O desfecho de um dos capítulos mais sombrios do mundo das celebridades gerou revolta e desabafo nos tribunais.
Maria das Dores Machado, mãe do falecido ator da Record Jeff Machado (1979-2023), reagiu com indignação à sentença de Jeander Vinicius da Silva Braga, um dos acusados pela morte bárbara do artista.
O réu foi condenado a 22 anos e 9 meses de prisão em regime fechado, mas a família considerou a punição branda demais.
Braga foi considerado culpado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e maus-tratos a animais.
Em entrevista exclusiva à revista Quem, a aposentada reconheceu o valor da decisão judicial, mas não escondeu a frustração profunda com o tempo de cárcere definido pela magistrada.
“A expectativa era de que a pena seria bem maior que 22 anos e 9 meses. A gente sempre se preocupa porque eles vêm com bom comportamento e a pena acaba diminuindo.” desabafou.
“Se há possibilidade de recorrer, vamos tentar. Nada traz o meu filho de volta. É uma dor eterna. Fico de alma lavada, mas foi pouco”, concluiu a mãe do ator.
“Escolhestes ser assassino”: O forte confronto cara a cara no tribunal
O momento de maior tensão no julgamento ocorreu quando Maria das Dores, tomada por uma força impressionante, pediu autorização especial à juíza para quebrar o protocolo e se dirigir diretamente ao assassino de seu filho.
Olhando nos olhos de Jeander, a aposentada proferiu palavras devastadoras que silenciaram a sala de audiências.
“Olha, Jeander, no mundo a gente tem escolhas. Sei que tu és um pedreiro e a engenharia precisa de profissionais como tu, mas escolhestes ser assassino”, confrontou a mãe.
Maria revelou que sua maior mágoa foi o fato de Jeander saber exatamente onde o corpo de Jeff estava escondido, mantendo a família em uma busca desesperada por meses sem dar nenhuma resposta ou sinal de compaixão humana.
Relembre o crime macabro
O trágico caso de Jeff Machado chocou o Brasil em 2023.
O ator, que tinha 44 anos e lutava para consolidar sua carreira na teledramaturgia após atuar em produções da Record, desapareceu misteriosamente no fim de janeiro daquele ano.
O mistério terminou em maio, quando a polícia localizou o corpo do artista enterrado a dois metros de profundidade, dentro de um baú coberto por concreto nos fundos de uma casa na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
O processo criminal acabou sendo desmembrado pela Justiça fluminense devido à complexidade das investigações.
A próxima grande batalha de Maria das Dores já tem data marcada: o julgamento do segundo e principal réu do caso, Bruno de Souza Rodrigues, acontecerá no dia 10 de dezembro.
A mãe do ator garantiu que estará presente na primeira fileira e que, desta vez, lutará por uma punição exemplar e severamente mais dura.
Maria Clara é jornalista formada pela Universidade Federal de Pernambuco. Passei por redações de jornais produzindo notícias para os portais, fiz gerenciamento de redes e já fui a campo como repórter de rua em emissoras de televisão aberta. Instagram: @clarajordao_
