Repórter entrevista Bolsonaro em voo; "JN" faz editorial para rebater candidato
Rodrigo Bocardi leu uma nota editorial emitida pela Globo, sobre as eleições, no “Jornal Nacional”. (Imagem: Reprodução/ TV Globo)

O “Jornal Nacional”, da Globo, exibiu neste sábado (29) uma mini-entrevista feita pela repórter Graziela Azevedo em voo que levou o candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSL) para o Rio de Janeiro. O político deixou ontem o hospital em que estava internado em São Paulo.

Na conversa, ele garantiu que tem o desejo de participar do debate com os presidenciáveis que acontecerá na próxima quinta-feira (4). “Tenho recomendações médicas, a princípio fico em casa. Tô tentando uma liberação pra vê se consigo comparecer ao debate da Globo na quinta-feira, afirmou o candidato.

A repórter pediu para que Bolsonaro também explicasse o que disse na última sexta-feira (28), quando afirmou que não respeitaria o resultado das eleições, caso não fosse eleito.

“Um sistema eleitoral onde nós tínhamos acertado uma maneira de auditá-lo, que é o voto impresso, lamentavelmente o Supremo Tribunal derrubou e também um sistema eleitoral que não é aceito em lugar nenhum do mundo. Então a dúvida fica e não sou eu não. A maioria da população desconfia do voto impresso. Então quer dizer exatamente isso aí. Eu vejo aí que foi um absurdo o PT crescer, não existe isso. O que eu sinto nas ruas, o que eu vejo em manifestações. É um sinal claro que o povo está do nosso lado e da forma como isso é demonstrado, não dá pra gente aceitar passivamente na fraude, na possível fraude a eleição do outro lado, disparou o candidato.

Revide

Ao fim da entrevista, Rodrigo Bocardi leu no “JN” uma nota editoral da emissora em apoio ao Tribunal Superior Eleitoral. “Aceitar o resultado das urnas é um princípio básico de toda democracia e deve ser respeitado por candidatos e eleitores, afirmou o apresentador.

Uma nota editorial: todos os candidatos que disputam essa eleição tiveram a sua legitimidade sancionada pelo Tribunal Superior Eleitoral e estão, portanto, aptos a disputá-la. Aceitar o resultado das urnas é um princípio básico de toda democracia e deve ser respeitado por candidatos e eleitores. Tanto o TSE quanto analistas independentes asseguraram, reiteradas vezes, que as urnas eletrônicas brasileiras são seguras, especialmente porque não estão conectadas à internet, o que impede a ação de hackers“, diz a nota.

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