Diretora do MasterChef revela novidades e mudanças no formato em nova temporada

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Marisa Mestiço falou das novidades do MasterChef Brasil (Imagem: Reprodução / YouTube)

O MasterChef Brasil estreia sua 12ª temporada nesta terça-feira (14). Em meio à pandemia, a atração da Band vem com um novo formato adaptado por conta da Covid-19. Em coletiva de imprensa realizada online, a diretora da atração, Marisa Mestiço, explicou as novidades que serão notadas pelos telespectadores.

A diretora também contou como foram as seletivas para a escolha dos participantes desta nova temporada. “A seleção dos participantes já havia sido iniciada dentro dos nossos protocolos comuns em que fazíamos testes dentro das nossas etapas. Alguns testes presenciais, mas quando veio a pandemia, passamos a fazer totalmente online. Já fazíamos isso com algumas pessoas, mas passamos a adotar isso para todos. Com isso, passamos a fazer algumas análises mais específicas com o advento do método online, pois não ter um teste presencial, requer mais atenção. É um talent show de gastronomia. Essa adaptação nós já fazíamos, mas passamos a intensificá-la, ou seja, nada diferente do que já estava em nossas atividades”, confidenciou.

Em relação às dinâmicas da competição, Ana Paula Padrão analisou o diferencial desta temporada e fez algumas revelações sobre as gravações. Além disso, ela explicou que esta competição não terá um campeão único, como as 11 anteriores. “Não teremos um supercampeão. Teremos vários campeões ao longo da temporada. Cada episódio se resume a nele mesmo. Cada episódio terá um número de participantes. Tudo isso é para a gente reduzir o tempo das pessoas dentro do estúdio [de gravação]. Trabalhando com oito de cada vez, conseguimos ter muito mais gente participando e muito mais sonhos sendo realizados além de um ganhador por episódio”, relatou.

Tudo isso muda bastante a dinâmica. Dentro do estúdio, as dinâmicas também mudaram. Eu não vou mais ao mercado. A gente divide esses oito participantes em duas equipes de quatro participantes que estarão dentro do mercado naqueles três minutos tradicionais de pegar as coisas ali dentro para cozinhar. Eu fico contando o tempo do lado de fora pra evitar mais uma pessoa lá dentro. Estamos fazendo como fazemos em casa: a gente não vai mais ao mercado como ia antes. Não fazemos mais quase nada como fazia antes e estamos tentando transportar o que fazemos em casa aqui pra dentro seguindo os conselhos desta equipe multidisciplinar de profissionais“, completou Ana.

Paola Carosella falou sobre como é gravar um programa de culinária mantendo o distanciamento social dos participantes. “Acho que a culinária é estar junto, mas não tem a ver com estar grudado. A culinária tem a ver com histórias compartilhadas, em estar junto. As medidas de distanciamento, que temos aqui no estúdio, não permitem que fiquemos grudados, nem os participantes ficarem cochichando amassados lá em cima no mezanino, mas nunca foi de um cozinheiro ficar cozinhando grudado no outro. O formato específico tem todas as mudanças faladas aqui, mas sempre foi um cozinheiro cozinhando contra ele mesmo e tentando surpreender o chefe e isso não mudou em nada. As emoções continuam sendo as mesmas ou mais ainda“, observou Paola.

A chef argentina prosseguiu comentando sobre as novidades: “Eu acho que tem um tempero especial nesta temporada, que as provas foram pensadas com pratos muito mais populares com ingredientes muito mais acessíveis para as pessoas. Isso é muito mais emocionante e rico, porque você vê o que acontece de verdade na casa das pessoas. Isso é uma forma de união também. A gente está muito mais perto, não necessariamente pessoalmente, mas nas histórias e no coração”.

O que eu acho mais legal nas mudanças que foram necessárias por causa da pandemia, é que o programa está mais parecido com o país de hoje. Todo mundo está mais preocupado, solidário, coletivo etc. A necessidade de se distanciar expôs uma série de mazelas que temos e as mudanças ficaram visíveis. O MasterChef, então, tem as preocupações que o Brasil tem neste momento. Os participantes, então, vêm pro tudo ou nada e sabem que só têm uma chance. Eles são cozinheiros amadores, e como são oito por episódio, não estamos selecionando o melhor cozinheiro amador do Brasil, mas os melhores cozinheiros amadores do Brasil”, complementou a diretora.

Isso dá chance para pessoas que, talvez, não entrasse porque temos que fazer uma peneira muito fina e selecionar 20 no início de uma competição. Dessa vez, estamos selecionando mais gente e que tem chance de entrar. Acho que estamos mais perto do Brasil, temos preocupações que são corriqueiras neste momento. Aqui dentro temos preocupações com o distanciamento social, com os alimentos, a logística etc. Todas as mudanças que fizemos nesta edição fez com que nos aproximássemos do nosso público. As comidas são as que as pessoas comem em casa. As dinâmicas de provas são de comidas triviais, baseadas em insumos que são encontrados em quaisquer lugares“, garantiu Marisa.

Isso muda um pouco a dinâmica, pois quem estava muito acostumado a estudar o MasterChef pela estratégia do que é o jogo, não vai ter tempo para isso agora. Em um único episódio, teremos entre duas e três provas. Quem cozinha, tem que entregar tudo de uma vez só e não dá tempo de ficar em um patamar mediano esperando chegar a hora de fazer uma estratégia com um amigo pra ficar na frente. As provas em equipes não existem mais porque estamos mantendo regras de distanciamentos sociais necessários e as provas são todas individuais e não dá para fazer aliados e ficar mediando em provas de equipes para tentar ir pro mezanino. Ninguém vai mais pro mezanino. Está todo mundo o tempo inteiro disputando e cozinhando“, explicou Ana Paula.

Marisa Mestiço falou ainda sobre a participação dos famosos dentro desta temporada do MasterChef Brasil. “Nós elegeremos nossa caixa misteriosa como Caixa Misteriosa dos Famosos. Os artistas mandam um vídeo falando sobre suas memórias e sobre um prato e o que aquilo reflete [na vida do famoso]. Os participantes se posicionam aleatoriamente, então, ninguém escolhe um artista e eles assistem o vídeo e cozinharão algo que homenagearão aquele artista que serão avaliados pelos jurados”, disse.

Sobre as mudanças no cenário, Mestiço explicou algumas alterações. “O mezanino está maior e vamos explorar mais interações nesta temporada. O distanciamento da bancada é outra mudança. Tiramos esta parede que era do restaurante, porque não vamos receber ninguém de fora e o nosso mercado, que é novo, está totalmente reformado”, contou a diretora.

A diretora também falou de como esta temporada será especial para o MasterChef Brasil. “De um modo geral, esta temporada é especial. Sempre entramos que a atual tem que ser melhor do que a temporada anterior. Não é só a pandemia, mas é o nosso desafio que é o que nos conecta a não fazer a mesma coisa em todas as temporadas. Nós já tínhamos este desafio para fazer algo diferente nesta temporada que acreditamos ser especial, pois podemos ajudar uma comunidade no Brasil em um período tão sensível em outros lugares do país”, contou.

Por fim, Marisa ainda contou que este formato com oito participantes teve uma adaptação por causa da pandemia da Covid-19. “Foi uma adaptação do formato. Nós já tínhamos uma temporada normal comum, com uns vinte e poucos [participantes], mas com a pandemia, nós achamos que o número oito seria possível dentro dos protocolos para a gente manter o distanciamento, a segurança e conseguir manter todos esse sentimento de continuar sendo MasterChef Brasil“, finalizou a diretora.

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Reuber Diirr é formado em jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Com passagens pela Record News ES e TV Gazeta (Globo/ES), é apaixonado por televisão e acompanha as coletivas de imprensa com matérias exclusivas em vídeos com os artistas para o RD1. Além disso, produz conteúdo multimídia com as principais informações dos famosos para o Instagram, Twitter, Facebook e Youtube do RD1. Acompanhe os eventos com famosos clique aqui!