Babu Santana desabafa sobre como sobreviveu ao confinamento do BBB 20

Babu Santana
Babu Santana lembrou dificuldades para manter a mania de limpeza no BBB 20 (Imagem: Reprodução / Globo)

Babu Santana fez um balanço sobre os 80 dias que ficou confinado dentro da casa do BBB 20. O ator explicou, durante o quarto episódio do Em Casa com o Babu, o seu programa no Gshow, como tentava não incomodar os seus colegas de confinamento por causa da sua mania de limpeza.

“A experiência da casa me fez criar códigos de respeito e de conduta. Se o cara quer dormir, não preciso acender a luz na cara. Eu sujei, eu arrumo”, disse o Paizão, garantindo que sempre tentava se colocar no lugar do outro, mesmo que não fosse recíproco.

O ator revelou que fazer os demais brothers se manterem organizados foi o seu maior desafio. “Tem quem lave, quem arrume. Eu lembro que eu ouvi essa frase lá dentro da casa e fiquei louco. Tem quem arrume? Até porque ter, tem, alguém que vai arrumar ali. Mas só por causa disso a gente faz uma zona?”, questionou ele.

Na edição anterior da série, Babu Santana entrevistou Jéssica Ellen, que desabafou sobre os episódios de racismo que sofreu até mesmo por conta do seu cabelo: “A gente vive em um país racista. Desde o início da carreira acontecem situações e você fala: ‘hum, tá’. E eu sou muito observadora. Chego nos lugares, observo como as coisas funcionam. A maioria dos trabalhos quando eu começava a fazer as pessoas olhavam para o meu cabelo”.

A artista descreveu alguns episódios que sofreu: “Tipo: ‘o que eu vou fazer com esse cabelo. Ai, olha, vamos ter que cortar, vamos alisar’. Não, não vamos cortar, não vamos alisar. Vamos cortar se for necessário para o personagem”.

A intérprete de Camila, em Amor de Mãe, falou também sobre a sua ligação com as comunidades  do Rio de Janeiro. Ela cresceu na Rocinha, onde deu os seus primeiros passos dentro do teatro, e lembrou a época que o ator esteve confinado no BBB 20.

“Tinham várias pessoas na internet que diziam que era ‘mimimi’. Só que para essas pessoas a gente não dá nem atenção. Elas não têm o entendimento da nossa vivência. Quando qualquer um de nós tem uma conquista, essa vitória é coletiva e é sobre isso que a gente fala”, afirmou.

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