando Collor de Mello, frente os revides de Luiz Inácio Lula da Silva – então de conduta ilibada, bem distante da imagem de ex-presidente preso por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Com demasiado atraso, a Globo se desculpou por influenciar o cenário político de modo tão cretino. Não devemos esperar desculpas da Record. O claro objetivo foi cumprido: adula-se o novo presidente, garante-se os ministérios e dane-se o respeito ao público e aos eleitores.

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Duh Secco é “telemaníaco” desde criancinha. Em 2014, criou o blog “Vivo no Viva”, repercutindo novelas e demais atrações do Canal Viva. Foi contratado pela Globosat no ano seguinte. Integra o time do RD1 desde 2016, nas funções de repórter e colunista. Também está nas redes sociais e no YouTube (@DuhSecco), sempre reverenciando a história da TV e comentando as produções atuais.

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