Concessão da Globo não corre risco; entenda

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Concessão da Globo virou alvo de polêmica após declaração de Bolsonaro (Imagem: Reprodução / Globo)

Ao contrário do que muitos comentaram nos meandros das emissoras de TV, William Bonner não teve sua cabeça a prêmio pela reportagem da Globo envolvendo o nome de Jair Bolsonaro (PSL) no assassinato de Marielle Franco (PSOL).

A matéria, que causou a revolta e indignação do presidente nas redes sociais e depois gerou uma nota perícia do Ministério Público, foi geradora de uma grande polêmica na política brasileira e se discutiu, inclusive, até onde um Chefe da Nação pode cassar uma emissora de televisão.

Vamos explicar aqui que a renovação da Globo, que deve ocorrer em outubro de 2022, até agora não corre risco de ser negada.  As dívidas da emissora com a União estão equacionadas e parceladas, com tudo em dia.

Então, nos pré-requisitos a Globo está limpa. Quanto ao restante, a homologação da renovação é feita pelo Congresso Nacional onde o poder do canal é absoluto.

A Globo e o seu Grupo de Comunicação estão passando por problemas financeiros há dois anos por falta de anunciantes que cubram a conta da empresa. Isto é uma outra coisa. Mas, legalmente, não tem onde Jair cassar a emissora, a não ser numa mudança de regime do país.


Tiago Mind é um famoso e icônico crítico e profissional de TV. Mantém sua identidade oculta para preservar fontes.

*Suas opiniões não refletem, necessariamente, a posição do RD1.

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