Astrid Fontenelle relembra tratamento para engravidar: “Só ganhei celulite”

Astrid Fontenelle
Astrid Fontenelle relembra tratamento para engravidar: “Só ganhei celulite” (Imagem: Reprodução / Instagram)

Astrid Fontenelle concedeu entrevista ao canal AjudeUmaMamãe, de Lorena Improta, e falou sobre sua decisão de adotar uma criança.

A apresentadora, que é mãe de Gabriel, que hoje tem 13 anos, revelou que foi a partir de uma tentativa frustrada de engravidar que ela passou a buscar outras formas de se tornar mãe.

“Tentei a inseminação artificial e foi uma grande decepção na minha vida. Primeiro porque eu gastei muito dinheiro, é um tratamento muito caro e naquela época eu nem tinha tanto assim para investir naquilo”, declarou.

“Só ganhei celulite. Dei com os com os burros n’água duas vezes. Vi que definitivamente não era para mim. Daí falei, ‘quero adotar e chegou a hora’. Fui buscar essa pessoa, que eu sabia que existia e que se chama Gabriel”, disse em seguida.

Em outro trecho da conversa, a contratada do GNT abordou um tema bastante pertinente nos tempos atuais: o racismo. De acordo com Astrid, seu filho já foi vítima da sociedade preconceituosa em algumas ocasiões.

“Já aconteceram três vezes e a primeira vez com uma criança na entrada da escola. Ele tinha três anos de idade. Eu tenho lúpus e nessa época eu estava atacadíssima, me tremia inteira. Tinha um motorista trabalhando na casa, mas quando eu podia sair, eu o levava na escola. Daí quando ele vai entrando na escolha, um menino lança um: ‘pretinho, pretinho’. Mas pejorativo”, relembrou.

“Saí do carro como um foguete, a primeira pessoa que eu encontrei foi o porteiro, que é um homem negro. Falei: ‘Mano, o moleque falou isso ou eu estou louca?’. E ele abaixou a cabeça e me respondeu que ele fazia sempre isso. Eu respondi: ‘Ah, fazia! Agora é pelo menu filho e por você que eu vou entrar nesta escola e mudar essa situação. Em um primeiro momento a escola disse que ia trabalhar na sala de aula com eles com livrinho. Eu falei que queria falar com os pais da criança porque eles que eram racistas. Então, a primeira vez foi de enfrentamento”.

“A segunda vez foi agora na praia. Um mulher falou para ele: ‘me dá um colchãozinho desse’. Eu falei que ela poderia pegar lá. E ela: ‘Mas ele…”. E eu: ‘Mas ele não é nada’. Confundiu ele com um menino que trabalha no hotel? Não está vendo que é uma criança? Expliquei para ele que isso era racismo estrutural e ele me disse: ah! então isso já aconteceu antes”, contou a comunicadora.

“Porque, às vezes, quando estamos em uma loja e você vai para um lado e eu para outro, me perguntam se eu trabalho lá’. Acho que nada justifica isso porque ele tem cara de criança. Mas a pessoa não vê a cara, só vê a cor que é do trabalhador braçal”, lamentou ainda Astrid.

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Álvaro Penerotti
Álvaro Penerotti sempre foi bastante engajado a tudo que envolve o mundo da TV e Famosos. Com intensa vivência na área de jornalismo e mídias sociais, já trabalhou em rádio e também em importantes veículos de comunicação na web. Pode ser encontrado nas redes sociais através do @AlvaroPenerotti.
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