Apresentador da Globo faz reflexão importante ao vivo sobre morte de Miguel

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Apresentador da Globo desabafa sobre a morte de Miguel (Imagem: Reprodução/ Globo)

A morte do menino Miguel, que caiu de um prédio no Recife, chamou a atenção de muita gente e tem promovido discussões. Em telejornal da Globo, Pedro Lins se mostrou revoltado com a situação e desabafou ao vivo, nesta quinta-feira (4).

O apresentador do Bom Dia Pernambuco fez uma reflexão sobre o caso. “Dinheiro não vai trazer a vida do Miguel de volta. A Polícia informou que a patroa da mãe da criança, que não teve o nome divulgado, vai responder a processo em liberdade”, iniciou ele.

“A Polícia Civil não informou o nome da patroa indiciada pela morte do menino em cumprimento da Lei de abuso a autoridade. A gente conversou com um advogado que confirmou que o artigo proíbe a divulgação de imagens e nomes antes de ser concluída a investigação, para resguardar a parte envolvida de um pré-julgamento”, acrescentou o âncora.

O jornalista, então, disparou: “Eu fico perguntando aqui, e serve de reflexão até para você aí também: Se fosse o contrário? Se a morte fosse do filho da patroa será que essa lei seria cumprida para a empregada doméstica? Será que a imagem dela e o nome dela seriam preservados ou seriam divulgados? Uma reflexão que fica para a gente, mas sobretudo às autoridades”.

Em rede social, Pedro Lins também falou sobre o assunto e da semelhança entre o menino Miguel e a sua infância. “Eu não tinha me dado conta, na hora do jornal, na divisão de tela. Ao rever, em casa, foi impossível não chorar com essa situação. Olhei pro Miguel e me vi criança. Cheio de sonhos, de energia, de alegria”, desabafou o famoso.

“Ele dizia que queria ser jogador de futebol. Mas poderia mudar e ser um jornalista, assim como eu. Poderia, poderia, poderia…. não pode mais! Teve a vida interrompida. As leis deveriam proteger todos de maneira igualitária. Mas será que isso acontece na prática?”, escreveu o apresentador da Globo.

“Até quando a impunidade vai sufocar o grito do inocente? Até quando atitudes racistas vão ser amparadas pela justiça que segrega? Não podemos nos calar. Não podemos ignorar. Vidas pretas importam! Toda minha solidariedade à família do Miguel”, completou.

 

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Eu não tinha me dado conta, na hora do jornal, na divisão de tela. Ao rever, em casa, foi impossível não chorar com essa situação. Olhei pro Miguel e me vi criança. Cheio de sonhos, de energia, de alegria. Ele dizia que queria ser jogador de futebol. Mas poderia mudar e ser um jornalista, assim como eu. Poderia, poderia, poderia…. não pode mais! Teve a vida interrompida. As leis deveriam proteger todos de maneira igualitária. Mas será que isso acontece na prática? Até quando a impunidade vai sufocar o grito do inocente? Até quando atitudes racistas vão ser amparadas pela justiça que segrega? Não podemos nos calar. Não podemos ignorar. Vidas pretas importam! Toda minha solidariedade à família do Miguel.

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Fábio Almeida é jornalista, produtor multimídia e um apaixonado pelo que acontece na televisão. É redator e responsável pela coluna “Do Fundo do Baú”, publicada às quintas-feiras no RD1, com conteúdos marcantes da história da TV brasileira. Está nas redes sociais no @luizfabio_ca e também pode ser através do email luizfabio@rd1audiencia.com

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