Claudia Raia relembra detalhes inusitados de Tititi e cita período de separação de Edson Celulari

Claudia Raia
Claudia Raia relembra período de gravação de Tititi (Imagem: Reprodução / Instagram)

Claudia Raia está podendo relembrar a personagem Jaqueline, de Tititi, que está sendo reprisada na Globo, no Vale A Pena Ver de Novo. Na trama, ela fica apaixonada pelo estilista Jacques Leclair (Alexandre Borges) e busca de todas as formas fazer com que ele se torne uma referência da moda. Mesmo após dez anos da estreia, a atriz ainda guarda na memória momentos importantes da produção.

Todo mundo fala dela nos lugares aonde vou e também no Instagram. Escuto muito: “Ela é hilária, estou me divertindo”. Jaqueline é mesmo uma personagem marcante. E a novela fala de moda, é atual e chique até hoje, mesmo dez anos depois. Na verdade, fala do melhor e do pior do ser humano. A briga dos dois protagonistas é algo que a gente olha e identifica na vida real. Esse tipo de rivalidade, de um querendo passar a perna no outro, é inesgotável. Mas ali é mostrado com humor. E fica tão leve, tão gostoso… Foi uma novela que fez diferença lá atrás e faz a diferença agora novamente”, disse, em entrevista à colunista Patrícia Kogut.

Além disso, a artista ressaltou que se diverte ao rever gestos engraçados e situações absurdas da personagem: “Fiz coisas inaceitáveis. Fico olhando e penso: “O que é isso?”. Um diretor (Jorge Fernando) com quem você tem toda a intimidade do mundo te dá a possibilidade fazer qualquer coisa, de A a Z”.

Durante o bate-papo, ela citou um caso envolvendo Edson Celulari – seu ex-marido- e a atriz Nicette Bruno. Na época em que fez o trabalho, Claudia estava recém-separada do ator. Apesar de ter sido um divórcio tranquilo, a musa destacou que passou por momentos difíceis, inclusive no trabalho.

Pela primeira e única vez na vida, eu estava tomando antidepressivos, bem fraquinhos. Usei por nove meses. O médico achou que, com toda a situação, mais o fato de eu estar trabalhando muito, o remédio iria ajudar a encontrar um equilíbrio emocional. E o que acontece é que você fica meio sem emoção, meio neutro, numa espécie de ponto morto. Isso para um atriz é muito ruim, um limbo. Fiquei com medo de não conseguir acessar com facilidade as emoções”, compartilhou.

E me lembro de uma cena que eu tinha com a Nicette, no cenário da casa do Jacques, que eu entrava às gargalhadas, falando absurdos, e depois caía em prantos. Li e pensei: “Meu Deus, como vou resolver isso?”. Fiquei preocupada e, quando cheguei e comecei a ensaiar, a Nicette percebeu e me perguntou: “O que foi, filha?”. Expliquei minha aflição e ela me acalmou: “As emoções estão num único lugar, dentro de você. Só você sabe fazer essa personagem. É sua, você que construiu. E muito bem, inclusive. Você vai acertar, e a emoção vai vir”. Aquilo me deu uma calma. Ela falou o que eu precisava ouvir. A cena foi ótima. A emoção veio num momento diferente, mas ficou incrível, mais inusitado ainda”, relembrou.

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