Band
“Minha Vida”, da Band, é um fracasso de audiência (Imagem: Divulgação)

Certa vez, este colunista ouviu de um executivo que TV no Brasil se faz com 4 ingredientes: jornalismo, esporte, show e novelas. E mais, que qualquer canal que relutasse a seguir isso perderia o bonde.

Seguindo essa máxima, a Band vem apostando, desde 2015, em folhetins turcos na faixa das 20h30. Esqueça os dramalhões mexicanos que batem ponto toda tarde no SBT. Os enredos made in Turquia carregam nas cores ainda mais. Aqui, lembrando a Glória Perez, é preciso, mesmo, saber voar.

Ainda que os números tenham sido bons para os padrões da emissora com a primeira trinca – “Mil e Uma Noites” (3,1), “Fatmagul – A Força do Amor” (3,1) e “Sila – Prisioneira do Amor” (3,0) –, a coisa degringolou a partir de Ezel (2,2) e estendeu-se a “Amor Proibido” (2,1) e “Asas do Amor” (1,4). A atual, “Minha Vida”, dispõe de 1,5 ponto na parcial da Grande São Paulo.

Para seguir com um pé na dramaturgia, a emissora de Johnny Saad, cuja programação hoje é tocada pelo ex-Globo Antonio Zimmerle, deveria recorrer a algo bem próximo, sem a necessidade de cruzar o Atlântico.

Não seria mais vantajoso, tanto em termos de audiência como de faturamento, apostar em títulos produzidos por aqui em vez de novelas estrangeiras? E olhe que a coluna, respeitando a atual situação da emissora, não está pregando, pelo menos por ora, a reativação do núcleo de teledramaturgia da casa. E também não vai muito longe para sustentar essa sugestão.

A direção da Band acha que uma reprise de “Floribella” (2005), “Dance, Dance, Dance” (2008) ou “Água na Boca” (2008) daria menos resultados que “Minha Vida”? E, por que não, um repeteco de “Paixões Proibidas” (2006)?

Onde estão?

E a coluna nem vai voltar a um passado muito distante, dada a péssima conservação do acervo do canal em um quartinho (ou seria banheiro?) escuro e cheio de mofo no Morumbi, mas, fica a questão: as fitas de “Perdidos de Amor” (1997), “Serras Azuis” (1998) e “Meu Pé de Laranja Lima” (1998), novelas escritas por Ana Maria Moretzsohn, estão devidamente protegidas das ações do tempo? Esta última, não custa lembrar, foi reprisada pela TV Diário, de Fortaleza, em 2011.

Manchete News

A coluna, que se orgulha da sua boa memória, faz questão de acrescentar outros dois títulos a essas opções de reprise da Band. Em meados da década passada, o canal do Morumbi adquiriu, junto à massa falida da TV Manchete, as fitas de “Tocaia Grande” (1995) e “Mandacaru” (1997) – esta segunda, inclusive, chegou a ser apresentada pela Band na faixa das 22h em 2006. Ainda existem? Tempo atrás, questionada pelo RD1, a assessoria da emissora negou-se a dar informações sobre a situação das obras.

Manchete, uma TV que marcou

Aos saudosistas de plantão, um adendo: além da Band, o SBT também levou um pacote de títulos da TV Manchete. O canal de Silvio Santos adquiriu e exibiu “Dona Beija” (1986), “Pantanal” (1990), “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (1990) e “Xica da Silva” (1996). “Carmem” (1987) e “Olho por Olho” (1988) também foram obtidas pelo SBT, mas não ganharam a telinha – e é pouco provável que o façam.

Você sabia?

A escolha de Julia Dalavia e Renato Góes como protagonistas de “Órfãos da Terra”, a saborosa novela das 18h da Globo, deu-se em razão da química dos atores em “Velho Chico” (2016), na qual interpretaram Maria Tereza (Camila Pitanga) e Santo (Domingos Montagner) jovens. As autoras Duca Rachid e Thelma Guedes ficaram encantadas com a química dos dois.

É hoje

Jezabel
Lidi Lisboa protagoniza “Jezabel”, nova macrossérie bíblica da Record (Imagem: Divulgação / Record)

A Record estreia nesta terça-feira (23), às 20h45, a macrossérie “Jezabel”. No elenco, Lidi Lisboa, André Bankoff, Iano Salomão, Juliana Knust, Monica Carvalho, Rafael Sardão, Juan Alba, Adriana Birolli, Sthefany Brito, Bernardo Velasco, Juliana Xavier, Leonardo Miggiorin, Alexandre Slaviero, Juliana Schalch, Ronny Kriwat, Eduardo Largo, Flávio Galvão, Narjara Turetta, entre outros. Inicialmente, a produção contará com 80 capítulos, mas a Record sempre dá um jeitinho na edição.

Não deu liga

A audiência de “Se Eu Fechar os Olhos Agora”, minissérie de Ricardo Linhares baseada no livro do repórter Edney Silvestre, tem deixado a desejar. A produção estreou com 21,7 pontos na última segunda-feira (15), caiu para 17,9 na terça (16), derrapou para 16,8 na quinta (18) e encerrou a sexta (19) com 18,6 pontos. Comparando com o antecessor na faixa, o BBB 19, o recuo oscila entre 3 e 4 pontos, a depender do dia. Fora isso, a repercussão do título nas redes sociais anda bem baixa.

 

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